Coincidentemente, as duas revistas que compro todos os meses trouxeram o mesmo projeto fotográfico, o “The Little People”. A FFWmag! , com o tema “No mínimo, o máximo”, ilustrou a carta editorial de sua edição de aniversário apresentando parte do trabalho. A Digital Photographer Brasil, em seu especial sobre Perspectiva, aproveitou razões óbvias para apresentar aos seus leitores duas imagens do mesmo projeto. “The Little People”, que nasceu em 2006, trata a criatividade da fotografia dentro dos mais ousados pontos de vistas, brincando com a visão do observador para que ele tente distinguir do que se tratam as imagens. O artista responsável, Slinkachu, da Inglaterra, conta que o objetivo das fotografias é despertar o olhar para as coisas pequenas e simples. A produção dos objetos é simples: uma lente 24-105mm, e bonequinhos de trem (desses, que achamos em sacolinhas surpresas de aniversário) pintados e aliados a cenários e situações geniais, elaboradas pelo próprio fotógrafo. “Em todas as imagens, busco encontrar o jeito mais simples de fazer com que as miniaturas e a locação se combinem para criar uma história ou criar uma emoção. Penso nisso como se fosse uma reportagem, como se eu estivesse registrando um pequeno incidente”, conta à revistaDigital Photographer. Fotografias:![]() ![]() ![]() ![]() ![]() ![]() ![]() ![]() ![]() artigo de: Henrique ResendeFonte: |
Fotografia é minha vida!
"Fotografar é uma maneira de ver o passado. Fotografar é uma forma de expressão, o "congelamento" de uma situação e seu espaço físico inserido na subjetividade de um realismo virtual. Fotografar é um modo de comunicar e informar. Seguindo o raciocínio, a linguagem visual fotográfica além de ser mais forte não é determinada por uma língua padrão, não precisando assim de uma tradução, uma vez que o diferem são as interpretações." (desconheço o autor)"
quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012
Projeto fotográfico: The Little People
quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012
1. O que é exposição?
EXPOSIÇÃO SE REFERE À QUANTIDADE DE LUZ USADA PARA FORMAR UMA FOTOGRAFIA.
Conseguimos ver tudo no mundo porque tudo reflete luz* – isso já aprendemos lá no ensino fundamental. E é graças à esse princípio que a fotografia existe!
Toda vez que vamos fotografar uma certa quantidade de luz, de acordo com o que tem lá fora, passa pela lente e chega no sensor ou filme. Cada pedacinho de luz contém um pouco de informção: é a luz refletida dos objetos que está indo até o nosso olho e, também, até a nossa câmera.

Para nossa câmera criar as imagens estáticas que chamamos de “fotografia” uma certa quantidade de luz deve passar pelas lentes por um tempinho para que possamos reproduzir um momento.
Essa luz não pode ser demais ou nossa foto ficará superexposta. Ou seja, ela ficará clara demais!
Essa luz também não pode ser de menos ou nossa foto ficará subexposta. Ou seja, ela ficará escura demais!
Aposto que você já lidou com situações em que as fotos ficaram muito claras ou muito escuras, certo? Às vezes usamos isso à nosso favor como um efeito. Mas a princípio buscamos fotos com uma exposição balanceada.
A exposição é baseada em três fatores: abertura do diafragma + velocidade do obturador + ISO
Esses três fatores serão explicados mais adiante. São eles que controlam a luz que será transformada em imagem.
Como expor corretamente?
As câmeras possuem mecanismos para nos dizer quando a exposição está correta. Nem sempre a câmera está certa, mas com a experiência podemos nos basear no que ela nos diz para expor exatamente do jeito que queremos as diferentes situações!
Ao olhar no visor da câmera conseguimos ver uma régua de exposição. Ela nos conta como está a exposição da nossa imagem com a quantidade de luz que está entrando pelas lentes!
Como essa régua funciona ou se parece depende um pouquinho da sua câmera, mas basicamente ela é assim:

Este pequeno retângulo embaixo mostra a exposição atual da sua imagem! Se ele estiver bem no meio é porque a sua câmera considera que a cena está bem exposta. Neste caso pode bater a foto pois a quantidade exata de luz vai entrar para que criar uma imagem bem exposta.
Se o retângulo estiver mais para a esquerda sua cena está subexposta e se estiver mais para a direita, superexposta.
Subexposição:
Uma foto está subexposta quando uma quantidade insuficiente de luz entrou na câmera pelas lentes. Quando isso acontece vários pontos da imagem ficam pretos: sem informação nenhuma de cor ou luminosidade.
Superexposição:
Uma foto está superexposta quando muita luz entrou na câmera. Quando isso acontece vários pontos da imagem ficam “estourados”: brancos e sem informação nenhuma de cor ou luminosidade.
Modo de medição de exposição
Se sua câmera possuir a configuração do modo de medição de exposição (ou metering mode) é interessante saber como configurá-lo. Existem vários metering modes que ajudam a câmera a saber melhor quando a imagem está bem exposta.
Em situações em que o fundo está muito claro (por exemplo: um fundo branco ou com uma luz direta) é importante configurar sua câmera para expor somente o que está no “meio” do visor. Assim ela desconsidera a parte muito clara (ou muito escura) e você tem uma exposição mais correta. De qualquer forma dê uma olhada no seu manual para maiores detalhes!
* Obs.: as formas como cada coisa reflete a luz diferem entre si, por isso conseguimos ver os diferentes objetos e cores. Nosso olho e a câmera trabalham de forma parecida – absorvendo o espectro de cores e luminosidade de tudo que está a nossa volta! A cor preta, por exemplo, absorve toda a luz, enquanto a cor branca reflete toda a luz.
2. O que é abertura do diafragma
O DIAFRAGMA É UM “OLHINHO” QUE ABRE NA HORA DE TIRARMOS A FOTO PARA QUE A LUZ PASSE. CONTROLAMOS A ABERTURA DESSE OLHINHO PARA EXPOR CORRETAMENTE.
A primeira configuração que vamos ver para o controle da quantidade de luz que entra na nossa câmera (exposição) é a abertura do diafragma.
O diafragma fica na sua lente e se parece com isso:
O diafragma fica na sua lente e se parece com isso:


É simples: quanto maior for a abertura que você configurar mais luz entrará pela lente! Quanto menor for esse valor, menos luz entrará.
Quando você está em uma situação de baixa luminosidade a tendência é usar uma abertura maior, para que o máximo de luz possa entrar, e vice-e-versa.
E como eu configuro a abertura?
A abertura do diafragma é medida em um valor “f”. Quando menor esse valor mais aberto está o diafragma. Cada valor de “f” tem o dobro de área do próximo valor.

Procure no manual da sua câmera a forma de alterar a abertura na hora de tirar as fotos.
Lentes e abertura
Lembre-se: cada lente tem seu diafragma e um limite de abertura. Algumas lentes conseguem um valor de f1.4 (bem aberta!) até f22 e outras conseguem um valor de f5.6 até f16. Pense nisso na hora de comprar suas lentes: dependendo do tipo de fotografia que você pretende fazer é importante ter uma lente que tenha uma abertura bem ampla para que entre mais luz.
A abertura e suas consequências
O uso de diferentes aberturas não só controla a passagem de luz como tem como consequência alguns fatores como menor profundidade de campo e aberrações, dependendo da lente. O principal fator criativo que devemos observar é a profundidade de campo.
Nas próximas lições você aprenderá mais sobre a profundidade de campo, mas a princípio já vai lembrando: quando você usa uma abertura maior (valor f mais baixo) a profundidade de campo diminui, quando você usa uma abertura menor (valor f mais alto) a profundidade de campo aumenta.
Veja o exemplo em fotos:

f1.8 - Várias partes da foto estão “embaçadas”

f16 - Todos os elementos estão em foco
3. O que é velocidade do obturador
A VELOCIDADE É A QUANTIDADE DE TEMPO QUE O DIAFRAGMA FICARÁ ABERTO EXPONDO O FILME OU O SENSOR. QUANDO MAIS TEMPO, MAIS LUZ ENTRA.
Viu só como a parte técnica da fotografia é fácil? A velocidade é super simples de entender: quando mais tempo você deixar o diafragma aberto mais luz vai entrar e expor o sensor ou o filme. Se você deixa menos tempo, menos luz entra.
Como a velocidade de exposição normalmente está em frações de segundo a maioria das câmeras mostra somente a parte de baixo da fração.
Ou seja: se estou deixando meu sensor ser exposto à luz durante 1/100s a minha câmera vai mostrar “100”. Quando passamos a lidar com exposições mais longas, de 1 segundo ou mais, a câmera mostra 1’, 2’, 3’ e assim por diante.
A velocidade e suas consequências
Assim como a abertura, a velocidade controla a quantidade de luz que chega no sensor – sempre com consequências que usamos de forma criativa. Algumas delas são:
Congelamento
Quando usamos uma velocidade alta conseguimos captar objetos que estão se movimentando como se estivessem parados.

1/250 - Com uma velocidade alta conseguimos ver a água da cachoeira detalhadamente
Movimento
Quando usamos uma velocidade baixa tudo que está em movimento começa a ficar embaçado. Assim conseguimos ter essa impressão de movimento da cena.

1/3 - Com uma velocidade baixa temos um efeito de movimento
4. O que é ISO ou ASA
ISO É A SENSIBILIDADE DO SENSOR OU DO FILME. QUANTO MAIOR O VALOR MAIS SENSÍVEL É. E QUANTO MAIS SENSÍVEL MAIS LUZ É ABSORVIDA.
O último fator que controla a luz de cada exposição é a sensibilidade chamada de “ISO”. Você também vai escutar alguns chamarem de “ASA”, embora seja uma nomenclatura mais abandonada.
Quanto maior o valor ISO mais sensível será o sensor ou o filme. No geral, quando temos uma situação de bastante luz deixamos o valor ISO mais baixo para que a foto não fique superexposta. Quanto temos pouca luz deixamos o valor de ISO mais alto para que a foto não fique subexposta.
Os valores de ISO variam muito de câmera para câmera. Você vai encontrar valores de 80 a 3200 e muitos outros além (também chamados de “alta sensibilidade”).
O ISO e suas consequências
Mais uma vez a mudança desse valores não afeta somente a exposição: no caso do ISO quanto maior o valor de sensibilidade mais ruído será encontrado no resultado final.
O ruído é uma aberração que deixa a imagem com “pontilhados” de iluminação e cores – deixando a imagem menos nítida.
Veja exemplos abaixo:

ISO 200 - Imagem limpa e nítida

ISO 3200 - Podemos notar na imagem manchas de iluminação e cores, o famoso ruído. Principalmente na cor preta.
5. O que é Balanço de Branco
O BALANÇO DE BRANCO FAZ COM QUE AS CORES DA NOSSA FOTO SEJAM IGUAIS ÀS CORES DA REALIDADE, DEPENDENDO DA LUZ QUE ESTÁ ILUMINANDO NOSSA CENA.
Lembra que no começo contei que a luz bate em tudo que está por aí e reflete nos nossos olhos e na câmera? Então: o balanço de branco existe porque existem vários tipos de luz por aí. E dependendo da luz que bate na nossa cena as cores podem ficar diferentes. Isso acontece porque cada tipo de luz tem uma temperatura de cor.
Ok, vamos por partes: às vezes fotografamos com a luz do sol. Às vezes fotografamos com uma luz artificial como o flash ou uma lâmpada. Nosso olho é muito esperto então conseguimos ver as cores corretamente em qualquer situação, mas as câmeras nem sempre são tão espertas então precisamos contar para ela qual luz estamos usando para que ela a interprete da forma correta. Assim o vermelho vai continuar vermelho e o azul vai continuar azul e – como é de se imaginar – o branco continuará branco.
Temperatura de cor
A diferença entre uma luz e outra é a temperatura de cor – medida normalmente em Kelvins.
Todo mundo já tirou uma foto iluminada por lâmpada que ficou amarelada. Isso acontece porque a câmera não estava preparada para a temperatura de cor dessa luz.
Procure no seu manual a forma de mudar o Balanço de Branco na sua câmera: normalmente você encontra todas as opções que você precisa: luz do sol, sombra, tungstênio (aquela lâmpada antiga que gasta mais energia), lâmpada fria, tempo nublado, luz de flash, entre outros.
Também é possível medir manualmente a temperatura de cor. Mas primeiro use os ajustes automáticos para depois procurar fazer isso.

Com o balanço de branco deixamos a imagem com as cores reais, como a do meio.
6. Foco e profundidade de campo
ESSES DOIS ITEM DEFINEM A NITIDEZ DA NOSSA IMAGEM – ONDE FICA ESSA NITIDEZ (FOCO)? QUANTAS PARTES DA FOTO FICARÃO NÍTIDAS (PROFUNDIDADE DE CAMPO)?
Foco
Todo mundo conhece o foco. Quando tiramos uma foto queremos que nosso destaque, no geral, esteja nítido e visível. O foco pode ser manual ou automático. Manualmente você gira o anel da sua lente. Nas lentes automáticas você pressiona o botão do obturador somente um pouco (meio-toque) e a câmera irá fazer o foco automaticamente.
Profundidade de campo
A profundidade de campo define o quanto os objetos “próximos” do objeto que você decidiu ser o foco estarão focados também.
Vamos passar a chamá-la de “DOF”, pois é mais curto. DOF vem de “Depth of field”, Profundidade de Campo em inglês.
Quando o DOF é maior quer dizer que tanto os objetos à frente do escolhido como ponto focal quanto os que estão atrás também ficarão com um bom foco.
Quando o DOF é menor os objetos à frente e atrás do objeto escolhido como ponto focal ficarão sem foco antes.
Observe a comparação para entender melhor:

Neste caso somente o tamborzinho está em foco. A profundidade de campo é menor e os objetos em volta estão desfocados.

Quando a profundidade de campo é maior os objetos em volta continuam nítidos (mas nunca tão nítidos quanto o ponto principal de foco)
Fatores que influenciam a profundidade de campo
Abertura
Quanto maior a abertura, menor o DOF – e vice-e-versa.
Quanto maior a abertura, menor o DOF – e vice-e-versa.
Proximidade com o objeto
Quanto mais próximo do objeto você estiver, menor o DOF – e vice-e-versa.
Quanto mais próximo do objeto você estiver, menor o DOF – e vice-e-versa.
Distância focal
Quanto maior a distância focal (“zoom”), menor o DOF – e vice-e-versa. Falaremos mais sobre Distância Focal na próxima lição.
Quanto maior a distância focal (“zoom”), menor o DOF – e vice-e-versa. Falaremos mais sobre Distância Focal na próxima lição.
Veja alguns exemplos de uso do DOF:

Toda a paisagem está em foco, desde o céu até o chão, graças a uma abertura de f22 e uma distância focal de 18mm
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