Fotografia é minha vida!

"Fotografar é uma maneira de ver o passado. Fotografar é uma forma de expressão, o "congelamento" de uma situação e seu espaço físico inserido na subjetividade de um realismo virtual. Fotografar é um modo de comunicar e informar. Seguindo o raciocínio, a linguagem visual fotográfica além de ser mais forte não é determinada por uma língua padrão, não precisando assim de uma tradução, uma vez que o diferem são as interpretações." (desconheço o autor)"

domingo, 30 de janeiro de 2011

Fotografia e memória - Lendo fotografias




Em uma das minhas pesquisas diárias sobre fotografia, encontrei o texto abaixo do designer, fotógrafo e historiador, Yuri Bittar, que escreveu para o site da Confederação Brasileira de Fotografia e que gostei muito achando ser de muita valia para você. É uma reflexão sobre a fotografia como representação da realidade e uma análise que temos individualmente de cada foto.
"O que a foto mostra? A fotografia mostra os objetos, pessoas e lugares presentes na cena, sua relação espacial, cores, formas e luzes. Isso é o que ela mostra e é muito diferente do que ela diz. Então o quê uma fotografia nos diz? O que ela nos diz depende do nosso repertório, dos nossos conhecimentos, da nossa intenção para com a imagem, da nossa disposição em prestar atenção á foto, enfim, é algo que se constrói entre nossa mente e a imagem. A legenda ainda, se houver, é outra informação. A legenda não é uma verdade. Ela é o que foi escolhido para ser dito.
O que a foto não mostra? A foto não mostra quem a fez, como, por que, com que equipamento, em que condições, ás vezes nem quando ou onde.
O que a foto dá a entender? Parte do que ela não mostra podemos supor. Pelo cenário podemos supor o local, a época. Pelas características da imagem podemos imaginar o equipamento e até que fez a foto e sob qual intenção.
Ao estudar uma imagem devemos saber para quem ela foi feita, para quê ela deveria ser vista e o que ela impactou sobre quem a observou, no seu contexto original. Ao examinarmos uma foto de cartão postal, por exemplo, temos que entender como aquela imagem foi vista na época em que foi feita.
Mas é importante obtermos o maior numero de informações possível, pois uma imagem simplesmente jogada e sem informações pode nos dar pistas falsas. Segundo Cássia Denise Gonçalves, em seu artigo “O Nome das Coisas”, uma fotografia fora de seu contexto pode nos iludir, podemos ver uma representação diferente do que o autor da foto teve intenção de produzir, e diferente também do que viu o espectador original da foto.
Vamos analisar a foto acima, por exemplo:
1. O que ela mostra? Podemos ver que é um local antigo, em ruínas, onde um casal posa para o fotógrafo com um carrinho de bebê. Aparentemente há um bebê dentro. A foto está desbotada.
2. O que ela nos diz?Podemos perceber que o local se trata do interior do Coliseu, em Roma. Pelo desbotamento da foto, que é colorida, e pelos trajes, podemos saber que é do final dos anos 70. Podemos imaginar que o casal é de turistas, de nacionalidade indefinida.
3. O que a foto não mostra?O que ela não nos mostra é que se trata de um casal de brasileiros, de fato em Roma, em 1977. Na verdade esta viagem foi a do meu batizado, portanto o bebê sou eu e o casal minha mãe Cristina e meu pai Samir. Fui batizado em 77 na Basílica de São Pedro.
Na época meus pais viajavam muito. Não que fossemos ricos, mas meu pai viajava á trabalho e ás vezes levava a família.
4. O que a foto dá a entender?Para quem não tem as informações que passei acima, o que pode-se supor é que trata-se ou de um casal europeu, ou de um casal rico, pois é muito caro viajar para a Europa. Ou pode ainda imaginar que é um típico casal italiano, o que seria uma falsa informação.
A fotografia selecionada e a “instituição-memória”
Quando vamos á um museu, exposição ou outro local que guarde a memória da sociedade, um local chamado “instituição-memória”, e lá vemos fotografias, devemos lembrar que essa imagem está fora do seu contesto original. Essa fotografia pode ter sido feita para ficar na parede de uma saca de família, ou para se publicada em um jornal, revista ou livro, enfim, não para ficar exposta num museu.
Ao examinar uma imagem dessas precisamos ainda levar em conta o fato de ela ter sido selecionada. Então além de todos os aspectos anteriores que devem ser levados em conta, ainda devemos refletir nos motivos que levaram á essa seleção, que á escolheu, qual o projeto da instituição, o sentido político, etc...
Ler uma fotografia é, claro, observar a mensagem que ela nos passa diretamente. Mas é, sobretudo entender seu contexto, o que estava por trás da câmera, sua relação como o universo das imagens de sua época e o impacto que ela teve sobre quem a observou. A fotografia é sempre uma representação e precisamos entender o que ela representa e como foi construída essa representação".
Yuri Bittar

JPGE ou Raw?



JPGE e Raw são dois formatos de arquivo. Nas máquinas DSLR existe essas duas opções, portanto listarei abaixo as vantagens e desvantagens de uma e outra.
O que é JPEG?

É um dos mais populares formatos de imagem utilizados para armazenamento e transmissão de imagens na Internet.



Vantagens:
  • Permite às pessoas rapidamente transmitir (enviar ou receber) imagens através da Internet.
  • Arquivo mais leve, pronto para ser usado (pois é um arquivo de imagem e não precisa ser processado pelo computador).
Desvantagens:
  • Há perda de resolução e cor em relação ao que o sensor da câmera capturou no momento da foto.
  • Quando as fotos sao manipuladas posteriormente, no photoshop, por exemplo, podem gerar perda de qualidade.
O que é RAW?

É a reprodução mais fiel do que foi capturado pela câmera, sem nenhum processamento (por isso é chamado de RAW, que significa “cru”).
Vantagens:
  • O processamento será feito pelo computador, o que garante uma imagem mais acurada e te dá a flexibilidade para corrigir e manipular diversos aspectos como a exposição e a temperatura sem que a qualidade seja comprometida.
  • Para quem gosta de trabalhar as fotos no computador, este modo é perfeito, porque nunca destrói a foto original. É como se você tivesse o negativo e fizesse várias experiências só que no modo digital isso é muito fácil, o arquivo raw fica gravado intacto e outro é gerado com as alterações que você fez.
Desvantagens:
  • A foto em RAW é mais pesada (o tamanho do arquivo pode ser até 3 vezes maior do que o arquivo em JPEG), leva mais tempo para ser gravada na câmera (o tempo mínimo entre um disparo e outro aumenta) e precisa ser processada no computador (o que demanda tempo, além de um computador razoável, já que são arquivos pesados).
  • Você terá que adquirir cartões de memória com um maior número de Gigabyte (GB).
Pelo pouco que descrevi deu para perceber que o Raw é mais vantajoso, eu inclusive já mudei para este formato, mas cabe a você experimentar os dois ficando a seu critério escolher o que irá satisfazer a sua necessidade naquele momento.

Como se tornar um Profissional?


Achei no orkut em uma comunidade de fotografia, 10 dicas bem legais de ajuda aos fotógrafos se tornarem profissionais, do internauta Fernando Fernandes de São Paulo.
Vale a pena conferir, são informações simples mas úteis:
"Dez conselhos que eu gostaria de ter escutado 20 anos atrás:
1- Estude. E estude sempre! Se na sua cidade não existe a possibilidade de fazer um curso, leia, forme um clube de discussão, entre na net, mas estude sempre!
2- Fotografia se faz com o cérebro, não com os olhos. Portanto alimente o seu cérebro: Poesia, música, pintura, cinema, literatura, história, boteco, amores... tudo isso torna a fotografia rica e ajuda a imprimir a sua identidade ao trabalho.
3- Administrar o seu trabalho é tão importante quanto a técnica fotográfica em si, mas nenhuma escola ensina isso. Corra para o SEBRAE mais próximo e você terá uma grande economia com Aspirinas no futuro.
4- Existem dois caminhos: Você pode se tornar um especialista (em moda ou fotografia de culinária, por exemplo) ou ser uma espécie de "clínico geral" e fazer um pouquinho de tudo. Os dois caminhos são válidos e tem vantagens e desvantagens. Como definir a melhor opção? Escute o mercado.
5- Se você pretende evoluir profissionalmente o seu equipamento também deverá evoluir junto.
6- Separe o seu trabalho pessoal do trabalho profissional. Se o trabalho pessoal é aquele onde você presta contas a você, no trabalho profissional quem manda é o cliente. Atenda as expectativas do cliente e não as suas. Ego não paga contas no final do mês.
7- Monte um portifólio e renove-o todo ano. Essa é a ferramenta básica para avaliar sua evolução profissional. E lembre-se de que um portifólio não é apenas um monte de fotos juntas. Ele deve ter um tema, um objetivo, uma linguagem clara e o mais importante: Começo, meio e fim.
8- Invista no seu marketing pessoal: Escrever corretamente, falar corretamente, se vestir de acordo com a ocasião e sorrir não vão causar nenhum tipo de prejuízo a você.
9- Seu concorrente não é seu inimigo. Muito pelo contrário. Agindo de forma ética e incentivando outros fotógrafos a trabalharem do mesmo modo, todos saem ganhando.
10- Às vezes as coisas dão errado. Tenha a humildade de avaliar onde VOCÊ errou".

Dinâmica para fotografos

O que vocês  achavam que é  fotografia/fotografar e posteriormente  representar gestos essa teoria:
Exemplo que foi escrito:
Fotografia/fotografar é: -Roubar a alma;
-Eternizar;
-Dar a alma;
-Recortar a realidade;
-Parar o tempo;
-Mostrar o eu;
-Forma de expressão;
-Interpretação da realidade;
-Em busca do tempo perdido. 
 
Havia muito mais frases, mas eu ficaria horas escrevendo. Se você quer se conhecer um pouco mais, pegue uma foto de infância sua, comece a observá-la e a refletir como você era, o que você é hoje que é reflexo do passado e o que você mudou. É um exercício que mexe com o ser humano, e que as vezes é necessário para nos libertarmos de muitas coisas que podem estar interferindo no nosso crescimento pessoal e profissional. 
http://soniabittencourt.blogspot.com

A sexualidade humana retratada por Gabriel Wickbold


Existem muitos fotógrafos por aí, mas somente aqueles que saem do trivial e são criativos é que se destacam entre os demais. Sou fã de fotos elaboradas e que tem um diferencial.
Descobri hoje o site do fotógrafo Gabriel Wickbold que é simplesmente fantástico!
Por isso vou compartilhar com você um trabalho feito por ele para a exposição "Sexual Color", que será exibido em New York em 2010. A fotografada foi Adriane Galisteu que ficou 3 horas sendo maquiada.
O corpo da apresentadora foi aerografado pelo maquiador Léo Zaniboni para criar a coloração do fundo. Posteriormente, Gabriel utilizou recursos naturais como galho de coqueiro, urucum, areia e tinta para conseguir os demais efeitos. “Quis fazer um trabalho bastante autoral, sem o uso de programas para obter esse resultado final”, explica Gabriel.

Entrevista com Sebastião Salgado


"Para fazer fotografia documental é preciso ter sempre a ‘vontade de ir’. E eu tenho." Sebastião Salgado. Em entrevista ao jornal O Estado de São Paulo em 12 de setembro deste ano, Sebastião Salgado fala a respeito do projeto Gênesis e ainda comenta sobre a arte que tem como ofício.
"Em 2004, Sebastião Salgado anunciou que passaria oito anos fotografando lugares prístinos, ou seja, paraísos terrestres habitados por agrupamentos humanos cujos laços com a natureza são ainda primordiais. E que o projeto receberia o batismo bíblico de Gênesis. Pois a empreitada vai chegando ao fim. Prestes a embarcar em um navio para a Geórgia do Sul, contornando as Malvinas, Sebastião Salgado - Tião para os próximos - está quase no fim da série de 32 reportagens fotográficas por cinco continentes, numa geografia estranha aos roteiros turísticos convencionais. Longe disso: o economista que se bandeou para a fotografia aos 29 anos, hoje admite escalar a antropologia visual".
Gênesis estará concluído no ano que vem, onde serão feitas várias exposições de imagens pelo mundo.
Veja a entrevista completa no site do Estadão.

Mini curso de fotografia


Olá! Quer fazer um curso gratuito de fotografia? Pois é, encontrei no blog Canção Nova, vários capítulos ensinando as técnicas fotográficas e também um pouco do olhar fotográfico. Aos poucos vou postando para você. Se preferir pode acessar o site onde já terá acesso a todos os outros tópicos. Aproveite. 1 – INICIAÇÃO A FOTOGRAFIA
A palavra “fotografia”, traduzida do grego, significa “registro da luz”. O principal componente de uma fotografia é a luz. A luz que reflete na cena cria uma imagem. Além desta noção básica, para se tornar um bom fotógrafo você precisa dominar outras técnicas se quiser que a sua fotografia se destaque. Neste curso iremos abordar as informações práticas que você poderá usar para melhorar suas fotos.
LUZ E EXPOSIÇÃO
A quantidade de luz que atinge um objeto depende das condições atmosféricas, hora do dia, entre outros fatores. Com a dose certa de luz você garante uma foto clara e toda tonalidade da cena é reproduzida conforme seus olhos a vêem. Mais especificamente, estão envolvidos numa fotografia os seguintes elementos: a velocidade do filme*, a abertura*, a velocidade do obturador, a combinação da abertura e do tempo e exposição e o fotômetro.
A velocidade do filme
A norma ISO* (International Standards Organization), indica a velocidade do filme ou seja, sua sensibilidade a luz*.Quanto maior esse número, mais sensível é um filme. Um filme ISO 1600, por exemplo, necessita de pouca luz para obter uma exposição correta, enquanto um filme ISO 25 necessita de seis vezes mais luz.
A abertura
É o tamanho de abertura do mecanismo de diafragma* da lente. Quanto maior a abertura* escolhida, mais luz entrará para expor o filme num dado intervalo de tempo. Para indicar a abertura, usa-se uma série de números de diafragma. Essas regulagens (f-stop*) aparecem numa sequência da maior abertura para a menor. As mais comuns são f/1.4, f/2.8, f/4, f/5.6, f/8, f/11, f/16, f/22. Um valor menor de diafragma (f) indica uma abertura maior; um valor maior indica uma abertura menor.
O tempo de exposição
A velocidade controla quanto tempo a cortina do obturador* da câmara ficará aberta. Quanto mais longo o tempo de exposição (ou seja, mais baixa a velocidade), mais luz atingirá o filme. As velocidades são indicadas em segundos e em frações de segundo. As velocidades de exposição mais comuns aparecem ordenadas da mais lenta para a mais rápida: 1 segundo, 1/2, 1/4, 1/8, 1/15, 1/30, 1/60, 1/125, 1/250, 1/500, 1/1000 de segundo. Existem ainda valores maiores que os aqui indicados.
Combinação abertura/velocidade
Quanto maior a abertura escolhida, menor o tempo de exposição (maior velocidade) para expor corretamente o filme. Inversamente, quanto mais tempo a cortina permanecer aberta, menor a abertura necessária. Por exemplo: uma pequena abertura, como f/16, usada com uma velocidade de 1/2 segundo, vai resultar na mesma exposição obtida com uma abertura maior, como f/11, com um tempo menor – neste caso 1/4 de segundo. Esse princípio é chamado de “exposição equivalente ou reciprocidade”.
O fotômetro
É um acessório que pode ser comprado a parte e serve para indicar a quantidade de luz ideal em qualquer situação. Podemos compará-lo a um minicomputador. O sistema avalia a luminosidade* da cena e indica qual a melhor regulagem, se o ajuste que você fez dará uma exposição correta. Em modo automático, a câmara faz sozinha alguns ajustes - ou todos, como veremos durante o curso.
GLOSSÁRIO SENSIBILIDADE DO FILME: medida que indica a rapidez ou sensibilidade de um filme à luz e que denomina cada tipo de filme. Valores altos indicam filmes muito sensíveis (chamados “rápidos” porque permitem um tempo de exposição também rápido); valores baixos indicam filmes pouco sensíveis (chamados “lentos” pela lentidão do tempo de exposição). ABERTURA: a abertura do interior de uma lente que permite a passagem da luz; seu tamanho é regulado pelo diafragma e é expresso em pontos de f/stop. ISO: série de números que indica a sensibilidade de um filme à luz. As velocidades mais comuns variam de 25 a 1600 ISO. Os filmes de 200 ISO, por exemplo, são duas vezes mais sensíveis do que os filmes de 100 ISO. DIAFRAGMA: o mecanismo presente dentro da objetiva que controla o tamanho da abertura por meio de palhetas metálicas que se sobrepõem. F-STOP: valor numérico que indica a abertura da lente. É o resultado da divisão da distância focal pelo diâmetro da abertura da lente. Números pequenos como f/2 indicam aberturas grandes, enquanto que números grandes, como f/22, indicam aberturas pequenas. OBTURADOR: mecanismo que regula o tempo de exposição. Ele se abre momentaneamente para expor o filme à luz que entra pela abertura da lente, e se fecha após ter obtido a exposição correta. LUMINOSIDADE: equilíbrio entre as áreas claras e escuras em um motivo a ser fotografado.