Fotografia é minha vida!

"Fotografar é uma maneira de ver o passado. Fotografar é uma forma de expressão, o "congelamento" de uma situação e seu espaço físico inserido na subjetividade de um realismo virtual. Fotografar é um modo de comunicar e informar. Seguindo o raciocínio, a linguagem visual fotográfica além de ser mais forte não é determinada por uma língua padrão, não precisando assim de uma tradução, uma vez que o diferem são as interpretações." (desconheço o autor)"

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Curso de fotografia - Video aulas


Um curso de fotografia completo, com mais de 4 horas de video-aulas! Nele, serão abordados diversos temas, dos conceitos básicos a avançados da fotografia, com alguns exercícios propostos que te ajudarão a aprender com muito mais facilidade! Se você é um fotógrafo amador, ou pretende ser um profissional, este é um grande começo!
O curso é em espanhol mas poderá ser 100% entendido, pois tudo é mostrado na prática no decorrer dos vídeos. Sua autoria pertence a Jmandrad, usuária do Youtube.

1- Que câmera comprar
2- Nossa câmera fotográfica
3- Manejo da câmera
4- Partes importantes da câmera
5- Manejo de uma câmera manual I
6- Manejo de uma câmera manual II
7- As primeiras fotos externas
8- Enquadramento
9- Exercícios
10- Apresentação de trabalhos
11- Situações de fotografia rápida
12- Óptica fotográfica
13- Composição
14- O filme fotográfico e os cartões de memória
15- Medição de luz
16- Filtros fotográficos
17- O flash
18- Técnicas avançadas de flash
19- A iluminação
20- O retrato
21- Reportagem fotográfica
22- Fotografias noturnas
_______________________________________
Confira também a seção Fotografia, onde você encontra diversas dicas, truques e técnicas!

10 dicas para melhorar suas fotos digitais

Frontao
Atualmente, todo mundo tem câmera digital. Se você já possui um PC, a chance de também ter um equipamento fotográfico é de quase 100 %.






Muito provavelmente, sua máquina é uma compacta com zoom, como a de 90% da população ligada em tecnologia. Se não for uma câmera, é um celular com câmera embutida. Acertei? Foi fácil!
Em uma década, desde que suplantou o filme para uso amador, a foto digital tornou-se muito mais presente em nossas vidas do que a fotografia com filme após um século e meio de desenvolvimento. Com a digital, todo mundo fotografa!
E essa popularização toda deve muito à eletrônica das máquinas, que simplificou a operação. Câmeras não põem mais medo nas pessoas leigas. Não há um monte de botões para girar e apertar, não existe tanta chance de as fotos darem errado e se elas derem errado, você vai perceber na hora e tentar de novo, em vez de apenas conhecer o desastre horas ou dias depois, no balcão do laboratório de revelação.
Você não enfrenta nenhuma complicação técnica: basta ligar a câmera, apontar e clicar. A máquina pensará por você. Afinal, ela contém um pequenino computador cujo software é dedicado unicamente à tarefa de ajustar os controles internos para que a imagem seja capturada da melhor forma possível.
Todavia, como é possível que algumas pessoas consigam extrair tanta beleza de pequenas câmeras de bolso, enquanto outras fazem foto feia após foto feia com equipamentos avançados e caros? Qual o segredo? Depende de um dom divino ou é um traquejo que pode ser adquirido e treinado? Acho que está mais para o segundo caso.
Determinação em progredir também conta muito. Se você utilizar a câmera sempre em estilo “documental”, para registrar momentos e nada mais que isso, não vai ter incentivo para se aventurar na estética.
Este artigo, temperado por informações úteis e depoimentos de fotógrafos profissionais que fizeram sua carreira no mundo digital, é dedicado a quem deseja desvelar os segredos e subir um degrau na qualidade de suas fotos.
É só ter paixão e vontade, tirar proveito dos recursos da câmera e treinar o olho. Ainda não será preciso apertar e girar um monte de botões.

DICA 1 – A câmera gosta de ser segurada com firmeza

Mesmo que sua câmera seja do tipo novo que tem estabilização de imagem, você ainda vai perder algumas fotos por causa de tremores e borrões. É inevitável. Portanto, é bom se prevenir. Continuam valendo as centenárias lições de como se porta uma câmera, a seguir:
1) Estando de pé, afaste um pouco os pés para ficar com o corpo mais estável. Se dispuser de um poste, parede, batente ou outra coisa fixa, encoste-se sem pudores.
2) Segure a câmera com as duas mãos sempre que puder. Os dedos devem envolver as laterais da máquina; somente os da mão direita podem invadir um pouco a frente do equipamento. Acostume-se a não tampar, com seus dedos, a lente, nem a janela de zoom e nem a janela de sensor de foco.
3) Aperte os cotovelos contra as laterais do corpo para aumentar a estabilidade dos braços.
4) Prenda a respiração durante o clique. Esse toque pode parecer frescura de veterano, mas isso, de fato, aumenta a estabilidade da câmera na hora crucial, além de ajudar muito na concentração. Já reparou em como um jogador de basquete, ao cobrar uma falta, sempre dá uma respirada curta e, então, a prende antes de arremessar a bola? É a mesma coisa para um fotógrafo. Não respire: clique!
5) Haverá ocasiões em que não vai dar para obter uma foto estável segurando a câmera na mão. Ou então, você pode querer usar o temporizador (timer) para se incluir na foto. Para esses casos, use um tripé. Mas nem estou falando daqueles tripés profissionais enormes. Nas lojas especializadas, por cerca de R$ 15, você leva um tripé miniatura do comprimento de uma caneta, quando fechado. Pagando um pouquinho mais, leva um tripé com pernas telescópicas e uma articulação de esfera que permitirá colocar a câmera exatamente do jeito que você quiser, desde que enquadrando na horizontal. Perfeito para não ocupar espaço na bolsa e ficar de prontidão para qualquer viagem ou almoço de família.
Dica extra: não faça as fotos sempre da mesma altura. Fotos feitas com a câmera no nível normal do olho rebaixam, achatam e engordam as pessoas. Nada bom para alguém que você gostaria de agradar com suas imagens. Experimente abaixar-se ao fotografar seus amigos de corpo inteiro. Lembre-se dos filmes antigos, em que sempre vemos gente tirando retratos com suas câmeras no nível da cintura ou do peito, olhando o resultado por cima. Como sua câmera moderna não tem visor para cima, precisará se abaixar para fazer o mesmo. Além disso, animais como cães e gatos ficam muito mais simpáticos quando retratados de sua própria altura, e não vistos de cima. Até as fotos de paisagens ganham com um ponto de vista diferenciado. O impacto de uma árvore ou edifício pode ser aumentado com a máquina posicionada mais próxima do chão. De modo geral, varie a altura de sua câmera em relação ao chão para resultados criativos e mais interessantes.

DICA 2 – Cuide do seu equipamento, ou gaste mais depois!

Câmera não é robusta como telefone celular, é algo bem mais delicado e merece cuidado extra. Uma das coisas que mais me molestam em usuários casuais de câmeras são os maus-tratos gratuitos que eles infligem às suas máquinas. Eu mesmo destruí uma delas por negligência e resolvi rever os maus hábitos. Eis o que aprendi que pode ser feito para que minhas próximas câmeras não tenham o fim de minha falecida Sony DSC-T7, que teve a presença de espírito de fazer mais de dez mil fotos após ter caído no asfalto a partir de uma bicicleta em movimento a 30 quilômetros por hora (mas, como vingança, parou de funcionar em plena viagem de Carnaval).
1) A alça da câmera deve envolver o seu pulso (se for do tipo curto) ou seu pescoço (se for do tipo longo). Acostume-se a usar a alça sempre! Não se contente em apenas segurar a câmera na mão. A chance de ela escorregar e cair existe o tempo todo, mesmo com os fotógrafos tarimbados. Aparelhos eletrônicos detestam pancadas, mais ainda os aparelhos eletrônicos com mecânica de precisão. Seja consciente: sua câmera é tão delicada por dentro como seu notebook. Se a câmera cair no chão, no melhor caso ela perderá alguns milhares de fotos em vida útil. No pior caso, morrerá repentinamente a qualquer momento, sem chance de reparo na garantia. Portanto, não custa repetir: use sempre a alça!
2) Você já tem um hard case (estojo rígido)? Não? Então, compre o seu já. Agora mesmo. Não custa quase nada e prolonga muito a vida de sua câmera, além de instilar a saudável disciplina de guardar a máquina corretamente. Os estojos e bolsinhas, normalmente, são estofados por dentro, com um material macio. Mas se preferir deixar a sua compacta no bolso da calça (péssima idéia, mas não posso fazer nada para impedir), ao menos compre uma daquelas “meias” para celular ou iPod e acostume-se a deixar sua câmera dentro dela. Isso já ajuda a prevenir os riscos.
Não compre um estojo com um logo imenso da Nikon, Canon, Sony, Olympus, Pentax… Quem precisa saber a origem do seu equipamento é você, e não os amigos do alheio. Mesma coisa para as alças (straps) de pescoço. Carregar logos enormes e vistosos é bom apenas para o fabricante da câmera e para os assaltantes!
Seu estojo deve ter alça própria, também. Use-a para carregar o estojo com a câmera dentro. Um estojo solto por aí sem alça é um perigo para o patrimônio, pois tende a ser esquecido em bancos de carros de táxis, ônibus, balcões de padarias etc. (Perdi outra câmera em uma bobeira dessas e aprendi a lição do modo mais duro).
3) Câmera não é relógio de pulso. Nunca exponha sua câmera à chuva. E mesmo que esteja protegida dentro de um saquinho plástico, a diferença de temperatura entre ela e o ambiente pode provocar condensação de água, que além de embaçar a lente, corrói os circuitos eletrônicos por dentro.
4) Compre a película especial de proteção para telas de Pocket PC e smartphones. Não é muito barata (em torno de RS 15 cada folha), mas você nunca mais vai se incomodar com riscos e sujeiras de dedo, pois os riscos não atingem o LCD e o plástico mágico da película não fica marcado pela gordura dos dedos. Instruções de uso: corte a película com cuidado, utilizando régua e estilete, em uma medida ligeiramente inferior à do visor LCD de sua câmera, deixando cerca de meio milímetro a menos para cada lado. Chanfre bem de leve cada canto da película, para que ela não enganche e seja acidentalmente arrancada do LCD pelas arestas. O LCD deverá ter sido rigorosamente limpo com uma flanela e um pingo de álcool, e não devem restar quaisquer partículas de poeira ou fiapos de tecido. A película tem um lado certo a ser aplicado ao LCD. Aplique a partir de um canto, sem deixar bolhas, como se fosse um sticker. A adesão a seco não funciona direito; o segredo é umedecê-la um pouco com água antes da aplicação. Depois de aplicada, a película tende a ficar quietinha no lugar até o distante dia em que estiver suficientemente riscada para merecer a troca.
Seguindo todas essas sugestões, minha Lumix ainda está em estado de nova após mais de 90 mil fotos, saindo à rua comigo todos os dias.
Dica adicional importante: você sujou a lente de sua objetiva tocando-a com o dedo. Limpe-a! Uma lente suja pelo dedo produz imagens sem contraste e embaçadas. A maneira certa de limpar a lente é pingar uma gota de fluído de limpeza para óculos e enxugar em movimentos circulares, usando o paninho de limpar que acompanha o fluído ou um cotonete.

DICA 3 – Não seja preguiçoso para alcançar as coisas com o zoom

1) Caminhe até achar o ângulo perfeito. Entre todos os recursos de uma câmera moderna que deixam o usuário preguiçoso, o zoom é o principal. Mas na hora de fazer a composição da foto, o melhor método ainda é caminhar um pouco para frente, para trás, para os lados, enquanto olha na tela para descobrir o enquadramento ideal e checar se não está inadvertidamente fazendo a árvore no fundo parecer que cresceu da cabeça do seu cunhado.
2) Tire proveito de todo o espaço disponível no enquadramento. Você pode utilizar o zoom para isso, ampliando o assunto fotografado e eliminando da imagem tudo o que não tiver a ver com ele. Em outras fotos, vai preferir deixar a lente na posição grande-angular, a fim de capturar a atmosfera do local. Mas, nesse caso, as pessoas na cena poderão parecer pequeninas e indistintas. Nessa decisão, entra o estilo pessoal, e ele se desenvolverá somente com deliberação e prática. Na dúvida, faça duas ou mais fotos com diversos modos de zoom e estude as diferenças em casa, abrindo as fotos na tela do seu PC. Verá que as diversas distâncias focais possíveis no zoom deixam a foto com uma personalidade muito diferente. Uma foto feita com grande-angular torna o ambiente espaçoso, os vazios eloqüentes, as distâncias entre os planos aumentadas e os objetos e pessoas encolhidos. Por sua vez, uma foto feita em tele achata os planos, acrescenta uma certa monumentalidade ao assunto e simplifica a composição, além de diminuir a distorção das retas nas fotos de arquitetura.
3) Para retratos de pessoas, use um comprimento focal situado entre a normal e a tele, isto é, a meio caminho no curso do zoom. Não faça os retratos na posição inicial da objetiva (wide). Quando você faz isso, é forçado a se aproximar demais da pessoa, distorcendo as feições na foto. Esse, aliás, é o problema dos auto-retratos feitos com o braço esticado. As pessoas saem narigudas e baixinhas, você já notou? Fotografando um pouco mais de longe, além de evitar a distorção, a pessoa retratada fica mais à vontade na presença de uma lente. E dependendo da abertura de sua objetiva, a imagem pode ganhar um agradável desfoque no fundo.
4) Tome cuidado com o foco: ele fica bem difícil de acertar no zoom mais longo. Às vezes, a câmera tende a colocar o foco em outro objeto mais próximo ou mesmo no fundo atrás da pessoa retratada. Fique atento!

DICA 4 – Use o flash de maneira brilhante

A programação interna da sua câmera decide corretamente, na maior parte das vezes, quando é preciso acionar o flash para iluminar uma cena com pouca luz. Infelizmente, essa programação não analisa corretamente duas situações comuns. Você precisa intervir na situação para conseguir a foto que deseja.
1) Pessoa na penumbra com um céu diurno ou outro fundo muito claro – Se você deixar que a máquina tire a foto do jeito dela, obterá apenas uma silhueta preta e um céu estourado. Um lixo de foto, infelizmente muito comum nos álbuns de férias!
Solução: acione o flash. Pode soar absurdo usar o flash sob luz do dia, mas é justamente nessa ocasião que ele fica mais útil! As sombras formadas pelo sol a pino são muito marcadas e contrastadas, o que não ajuda a beleza de sua modelo. Se ela estiver na sombra, pior ainda: não vai aparecer detalhe nenhum onde deveria.
Sua câmera tem, no menu, um modo chamado “fill flash” (flash de enchimento) ou “slow sync” (sincronização lenta). Esse modo produz um flash de baixa intensidade que completa a iluminação da cena, preenchendo os detalhes nas sombras sem eliminá-las.
Se o flash de enchimento for muito fraco, mude o ajuste para “forced flash” e tente de novo. Tome um pouco de distância, caso precise diminuir a intensidade do flash em relação ao fundo.
Na próxima vez que deparar com essa situação, você já terá uma boa noção do que a câmera pode fazer e não terá mais trabalho.
Importante: a exposição com fill flash demora mais que o normal. A câmera deve estar bem firme ou apoiada em alguma coisa para que as diversas áreas de luz não fiquem deslocadas entre si ou borradas durante a captura. E não tente fazer todas as fotos dessa maneira, porque o flash consome muito a bateria.
2) Flash e objetos distantes à noite – O manual de sua câmera deixa claro que o flash tem alcance de apenas seis metros. Mas você ignora esse detalhe crucial. Só que a câmera também não leu o manual… ela também ignora o detalhe. Você vai a um show de música lotado a céu aberto. Não consegue ficar a menos de 30 metros dos artistas… A cada clique, a câmera dispara o flash inutilmente e a foto ainda sai terrivelmente escura.
Por quê? A programação interna da câmera percebe que a cena contém pouca luz e tenta compensar disparando o flash, mas ela está longe demais da cena. Incrivelmente, câmeras de todas as marcas e tipos cometem esse erro.
Solução: desligue o flash no menu (“flash forced off”), segure a câmera firmemente e deixe que ela se vire com a luz disponível. Pode ser que saia uma boa foto. A chance de que a imagem fique borrada é grande. Se as fontes de luz estão distantes, pode ser que simplesmente não dê para tirar uma foto boa. Mas ela não ficaria melhor com o flash ligado gastando bateria à toa, iluminando as cabeças das pessoas na platéia bem à sua frente.
O mesmo procedimento vale para fotos tiradas em estádios ou na orla do mar à noite.
Dica extra: leve junto à câmera uma lanterna barata de LEDs. Seu melhor uso é para criar uma luz secundária capaz de dar profundidade, detalhe e nobreza a uma foto de um objeto próximo. Pratique o truque de coordenar a câmera em uma mão com a lanterna na outra, ou peça a alguém para ajudar. Fotografia é a arte da luz, e o que define um fotógrafo profissional é a maneira como ele se relaciona com a luz.
Portanto, treine!

DICA 5 – Obtenha as fotos mais difíceis com o modo contínuo

Em certas situações – a mais comum é quando o assunto de sua foto é uma pessoa conversando e gesticulando, uma criança ou animal movimentando-se muito –, a chance de a foto virar um borrão com o movimento é enorme. É aí que você usa o burst, também chamado modo contínuo. Esse é um utilíssimo recurso das câmeras digitais que não é tão explorado quanto poderia. Burst é simplesmente a capacidade de tirar múltiplas fotos seguidamente, mantendo o botão de disparo apertado. Fique de olho no espaço livre em seu cartão de memória e divirta-se.
1) O burst, geralmente, vem desabilitado nas câmeras novas. Você deve ativá-lo no menu e deixá-lo assim permanentemente. Isso não causa problema nenhum, a não ser que você aperte o botão com a mão muito pesada e tire fotos a mais sem querer. Mas não chega a ser um problema. É incomparavelmente melhor sobrar fotos do que perder fotos.
2) A técnica para usar o burst é simples: enquadre a cena, segure o botão e tire uma série de fotos. Algumas máquinas tiram apenas três por vez, outras deixam tirar quantas você desejar.
3) Mais tarde, escolha a foto que ficou melhor e descarte as demais da série. Ou talvez, deixe a melhor e também a segunda melhor, a título de salvaguarda. Deixe para fazer isso mais tarde no PC, caso tenha bastante memória livre.
Fazendo burst em toda a situação de foto difícil, você não poderá reclamar de “fotos perdidas”, nem lamentar que não conseguiu capturar o “instante decisivo”, a não ser que esse instante tenha passado antes de você clicar.

DICA 6 – Divirta-se enormemente com a macrofotografia

As câmeras digitais, em geral, e em especial as compactas, não são boas para registrar amplas paisagens. Falta-lhes a capacidade de fixar os detalhes muito finos da cena. Em compensação, as pequenas digitais brilham quando o assunto é macro (fotos de objetos muito pequenos ou próximos). As lentes diminutas das compactas são perfeitamente dimensionadas para fazer ótimas fotografias de coisinhas como moedas, plantas, insetos etc.
E poucas atividades são tão divertidas – ou capazes de arrancar um fotógrafo do tédio – como sair em busca de objetos caseiros que possam servir como “modelos”, ou visitar uma loja de paisagismo e deleitar-se fazendo macros das flores. Todos os catálogos de fotógrafo amador e todos os álbuns do Flickr contêm macros de flores, simplesmente porque fazê-las é um dos mais gostosos exercícios da fotografia, por mais lugar-comum que possa parecer.
A câmera já vem com um modo macro, representado no menu ou no seletor rotativo com o símbolo de uma flor. Usualmente, a distância mínima de foco é em torno de alguns centímetros, e a máxima é algo em torno de um metro, o que é suficiente também para retratar animais domésticos. Vamos, então, aos macetes do modo macro:
1) Em macro, a profundidade de campo é muito limitada. Traduzindo: você consegue deixar em foco somente uma porção muito bem definida da cena. A maioria das coisas não ficará inteiramente em foco. Assim, é preciso avaliar a cena e decidir qual será o ponto em foco. Em alguns casos, vale fazer uma série de fotos do mesmo assunto em distâncias focais ligeiramente diferentes e só depois, tirando proveito da tela grande do PC, descobrir qual ficou melhor. Meu método rápido e rasteiro para macros de flores com a câmera na mão consiste em fazer uma “varredura de foco”: botar a máquina em disparo contínuo (burst, descrito há pouco) e fazer diversas imagens seguidas, afastando a câmera sutilmente entre cada uma e a próxima.
Detalhe importante: a maioria das câmeras possibilita usar o zoom para ampliar a imagem em macro, mas só até certo ponto, além do qual a máquina fica “míope” e não consegue mais segurar o foco. Isso não é um defeito da câmera, é uma limitação natural da objetiva.
2) Se você quiser aumentar o fator de ampliação da sua objetiva, pode segurar à frente dela um filtro close-up, do tipo usado em lentes de SLR. Ele vai gerar um pouco de aberração cromática (franjas coloridas nas áreas periféricas da foto) e encurtará ainda mais a profundidade de campo, mas a câmera conseguirá focalizar mais de perto, tornando-se quase um microscópio!
3) A macrofotografia, como a tele, exige boas quantidades de luz. Nem sempre o flash embutido será a solução, pois projeta sombras fortes para trás do objeto. É hora de você fazer uso criativo da lanterna de mão que recomendei que comprasse na dica 4. A iluminação adicional em macrofotografia é importante também em cenas externas diurnas, pois você precisará de uma velocidade de captura veloz o suficiente para, por exemplo, congelar o movimento das plantas causado pelo vento.
Fotógrafos avançados podem experimentar aquela luz especial circular que envolve o objeto e a lente da câmera, mas as compactas, normalmente, não têm saída de flash para acionar esse tipo de luz. Além disso, é uma lâmpada cara.
Dica extra: qualquer folha de papel sulfite ou papel metalizado de embalagem de alimento pode servir como um eficiente rebatedor de luz para melhor iluminar as macros.

DICA 7 – Não se esqueça de colocar bastante memória

Sua câmera precisa de um cartão de memória espaçoso. Nada é mais irritante que interromper a sessão de fotos no meio para apagar imagens na máquina a fim de abrir espaço na memória.
A memória não vem junto à câmera, mas o normal é que você compre as duas coisas no mesmo ato. O problema é que a gente faz contas mentais e gasta sola de sapato para comprar a melhor câmera pelo menor preço, mas se esquece de que um cartão de memória tem de ser contabilizado como parte integrante e obrigatória do investimento.
Felizmente, os cartões nunca foram tão baratos. O preço por gigabyte vai continuar diminuindo para sempre. Outra coisa boa é que o ritmo em que os megapixels das câmeras crescem está mais lento que o ritmo de crescimento da capacidade dos cartões, o que os torna menos “perecíveis”. Vamos, pois, aos conselhos:
1) Ao escolher o cartão de memória, vale a mesma lógica do HD de um computador: compre o de maior capacidade que o seu orçamento permitir. Simples assim.
2) Quanto maior a capacidade do sensor de sua câmera, maior será o cartão necessário, porque a câmera vai gerar arquivos maiores. Exemplos práticos: a câmera Sony DSC-W90 de 8,2 megapixels gera, na qualidade máxima, uma média de 2 MB por foto em JPG. Assim, um cartão de memória de 2 GB terá capacidade para aproximadamente 1.000 fotos. Para guardar o mesmo número de fotos na Panasonix DMC-FX100 de 12 megapixels, a câmera precisará de um cartão de 4 GB, porque, nela, cada foto ocupa em média 4 MB. Se você evoluir para uma máquina semiprofissional e fotografar em RAW, precisará de cartões ainda maiores. Para dar uma idéia, cada foto de dez megapixels de uma Sony Alpha 200 em RAW tem ao redor de 10 MB.
3) Mil fotos em um só cartão de memória parece muita coisa, mas se você resolver fazer vídeos com sua câmera, em vez de usar uma filmadora, o espaço no cartão vai se esgotar assustadoramente depressa. Um cartão de 4 GB suporta apenas meia hora de vídeo 1080p em minha Panasonic, e a situação em outras marcas de câmeras é similar. Ou você faz tomadas de vídeo curtas para economizar memória, ou compra mais cartões para poder gravar à vontade e editar depois. Mas em caso de real necessidade, uma filmadora de vídeo será mais efetiva que uma câmera fotográfica.
4) Não deixe as fotos acumuladas dentro do cartão. Habitue-se a baixar tudo logo para o PC. Dois motivos: primeiramente, se a sua câmera se estragar ou for roubada (toc toc toc), você não vai perder suas preciosas recordações de família; segundamente, ao precisar da câmera para registrar um evento longo ou viagem, não vai ter de fazer a limpeza da memória na última hora às pressas, já que não se lembrou de fazer isso com antecedência. Descarregar as fotos de um cartão de alta capacidade é demorado até nos equipamentos mais modernos, portanto antecipe-se.

DICA 8 – Mantenha sua câmera sempre pilhada

1) Invista em uma bateria reserva. As atuais compactas, normalmente, podem fazer mais de 300 disparos sem flash, o que rende um dia inteiro de fotos durante uma viagem. Só que a segunda coisa mais irritante ao usar uma digital é ter que parar tudo para recarregar uma bateria esgotada. Uma dessas modernas baterias de longa duração costuma esgotar-se quando você menos espera, porque ela dura tanto que você se esquece de fazer a recarga periódica. Portanto, é bom levar na mochila de viagem uma bateria avulsa carregada e, assim, evitar imprevistos. Para ficar totalmente à prova de falhas, sempre dá para levar, também, o carregador da bateria.
2) Carregue mesmo quando parecer que não precisa! Medida muito salutar e que não custa nada a mais, é acostumar-se ao ritual de deixar a bateria carregando toda a noite após tirar fotos, mesmo que a câmera não tenha sido muito usada nesse dia. Só isso já salva muitas sessões de fotos em baladas.
Dica adicional que vale ouro: quando viajar, leve também um benjamim (adaptador de plug).

DICA 9 – Crie efeitos loucos com os filtros e adaptadores de lentes

Uma das graças das câmeras profissionais é a grande variedade disponível para elas de filtros coloridos, close-ups, polarizadores e outros que podem fazer sua imagem se destacar da média. Só que as amadoras raramente dispõem desses acessórios ópticos, e quando existem, são difíceis e caros. Contorne isso utilizando filtros para lentes profissionais.
Economize comprando-os usados. Na hora de usar, coloque o filtro manualmente na frente da sua objetiva, com muito cuidado para que não colida com ele. Há pessoas que improvisam colando um suporte no corpo da objetiva; obviamente, não recomendo esse tipo de intervenção em qualquer objetiva do tipo telescópico, que estende e recolhe dentro da câmera. A seguir, vai uma descrição dos filtros e adaptadores, ordenados dos mais comuns aos mais exóticos:
1) Filtro polarizador – Se você precisa escolher, este é o mais atraente de todos. Ele bloqueia uma parcela da luz de acordo com a direção de onde ela vem, o que lhe dá o poder mágico de eliminar reflexos em vidros ou na superfície da água de rios, lagos e do mar. Também produz aquele visual sofisticado de céu azul profundo das fotos profissionais e, de quebra, aumenta o contraste e deixa as cores mais intensas. Tudo o que você tem a fazer é girar o filtro na frente da objetiva para bloquear a luz seletivamente.
2) Adaptadores para close-up e macro – Lentes suplementares de vidro, por serem dotadas de rosca de filtro são denominadas filtros. Colocadas à frente da sua objetiva, ampliam a imagem e aproximam drasticamente o foco. Excelente para efeitos em macro. Geram bastante distorção na imagem, por isso não é todo mundo que gosta deles. Use um filtro close-up para reforçar o poder de macro de câmeras menos potentes.
3) Filtros Skylight, Warm e azul para correção do branco – Mesmo que sua câmera tenha um sistema sofisticado de auto-ajuste do balanço de branco (a maioria não tem), um filtro óptico pode ser usado quando você quiser extrair cores perfeitas da cena sem processar a foto, depois, no PC. Skylight e Warm ajudam e eliminar a tonalidade azulada de fotos feitas em dias ensolarados com céu azul. A diferença é sutil e pouca gente poderá notar. O azul pode neutralizar a coloração alaranjada de uma cena iluminada por lâmpadas incandescentes, mas cuidado: a exposição fica bem mais lenta.
4) Filtros laranja e vermelho – Se você gosta de tirar retratos de pessoas em preto e branco, os filtros com essas cores clareiam a pele em relação ao ambiente e atenuam as manchas e rugas. A diferença em relação a tirar a foto em cores e converter para P/B no computador depois é enorme. Altamente recomendados.
5) Disco de balanço de branco – É um acessório moderno utilizado para ajudar a câmera a identificar o tipo de iluminação da cena e ajustar o balanço do branco. Só fará diferença em câmeras que oferecem ajuste manual do branco, que, no momento, não são muitas. Você pode improvisar um equivalente desse disco com uma sacola branca de supermercado ou uma folha de papel translúcido.
6) Adaptador olho de peixe (fisheye) – Olho de peixe é uma lente grande-angular extrema, isto é, que abrange um campo muito amplo. A imagem é distorcida de tal maneira que fica contida em uma área circular. Toda a linha reta da cena que não passa pelo centro da lente vira uma curva. Ela é interessante para registrar paisagens, arquitetura etc. de uma forma nada convencional. A olho de peixe não é adequada para retratos, pois as pessoas ficam muito deformadas. O melhor jeito para incluir pessoas em uma foto tirada com olho de peixe é enquadrá-las na periferia da imagem, a meio caminho entre o centro e o círculo exterior. Ali elas parecerão menos deformadas.
Se a sua câmera suportar um adaptador desse tipo como acessório original, as possibilidades de diversão são imensas. Senão, experimente segurar um adaptador para câmeras reflex à frente da objetiva e alinhá-lo de forma que o círculo de imagem fique centralizado no visor. Como a distância focal é muito encurtada, a câmera, provavelmente, deverá ficar em modo macro. Quase tudo dentro da cena permanece em foco. Só não compre uma caríssima olho de peixe apenas para brincar com sua câmera compacta. A gambiarra gera forte aberração cromática (franjas coloridas) e não substitui o uso apropriado da olho de peixe em uma câmera grande.
Dica adicional aventureira: já que você está se divertindo em colocar coisas na frente de sua objetiva, experimente também com um fundo de copo de vidro, objetivas de câmera reflex invertidas, lupas, olho mágico, lentes de óculos escuros ou de grau e placas de acrílico colorido. Experimente um espelho de mão curvo, do tipo usado em maquiagem. Vale tudo para descobrir um belo efeito artístico. Sempre com cuidado para não tocar na lente de sua objetiva!

DICA 10 – Organize as fotos no PC

Se o bicho da fotografia mordeu você a ponto de gerar centenas de fotos novas por semana, e parece que seu PC vai explodir de tantas imagens, você precisará de uma estratégia para guardar as fotos de uma forma escalável e permanente.
1) “Escalável” quer dizer que não importando a quantidade de fotos que você tire e armazene, elas sempre devem estar organizadas e disponíveis para serem imediatamente encontradas para quando você precisar de uma foto de determinada pessoa ou local. Conheço muita gente que não utiliza nenhum programa especializado para fazer a ingestão das fotos no computador. Simplesmente espeta a câmera ou o cartão de memória no USB do PC e arrasta os arquivos de fotos para o Desktop ou para a pasta de imagens em Documentos. Até aí, não há problema nenhum. Mas, na maioria das vezes, a pessoa não se importa em nomear ou colocar uma ordem por data nas fotos. Depois, não consegue achar nada quando precisa, pois os nomes dos arquivos das fotos consistem em códigos sem contexto nenhum, como “DSC00275” ou “P1030174”.
Eis uma receita infalível para evitar essa dor de cabeça: crie em sua pasta de fotos subpastas cujos nomes serão sempre compostos de duas séries de dois algarismos. Funciona assim: os dois primeiros algarismos são o ano e o segundo par representa o mês. Portanto, a pasta para agosto de 2008 é chamada “0808”, a pasta para setembro é “0809” e assim por diante. Dessa forma, quando você listar no computador o conteúdo da pasta de imagens, as subpastas nomeadas dessa forma já ficarão auto-organizadas. Uma parte do problema, que é a ordem cronológica, você já resolveu. Se precisar dividir as fotos por dia, também, basta criar dentro das pastas dos meses as pastas dos dias, nomeadas com apenas dois algarismos – de 01 a 31 – e, dentro delas, guardar as fotos tiradas nos respectivos dias.
E se quiser caprichar ainda mais, pode acrescentar aos nomes dessas pastas os lugares, pessoas e eventos. Mas isso apenas se você decidir por continuar descarregando as fotos diretamente, pois os programas de edição oferecem recursos para anexar esses dados às próprias fotos.
2) “Permanente” significa que você não pode perder arquivos digitais por causa de falhas técnicas. Para isso, se valerá das cópias de segurança (backups).
Preste atenção na diferença que existe entre backup e arquivamento, porque muita gente confunde os dois. No backup, você tem o arquivo original e uma cópia dele gravada em outro lugar. No arquivamento, você tira o arquivo de um lugar e transfere para outro. Assim sendo, se você gravou as suas fotos em um DVD e apagou-as do HD, a gravação não se qualifica como backup.
Se esse DVD der problema de leitura depois, você perde as fotos e a cópia deixa de cumprir sua função. O ideal é fazer gravações repetidas dos dados e, se for possível, em ao menos dois meios diferentes, como um DVD e um HD externo ou em DVDs de marcas diferentes. Todo o investimento em preservação de dados é importante.

Veja também

Entenda as objetivas

Por que você precisa da estabilização

O Mito do Megapixel

Câmeras fotográficas: principais tipos

Pequeno glossário da fotografia digital

Opinião dos Especialistas: Fotografia Digital



Fotografe com filme

Você quer mesmo aprender a tirar fotos como um artista da imagem? Quer revitalizar seu olhar, depois de passar anos fotografando com câmeras de bolso digitais? Ou quer redescobrir sua antiga paixão perdida pela fotografia? Compre uma câmera SLR de filme usada, algumas objetivas de foco manual, pratique e divirta-se muito.
Nada a ver? Absurdo? Pense de novo. Uma câmera analógica mais antiga de nível profissional é relativamente barata; oferece uma qualidade de imagem excepcional; conta com uma ampla variedade de objetivas compatíveis, muito além do que qualquer compacta pode oferecer; exige controle somente para os parâmetros técnicos essenciais; faz o fotógrafo concentrar-se no momento do clique e no procedimento da composição; ensina a economia de meios, harmonia e respeito pelo equipamento; não requer constantes recargas de bateria e descargas da memória; filmes são encontráveis em qualquer supermercado; e uma reflex de filme tem um charme insuperável que só aumenta com o tempo.
O maior benefício de praticar com filme, naturalmente, é que o equipamento refina as suas habilidades. Inspira um olhar mais cuidadoso e sofisticado sobre os assuntos fotográficos. A foto digital em si mesma não tem nenhuma culpa, mas é fácil acomodar-se com a facilidade de uso das compactas ou, ao contrário, perder-se entre as dezenas de parâmetros ajustáveis das profissionais. O maior risco de usar uma câmera computadorizada que tenta pensar por você, seja amadora ou profissional, é ficar eternamente preso no estilo “documental” de basicamente registrar o que se viu e onde se esteve e nada mais.
Além disso, por mais avançadas e inteligentes que sejam as digitais, elas não conseguiram substituir o prazer mágico do som de um disparo mecânico e a descoberta dos segredos da abertura e ângulo das mais diversas lentes.
Procure uma câmera SLR, fabricada entre 1976 e 1983, em bom estado de conservação, mais um jogo de três objetivas: a normal de 50 mm, uma teleobjetiva de até 200 mm e uma grande-angular de 28 mm. Se for para ficar em uma objetiva, pegue a de 50 mm, que normalmente é a que vem originalmente instalada na câmera. Tudo isso sai mais barato que uma compacta digital simples e custa uma fração do preço de uma profissional digital. Quando chegar a hora de upgradear para uma digital de nível profissional, você se sentirá em casa… ou como em seu PC.
Modelos de câmeras recomendáveis, com bom suporte e objetivas fáceis de encontrar: Pentax K1000, ME e MZ; Canon A1, AE, T80 e T90; Nikon de praticamente qualquer modelo começado com F; Olympus OM.

Publicado originalmente na edição 10 - agosto de 2008.

http://www.revistawindowsvista.com.br

Os principais tipos de câmeras fotográficas, da menor à maior

Há muitos tipos de câmeras no mercad, com preços, funções e aplicações diferentes. Use este guia para encontrar o tipo certo.



Celular

As câmeras embutidas nos celulares mais avançados têm uma tecnologia similar à das câmeras ultracompactas. A geração antiga, com resolução VGA (de meio megapixel), utilizava a tecnologia mais simples das webcams. A geração atual chega a 5 mp com uma lente fixa equivalente a 35 mm. Exemplos: Nokia N96, Sony Ericsson C902.

Ultracompacta

Câmera de bolso superfina. Devido à forte miniaturização, é um tipo de câmera bem mais caro que as compactas normais. Tem zoom de 3x e varia de oito a dez megapixels. Os modelos da série T da Sony contam com um esperto espelho que permite colocar o mecanismo da lente e o sensor na vertical. Uma porta de correr na face frontal (aparentemente inspirada em modelos de filme da Olympus) encobre a lente quando fora de uso e também serve como a chave liga/desliga. Exemplos: Sony Cyber-Shot DSC-T300, Canon PowerShot SD950, Casio Exilim EX-S10, Pentax Optio S12 e Nikon Coolpix S700.

Compacta

Originalmente, referia-se a uma câmera de filme de dimensões razoavelmente grandes. Hoje, a compacta digital é do tamanho de um maço de cigarros. A maioria das câmeras à venda em lojas de eletrônicos de consumo são dessa categoria, pois representa a melhor relação melhor custo/benefício. Apesar das limitações técnicas, como a ausência de quaisquer modos manuais para personalizar a captura, é a mais simples de usar e a primeira opção dos fotógrafos iniciantes, casuais e amadores. Todas as marcas populares oferecem diversas câmeras desse tipo. O zoom vai de 3x a 5x e o tamanho da imagem varia entre 8 e 12 megapixels.

Bridge

  Uma câmera avançada que faz a “ponte” entre as compactas amadoras e as profissionais. Tem a operação básica igual à das compactas, porém0 é acrescida de inúmeros recursos avançados que são característicos das SLRs, como opções manuais de exposição e foco e saída de imagem em RAW. Outros recursos comuns são o zoom muito mais potente, encaixe para diversos acessórios na objetiva e uma caixa estanque opcional para uso embaixo d’água. Exemplo de modelo popular é a Canon PowerShot G9, com uma tela LCD grande, zoom de 6x e uma sapata para flash externo. Outro exemplo: Nikon Coolpix P5100.

SLR ou reflex

Principal tipo de câmera utilizada profissionalmente, também adotada pelos amadores avançados. Nela, a imagem que se vê no visor óptico (chamado de viewfinder ou ocular) é a mesma que atravessa a lente, desviada internamente por um prisma e um espelho que só é levantado de sua posição normal na hora do clique para permitir a passagem da luz até o sensor (ou filme). A SLR se caracteriza, também, pelas lentes removíveis e intercambiáveis. O visual das SLR é inconfundível, pois quase todas têm uma “corcova” no meio do corpo. Cada uma das principais marcas de câmeras oferece SLRs e uma linha de objetivas que só encaixam em suas próprias câmeras, sendo incompatíveis com as da concorrência. Assim, escolher uma marca de SLR implica na escolha de uma gama fechada de objetivas. A média de resolução atual das básicas e avançadas é de dez megapixels. As profissionais ultrapassam os 20 megapixels. Exemplos de SLRs de entrada: Canon EOS Rebel XTi e XSi, Sony Alpha 350, Nikon D40 e D60. Exemplos de SLRs avançadas: Canon EOS 40D, Olympus E-3, Pentax K20D e Nikon D300. Exemplos de SLRs profissionais: Nikon D3 e Canon EOS-1Ds Mark III.

Médio formato

Câmera profissional com qualidade de topo e elevadíssimo custo, equipada com um sensor digital grande (mas não exatamente igual em dimensões aos filmes de médio formato). As fotos que produz são extremamente nítidas e seu principal emprego é em fotografia de paisagens e ensaios de moda. A empresa sueca Hasselblad está lançando um modelo de 50 megapixels
.
 http://www.revistawindowsvista.com.b

Projeto FotoLibras de Fotografia Participativa com Surdos



O FotoLibras é um projeto de Fotografia Participativa com Surdos, inédito no Brasil, que tem por objetivo aumentar a criatividade, a auto-estima e a visibilidade de surdos através da fotografia. O primeiro curso do projeto aconteceu de fevereiro a agosto de 2007 e capacitou 25 jovens surdos na área de fotografia participativa.
Atualmente, dois desses alunos são coordenadores do projeto e dois são monitores dos cursos realizados em 2009. Todos eles estão participando ativamente do planejamento e da execução dos novos cursos do FotoLibras.
No curso, os alunos passam por uma experiência lúdica para despertar o olhar. Além das aulas regulares, são realizadas saídas fotográficas para pôr em prática a teoria aprendida em sala de aula. Também são elaborados ensaios fotográficos relacionados aos temas abordados durante o curso e a outras áreas de interesse. Para aumentar a visibilidade da comunidade e da cultura surda, são organizadas exposições das fotos produzidas.
Desde agosto de 2008, a equipe do FotoLibras vem desenvolvendo o “Guia FotoLibras” sobre como elaborar e executar projetos de fotografia participativa com surdos.
O Guia sistematiza a experiência do primeiro curso e subseqüentes trabalhos com os multiplicadores do projeto. A elaboração do Guia envolveu várias atividades, como oficinas, pesquisas, contatos com outras instituições, elaboração de um ensaio fotográfico, elaboração de textos e edição de um glossário de termos fotográficos em Libras.
Todas essas atividades contaram com a participação de dois multiplicadores surdos, Tatiana Martins e André Luiz, que se tornaram coordenadores do projeto.
O objetivo do Guia é socializar a experiência do FotoLibras e estimular o surgimento de novas iniciativas de fotografia direcionadas a surdos, a fim de promover a cultura surda, a inclusão e aumentar a expressão e auto-estima de jovens surdos.
Clique nas imagens abaixo para acessar o Guia FotoLibrasem formato de livro virtual.
O Guia está divido em quatro partes:
1. Apresentação e Introdução
2. Elaborando um projeto
3. Implementado um projeto
4. Glossário
Por que “FotoLibras”?
O meio de comunicação dos jovens surdos que fazem parte do projeto é a Libras, uma língua pouco conhecida no Brasil. Numa  tentativa de promover a cultura e o olhar de pessoas surdas e dar uma oportunidade para elas se comunicarem através da fotografia, surgiu o nome FotoLibras.
Filosofia do projeto FotoLibras 
O conceito de “fotografia participativa”, adotado pelo FotoLibras, busca utilizar a linguagem fotográfica como uma ferramenta para promover a “voz” de pessoas e grupos, capacitando-os com habilidades para documentar e divulgar suas próprias idéias e percepções sobre o mundo. 
“Voz” é uma metáfora para descrever o poder que uma pessoa tem para comunicar suas idéias, para dialogar e participar em decisões políticas, sociais e culturais que afetam sua vida. Em projetos de fotografia participativa, o ato de fotografar e a leitura e divulgação das fotos produzidas servem como uma maneira das pessoas se colocarem, e dialogarem com o mundo ao seu redor. É também uma importante oportunidade de empoderamento de grupos que tem pouco ou nenhum acesso aos meios de comunicação.  
Além disso, o FotoLibras busca estimular o surgimento de multiplicadores. No início do projeto, não havia nenhum fotografo surdo (ou ouvinte com conhecimento de Libras) em Recife. Assim, o projeto serviu como um estímulo para a formação de uma primeira geração de fotógrafos e foto-educadores surdos que poderiam futuramente implementar o ensino de surdo para surdos na área fotográfica (ou de surdos para grupos mistos de ouvintes e surdos). 
Ao mesmo tempo, através da formação de multiplicadores, desenvolve-se a capacidade organizacional das pessoas a fim de que elas possam se organizar em torno de prioridades e preocupações decididas por elas mesmas. Os participantes analisam e questionam as realidades e refletem sobre estratégias de mudança, desmitificando o conhecimento e criam suas próprias consciências, reflexões.
A Turismo Adaptado é uma empresa de visão, e tem planos de agregar a Fotolibras dentro de uma atividade de lazer ou pacote turístico acessível a surdos. Se quiser, clique no link a seguir para baixar a versão digital do Guia Fotolibras
 





O Olhar Passageiro leva uma exposição fotográfica aos ônibus de Porto Alegre. São vinte e cinco imagens sobre a cidade, em preto-e-branco, obtidas através da técnica pinhole. As fotografias foram obtidas pelo grupo Lata Mágica que é formado por cinco fotógrafos: Guilherme Galarraga, Maisa del Frari, Paula Biazus, Pedro Araújo e Rafael Johann.  As câmeras fotográficas usadas neste processo são artesanais e não possuem lentes, apenas um pequeno furo por onde a luz imprime na superfície fotossensível. Latas de panettone e papel fotográfico 18 x 24cm foram os materiais utilizados pelos cinco fotógrafos do grupo Lata Mágica para registrar esses lugares significativos de sua cidade. Vinte e cinco imagens impressas em adesivos e afixadas nas janelas de cada ônibus metropolitano de Porto Alegre. Uma imagem em cada veículo. 
    A exposição dos adesivos ocorre, também, na galeria Lunara do Centro Cultural Usina do Gasômetro no período de 24 de junho a 30 de julho. As imagens do trabalho podem ser adquiridas como um conjunto de cartões postais a partir da abertura da exposição na galeria Lunara. As fotografias permanecem nos ônibus até dezembro de 2003.


Latas mágicas, latentes magias

     A fotografia nos coloca constantemente diante de um mistério, e nunca diante de uma certeza. Ela nos obriga a uma interrogação sobre as nossas vidas, sobre o mundo que nos cerca. A fotografia é uma revelação, uma experiência de iluminação. É exatamente neste ponto que os artistas do grupo Lata Mágica sabem trabalhar: nestas tensões latentes, características da imagem fotográfica, buscando uma nova maneira de ver, um novo preto-e-branco. Paradoxal recuo no tempo: ao reabilitar uma técnica ancestral e procedimentos antigos, a fim de remexer com o passado e de romper com a lógica industrial e comercial das técnicas modernas de gravar imagens, através da utilização da velha câmera pinhole, o Lata Mágica valoriza o gesto criador. E ainda reinscreve o indivíduo, aquele que cria a imagem, no processo.
      Fotografar é tentar agir contra o tempo: parar o tempo, tornar presente para sempre o passado, transformar um instante em eternidade. Como o inconsciente, a imagem fixa das fotografias representa algo fora do tempo. E a técnica pinhole  desenvolvida pelo grupo é, acima de tudo, uma técnica fora do tempo: tanto do passado como do futuro. Porque ela sempre será atraente pela sua simplicidade. É só pensarmos no tempo de exposição: quantos segundos, quantos minutos são necessários para a gravação da imagem latente no interior da lata que um dia guardou um panettone? Tempo mágico. A fotografia trabalha com um material diferente das outras linguagens, um material-tempo. E porque este tempo é de fato um tempo suspenso, ele deve ser conduzido por um artista, que nele é o ator principal, embora não seja o único.
      Neste projeto denominado O Olhar Passageiro, atores serão, tenho certeza, todos aqueles que observam as imagens realizadas pelo grupo. Aqueles indivíduos simples, mas que se deixam sonhar em uma viagem de ônibus pelas ruas da cidade. A fotografia tem este poder de nos fazer imaginar e nos interrogar porque ela trabalha os nossos contrários: o longe e o perto, a fluidez e o congelamento, o negativo e o positivo, a forma e o material, o real e a imagem. É por isto que a fotografia é poética. A fotografia é uma oportunidade para o poeta, um achado para o artista, um privilégio para o homem em geral. As belas imagens obtidas por uma singela câmera pinhole, por sua estranha beleza ou pelo seu aspecto sublime, provam que a arte fotográfica existe. É isto que nutre o nosso pensamento.
       Fotografar é estar próximo e estar longe.  Coincidente, é a mesma condição que se encontra um passageiro de ônibus. Explico melhor: a fotografia é um aprendizado de separação, ou uma promessa de um encontro para bem breve. No ônibus, estamos sempre na condição de separação, de deixar algo, ou então em uma condição de chegada. Tomar um ônibus: sair de um lugar, ir para outro lugar. Olhar uma fotografia também: nos damos conta de que aquela imagem está longe, separada de nós. Mas ao mesmo tempo, sabemos que, se quisermos, nós poderemos alcançá-la.
        A fotografia é um grito silencioso. Diferentemente da pintura, que nasceria do ato de acrescentar sombras e luzes, a fotografia surgiria da incerteza. Incerteza de uma imagem latente, captada no interior de uma câmara. As variações luminosas são presas por um obturador manual, no caso da pinhole. Por um dedo. Latentes pulsações, latentes ruídos, latentes perspectivas distorcidas, latas mágicas na cabeça.
       A imagem presa dentro da lata é uma promessa de imagem, uma imagem a surgir, incerta e frágil. Ela não possui outra realidade que a do desejo, a da angústia pelo que pode vir, tanto que nós só descobriremos quando nada mais será possível mudar, como na hora da revelação. Como a fecundação, a gestação, e os antigos nascimentos antes das imagens de computador. A  fotografia pinhole é antes de tudo uma promessa de recuperação de um mistério, do mistério da criação. 
Eduardo Vieira da Cunha
Artista Plástico
Professor do Instituto de Artes / UFRGS

O que é Pinhole?


    Pinhole - do inglês, buraco de alfinete - é o nome dado à técnica que irá permitir que o fenômeno fotográfico se dê em um ambiente sem a presença de lentes (componente das máquinas fotográficas convencionais). Um furo é o que permite a formação da imagem em um recipiente ou espaço vedados da luz. A projeção de imagens por este método é uma lei física, e já é conhecida pelo homem desde a Antigüidade. Antes do advento da fotografia (séc.XIX), as projeções pinhole eram instrumento científico de visualização de eclipses e no estudo das estrelas; nas artes, as imagens pinhole serviam de molde para os pintores paisagistas. O desenho abaixo, de autoria do astrônomo Gemma Frisus, ilustra a projeção pinhole para observações de fenômenos astronômicos:
Desenho da formação da imagem do eclipse solar de 1544 através do uso da câmara escura por Gemma Frisus,
astrônomo, em De Radio Astronomica et Geometrica (1545).
    A princípio, qualquer espaço protegido da luz pode servir como câmara escura: de latas e caixas das mais distintas proporções  até espaços menos convencionais, mas com entrada de luz que possa ser controlada, como um refrigerador, um baú, um armário, uma sala, ou um automóvel. Em cada caso existe um tamanho de furo apropriado para que a projeção se dê de forma nítida, pois é por este princípio que a projeção, e por conseqüência a fotografia pinhole, são possíveis. Este furo pode ser determinado através de uma fórmula matemática relacionada às dimensões do recipiente escolhido. O recipiente furado passa então a ser uma câmara escura, com a qual podemos produzir fotografias ao colocar filme ou papel fotográfico no seu interior.
      Um furo bem calculado e executado garante às imagens uma nitidez indiscutível, que caracteriza as imagens pinhole. O furo é sempre minúsculo se comparado à dimensão da câmara escura; como conseqüência, requer obtenções fotográficas de tempos relativamente longos, se comparados ao click da câmara fotográfica. As imagens, também,  sofrerão distorções se o recipiente onde o papel fotográfico é colocado não possuir paredes planas (pode ser um recipiente cilíndrico, como é o caso de muitas latas). 
      O grupo Lata Mágica utiliza como câmaras latas de panettone e de leite em pó metálicas, que são forradas de preto e furadas. O furo é feito em uma folha  de alumínio com um alfinete, e esta folha é fixada com fita isolante a um furo maior feito na lata com prego e martelo. No interior da lata é colocado papel fotográfico preto-e-branco: 18x24cm nas latas de panettone e 9x14cm nas latas de leite em pó. Com este tipo de câmara, e utilizando papel, o tempo necessário para fotografias feitas de assuntos externos, sob a luz do sol, varia entre 30 segundos a poucos minutos, dependendo da intensidade luminosa. Para situações pouca luz (iluminação artificial, fotos noturnas e fotos internas) os tempos se estendem por horas. As imagens obtidas são reveladas normalmente (processo de revelação de papel fotográfico preto-e-branco), e a partir deste negativo são feitas as cópias positivas.

"Amar se aprende amando"

A pessoa, o lugar, o objeto
estão expostos e escondidos
ao mesmo tempo só a luz,
e dois olhos não são bastantes
para catar o que se oculta
no rápido florir de um gesto.

É preciso que a lente mágica
enriqueça a visão humana
e do real de cada coisa
um mais seco real extraia
para que penetremos fundo
no puro enigma das figuras.

Fotografia - é o codinome
da mais aguda percepção
que a nós mesmos nos vai mostrando
e da evanescência de tudo
edifica uma permanência,
cristal do tempo no papel.

Das luas de rua no Rio
em 68, que nos resta
mais positivo, mais queimante
do que as fotos acusadoras,
tão vivas hoje como então,
a lembrar como a exorcizar?

Marcas de enchente e do despejo,
o cadáver insepultável,
o colchão atirado ao vento,
a lodosa, podre favela,
o mendigo de Nova York
a moça em flor no Jóquei Clube,

Garrincha e Nureyev, dança
de dois destinos, mães-de-santo
na praia-templo de Ipanema,
a dama estranha de Ouro Preto,
a dor da América Latina,
mitos não são, pois são fotos.

Fotografia: arma de amor,
de justiça e conhecimento,
pelas sete partes do mundo
a viajar, a surpreender
a tormentosa vida do homem
e a esperança a brotar das cinzas.

(Carlos Drummond de Andrade )