Fotografia é minha vida!

"Fotografar é uma maneira de ver o passado. Fotografar é uma forma de expressão, o "congelamento" de uma situação e seu espaço físico inserido na subjetividade de um realismo virtual. Fotografar é um modo de comunicar e informar. Seguindo o raciocínio, a linguagem visual fotográfica além de ser mais forte não é determinada por uma língua padrão, não precisando assim de uma tradução, uma vez que o diferem são as interpretações." (desconheço o autor)"

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

2. O que é abertura do diafragma



O DIAFRAGMA É UM “OLHINHO” QUE ABRE NA HORA DE TIRARMOS A FOTO PARA QUE A LUZ PASSE. CONTROLAMOS A ABERTURA DESSE OLHINHO PARA EXPOR CORRETAMENTE.

A primeira configuração que vamos ver para o controle da quantidade de luz que entra na nossa câmera (exposição) é a abertura do diafragma.
O diafragma fica na sua lente e se parece com isso:
abertura-1abertura-3
É simples: quanto maior for a abertura que você configurar mais luz entrará pela lente! Quanto menor for esse valor, menos luz entrará.
Quando você está em uma situação de baixa luminosidade a tendência é usar uma abertura maior, para que o máximo de luz possa entrar, e vice-e-versa.

E como eu configuro a abertura?

A abertura do diafragma é medida em um valor “f”. Quando menor esse valor mais aberto está o diafragma. Cada valor de “f” tem o dobro de área do próximo valor.
abertura-2
Procure no manual da sua câmera a forma de alterar a abertura na hora de tirar as fotos.

Lentes e abertura

Lembre-se: cada lente tem seu diafragma e um limite de abertura. Algumas lentes conseguem um valor de f1.4 (bem aberta!) até f22 e outras conseguem um valor de f5.6 até f16. Pense nisso na hora de comprar suas lentes: dependendo do tipo de fotografia que você pretende fazer é importante ter uma lente que tenha uma abertura bem ampla para que entre mais luz.

A abertura e suas consequências

O uso de diferentes aberturas não só controla a passagem de luz como tem como consequência alguns fatores como menor profundidade de campo e aberrações, dependendo da lente. O principal fator criativo que devemos observar é a profundidade de campo.
Nas próximas lições você aprenderá mais sobre a profundidade de campo, mas a princípio já vai lembrando: quando você usa uma abertura maior (valor f mais baixo) a profundidade de campo diminui, quando você usa uma abertura menor (valor f mais alto) a profundidade de campo aumenta.
Veja o exemplo em fotos:
abertura-4
f1.8 - Várias partes da foto estão “embaçadas”
abertura-5
f16 - Todos os elementos estão em foco



3. O que é velocidade do obturador



A VELOCIDADE É A QUANTIDADE DE TEMPO QUE O DIAFRAGMA FICARÁ ABERTO EXPONDO O FILME OU O SENSOR. QUANDO MAIS TEMPO, MAIS LUZ ENTRA.

Viu só como a parte técnica da fotografia é fácil? A velocidade é super simples de entender: quando mais tempo você deixar o diafragma aberto mais luz vai entrar e expor o sensor ou o filme. Se você deixa menos tempo, menos luz entra.
Como a velocidade de exposição normalmente está em frações de segundo a maioria das câmeras mostra somente a parte de baixo da fração.
Ou seja: se estou deixando meu sensor ser exposto à luz durante 1/100s a minha câmera vai mostrar “100”. Quando passamos a lidar com exposições mais longas, de 1 segundo ou mais, a câmera mostra 1’, 2’, 3’ e assim por diante.

A velocidade e suas consequências

Assim como a abertura, a velocidade controla a quantidade de luz que chega no sensor – sempre com consequências que usamos de forma criativa. Algumas delas são:
Congelamento
Quando usamos uma velocidade alta conseguimos captar objetos que estão se movimentando como se estivessem parados.
velocidade-2
1/250 - Com uma velocidade alta conseguimos ver a água da cachoeira detalhadamente
Movimento
Quando usamos uma velocidade baixa tudo que está em movimento começa a ficar embaçado. Assim conseguimos ter essa impressão de movimento da cena.
velocidade-1
1/3 - Com uma velocidade baixa temos um efeito de movimento

4. O que é ISO ou ASA



ISO É A SENSIBILIDADE DO SENSOR OU DO FILME. QUANTO MAIOR O VALOR MAIS SENSÍVEL É. E QUANTO MAIS SENSÍVEL MAIS LUZ É ABSORVIDA.

O último fator que controla a luz de cada exposição é a sensibilidade chamada de “ISO”. Você também vai escutar alguns chamarem de “ASA”, embora seja uma nomenclatura mais abandonada.
Quanto maior o valor ISO mais sensível será o sensor ou o filme. No geral, quando temos uma situação de bastante luz deixamos o valor ISO mais baixo para que a foto não fique superexposta. Quanto temos pouca luz deixamos o valor de ISO mais alto para que a foto não fique subexposta.
Os valores de ISO variam muito de câmera para câmera. Você vai encontrar valores de 80 a 3200 e muitos outros além (também chamados de “alta sensibilidade”).

O ISO e suas consequências

Mais uma vez a mudança desse valores não afeta somente a exposição: no caso do ISO quanto maior o valor de sensibilidade mais ruído será encontrado no resultado final.
O ruído é uma aberração que deixa a imagem com “pontilhados” de iluminação e cores – deixando a imagem menos nítida.
Veja exemplos abaixo:
iso-1
ISO 200 - Imagem limpa e nítida
iso-2
ISO 3200 - Podemos notar na imagem manchas de iluminação e cores, o famoso ruído. Principalmente na cor preta.

5. O que é Balanço de Branco



O BALANÇO DE BRANCO FAZ COM QUE AS CORES DA NOSSA FOTO SEJAM IGUAIS ÀS CORES DA REALIDADE, DEPENDENDO DA LUZ QUE ESTÁ ILUMINANDO NOSSA CENA.

Lembra que no começo contei que a luz bate em tudo que está por aí e reflete nos nossos olhos e na câmera? Então: o balanço de branco existe porque existem vários tipos de luz por aí. E dependendo da luz que bate na nossa cena as cores podem ficar diferentes. Isso acontece porque cada tipo de luz tem uma temperatura de cor.
Ok, vamos por partes: às vezes fotografamos com a luz do sol. Às vezes fotografamos com uma luz artificial como o flash ou uma lâmpada. Nosso olho é muito esperto então conseguimos ver as cores corretamente em qualquer situação, mas as câmeras nem sempre são tão espertas então precisamos contar para ela qual luz estamos usando para que ela a interprete da forma correta. Assim o vermelho vai continuar vermelho e o azul vai continuar azul e – como é de se imaginar – o branco continuará branco.

Temperatura de cor

A diferença entre uma luz e outra é a temperatura de cor – medida normalmente em Kelvins.
Todo mundo já tirou uma foto iluminada por lâmpada que ficou amarelada. Isso acontece porque a câmera não estava preparada para a temperatura de cor dessa luz.
Procure no seu manual a forma de mudar o Balanço de Branco na sua câmera: normalmente você encontra todas as opções que você precisa: luz do sol, sombra, tungstênio (aquela lâmpada antiga que gasta mais energia), lâmpada fria, tempo nublado, luz de flash, entre outros.
Também é possível medir manualmente a temperatura de cor. Mas primeiro use os ajustes automáticos para depois procurar fazer isso.
balanco-de-branco
Com o balanço de branco deixamos a imagem com as cores reais, como a do meio.

6. Foco e profundidade de campo



ESSES DOIS ITEM DEFINEM A NITIDEZ DA NOSSA IMAGEM – ONDE FICA ESSA NITIDEZ (FOCO)? QUANTAS PARTES DA FOTO FICARÃO NÍTIDAS (PROFUNDIDADE DE CAMPO)?


Foco

Todo mundo conhece o foco. Quando tiramos uma foto queremos que nosso destaque, no geral, esteja nítido e visível. O foco pode ser manual ou automático. Manualmente você gira o anel da sua lente. Nas lentes automáticas você pressiona o botão do obturador somente um pouco (meio-toque) e a câmera irá fazer o foco automaticamente.

Profundidade de campo

A profundidade de campo define o quanto os objetos “próximos” do objeto que você decidiu ser o foco estarão focados também.
Vamos passar a chamá-la de “DOF”, pois é mais curto. DOF vem de “Depth of field”, Profundidade de Campo em inglês.
Quando o DOF é maior quer dizer que tanto os objetos à frente do escolhido como ponto focal quanto os que estão atrás também ficarão com um bom foco.
Quando o DOF é menor os objetos à frente e atrás do objeto escolhido como ponto focal ficarão sem foco antes.
Observe a comparação para entender melhor:
profundidade-de-campo-1
Neste caso somente o tamborzinho está em foco. A profundidade de campo é menor e os objetos em volta estão desfocados.
profundidade-de-campo-2
Quando a profundidade de campo é maior os objetos em volta continuam nítidos (mas nunca tão nítidos quanto o ponto principal de foco)

Fatores que influenciam a profundidade de campo

Abertura
Quanto maior a abertura, menor o DOF – e vice-e-versa.
Proximidade com o objeto
Quanto mais próximo do objeto você estiver, menor o DOF – e vice-e-versa.
Distância focal
Quanto maior a distância focal (“zoom”), menor o DOF – e vice-e-versa. Falaremos mais sobre Distância Focal na próxima lição.
Veja alguns exemplos de uso do DOF:
Vila Velha
Toda a paisagem está em foco, desde o céu até o chão, graças a uma abertura de f22 e uma distância focal de 18mm
Eu sou nerd sim, e daí?
fundo desfocado graças à utilização de uma abertura f1.8


7. Distância Focal



VOCÊ DEVE CONHECER COMO “ZOOM”. A DISTÂNCIA FOCAL DEFINE O CAMPO DE VISÃO DE UMA LENTE.

A distância focal é medida em mm (milímetros) e define o quanto você consegue ver a partir de uma lente. Quando maior o valor, mais “fechado” será o ângulo de visão de uma lente. Quando esse valor é menor, mais “aberto” será o ângulo de visão de uma lente.
Veja abaixo exemplos para entender melhor. Nestes exemplos o fotógrafo está sempre na mesma distância do assunto fotografado, a única coisa que muda é a lente!
distancia-focal-1


Fonte :  http://www.dicasdefotografia.com.br

Qual a diferença entre câmera Compacta, Semi-Profissional e Profissional?


Como tem muita gente me perguntando as diferenças entre esses três tipos de câmera, resolvi fazer esse post para tirar todas as dúvidas. Vamos lá!!
Câmeras Compactas:
São famosas, leves, pequenas, baratas, cheias de novidades, firulas e coisas legais. Lançam uma nova por mês, existem de várias marcas e cada marca tem trocentos tipos.  A cada mês aparece um novo modelo com mais megapixels que a anterior, zoons impressionantes e uma ou duas funções inovadoras (smile-shot, face-detector, a prova d’água, anti-impacto, redutor de movimento, filmadora…).
Preço: 
De R$250,00 a R$750,00
Prós:
  • Pequenas e leves, o que as torna fáceis de carregar até no bolso.
  • Baratas, o que as torna fáceis de comprar e pouco visadas por ladrões (ou pelo menos sem muito dano colateral caso seja roubada)
  • As funções legais mencionadas são…legais.
Contras:
  • Sem ajustes de abertura e velocidade, ou seja, ela faz automaticamente, ou seja, a foto pode não sair do seu gosto
  • Tem sensores bem pequenos (7,2 x 5,3 mm). O sensor é onde a imagem vai ser captada, faz papel do filme fotográfico. O filme fotográfico tinha 36 x 24 mm…deu pra sacar que o sensor é beem menor. E quanto menor, menos qualidade (pode ser impressionante, mas uma antiga câmera analógica tem mais qualidade que uma compacta)
  • Cada vez mais e mais megapixels…pode parecer uma coisa boa, mas quando você espreme 18 megapixels em um sensor tão pequeno, em vez de melhorar a qualidade, ela acaba piorando.
Conclusão:
É uma boa idéia ter uma compacta, é legal para fotografar e treinar no dia-a-dia enquadramento, luz, clicar momentos que não queremos perder…mas ela não substitue uma profissional e não vai ter fotos com ótimas qualidades.
Câmeras Semi-Profissionais:
Aqui vale uma observação: O que chamamos de semi-profissionais, no mundo da fotografia são chamadas de UZ (Ultra Zoom). São as menos famosas, com menos modelos, só que mais marcas por trás (quase todas as marcas que fazem compactas, tem pelo menos um modelo de semi). Sua falta de sucesso provavelmente se deve ao fato das semis ficarem “em cima do muro”. Não são tão baratas, leves ou pequenas quanto as compactas e nem tão poderosas quanto as profissionais.
Preço: 
De R$800,00 a R$ 1.100,00
Prós:
  • Tem sensor um pouco maior que as compactas.
  • Possuem alguns ajustes a mais.
  • Mais barata que uma profissional.
Contras:
  • Não são tão fáceis de carregar por serem um pouco maiores.
  • Não há possibilidade de trocar a lente, fato possível em uma profissional.
  • Não tem muitos modelos para se escolher, ficamos presos aos poucos que existem.
Conclusão:
Não é tão boa idéia assim ter uma semi-profissional. Elas ficam com o pior dos dois mundos. Elas só são boa idéia, caso você queria muito ter algo melhor que uma compacta e não tenha paciência de juntar dinheiro para uma profissional básica.
Câmeras Profissionais:
Também são chamadas de DSLR (Digital Single Lens Reflex) ou SLR. Os dois principais aspectos de uma profissional e o que a caracterizam nessa categoria são: a possibilidade de ajustar tudo (ISO, Abertura, Exposição, Foco, Distância Focal…) e ter lentes intercambiáveis (pode-se comprar vários tipos de lentes, cada uma com um aspecto e uma finalidade diferente, e trocá-las na câmera). São mais caras, mais pesadas, maiores. Existem vários modelos, mas poucas marcas por trás (duas principais: Nikon e Canon; uma que está ganhando mercado: Sony; e outras secundárias: pentax, olympius). A luta é basicamente disputada entre Nikon e Canon, sempre com a Sony correndo atrás. Tem grandes variações de preço, principalmente porque algumas profissionais são Full Frame, ou seja, tem o sensor com o mesmo tamanho de um filme (coisa muito, muito cara de se fazer).
O mundo da fotografia profissional vai se referir às DSLR full-frame como profissionais e as DSLR que não são Full-Frame como semi-profissionais (por isso que, para não haver confusão, eles chamam as câmeras que ficam entre as compactas e as DSLR, de UZ).
Preço:
Entre R$1.500,00 e R$15.000,00 (ou mais)
Prós:
  • Grandes sensores chegando até full frame, o que garante uma excelente qualidade.
  • Possibilidade de fotografar em Raw, formato sem comprassão que mantém toda a qualidade de imagem permitida pela câmera.
  • Possibilidade de ajustar diversas coisas e fazer fotos bem específicas e diferentes.
  • Grande variação de preço, atendendo a uma grande gama de fotógrafos.
Contras:
  • São grandes e pesadas, sempre precisam de um case e uma mochila.
  • Fotos em Raw não são fáceis de visualizar em qualquer programa, é necessário plugins ou programas de edição de foto (Raw Studio, Ligthroom, CameraRaw, f-spot etc)
  • As imagens são mais pesadas, as vezes com mais de 15mb por imagem, então é necessário um lugar para armazená-las e garantir sempre um Backup (HD Externo)
Conclusão:
Não são baratas, nem leves, nem pequenas…mas os ajustes e qualidade de imagem valem pelo resto. É uma câmera para aqueles que querem realmente aprender a fotografar. Ou para os que querem por em prática o que já sabem. Se tiver o dinheiro, a vontade e a disposição…as SLR valem a pena.
No final de tudo a câmera pode ajudar um fotógrafo, mas uma câmera sem um fotógrafo dedicado, que gosta do que faz e tem paixão pela fotografia…é só uma câmera qualquer.