Fotografia é minha vida!

"Fotografar é uma maneira de ver o passado. Fotografar é uma forma de expressão, o "congelamento" de uma situação e seu espaço físico inserido na subjetividade de um realismo virtual. Fotografar é um modo de comunicar e informar. Seguindo o raciocínio, a linguagem visual fotográfica além de ser mais forte não é determinada por uma língua padrão, não precisando assim de uma tradução, uma vez que o diferem são as interpretações." (desconheço o autor)"

domingo, 30 de janeiro de 2011

A sexualidade humana retratada por Gabriel Wickbold


Existem muitos fotógrafos por aí, mas somente aqueles que saem do trivial e são criativos é que se destacam entre os demais. Sou fã de fotos elaboradas e que tem um diferencial.
Descobri hoje o site do fotógrafo Gabriel Wickbold que é simplesmente fantástico!
Por isso vou compartilhar com você um trabalho feito por ele para a exposição "Sexual Color", que será exibido em New York em 2010. A fotografada foi Adriane Galisteu que ficou 3 horas sendo maquiada.
O corpo da apresentadora foi aerografado pelo maquiador Léo Zaniboni para criar a coloração do fundo. Posteriormente, Gabriel utilizou recursos naturais como galho de coqueiro, urucum, areia e tinta para conseguir os demais efeitos. “Quis fazer um trabalho bastante autoral, sem o uso de programas para obter esse resultado final”, explica Gabriel.

Entrevista com Sebastião Salgado


"Para fazer fotografia documental é preciso ter sempre a ‘vontade de ir’. E eu tenho." Sebastião Salgado. Em entrevista ao jornal O Estado de São Paulo em 12 de setembro deste ano, Sebastião Salgado fala a respeito do projeto Gênesis e ainda comenta sobre a arte que tem como ofício.
"Em 2004, Sebastião Salgado anunciou que passaria oito anos fotografando lugares prístinos, ou seja, paraísos terrestres habitados por agrupamentos humanos cujos laços com a natureza são ainda primordiais. E que o projeto receberia o batismo bíblico de Gênesis. Pois a empreitada vai chegando ao fim. Prestes a embarcar em um navio para a Geórgia do Sul, contornando as Malvinas, Sebastião Salgado - Tião para os próximos - está quase no fim da série de 32 reportagens fotográficas por cinco continentes, numa geografia estranha aos roteiros turísticos convencionais. Longe disso: o economista que se bandeou para a fotografia aos 29 anos, hoje admite escalar a antropologia visual".
Gênesis estará concluído no ano que vem, onde serão feitas várias exposições de imagens pelo mundo.
Veja a entrevista completa no site do Estadão.

Mini curso de fotografia


Olá! Quer fazer um curso gratuito de fotografia? Pois é, encontrei no blog Canção Nova, vários capítulos ensinando as técnicas fotográficas e também um pouco do olhar fotográfico. Aos poucos vou postando para você. Se preferir pode acessar o site onde já terá acesso a todos os outros tópicos. Aproveite. 1 – INICIAÇÃO A FOTOGRAFIA
A palavra “fotografia”, traduzida do grego, significa “registro da luz”. O principal componente de uma fotografia é a luz. A luz que reflete na cena cria uma imagem. Além desta noção básica, para se tornar um bom fotógrafo você precisa dominar outras técnicas se quiser que a sua fotografia se destaque. Neste curso iremos abordar as informações práticas que você poderá usar para melhorar suas fotos.
LUZ E EXPOSIÇÃO
A quantidade de luz que atinge um objeto depende das condições atmosféricas, hora do dia, entre outros fatores. Com a dose certa de luz você garante uma foto clara e toda tonalidade da cena é reproduzida conforme seus olhos a vêem. Mais especificamente, estão envolvidos numa fotografia os seguintes elementos: a velocidade do filme*, a abertura*, a velocidade do obturador, a combinação da abertura e do tempo e exposição e o fotômetro.
A velocidade do filme
A norma ISO* (International Standards Organization), indica a velocidade do filme ou seja, sua sensibilidade a luz*.Quanto maior esse número, mais sensível é um filme. Um filme ISO 1600, por exemplo, necessita de pouca luz para obter uma exposição correta, enquanto um filme ISO 25 necessita de seis vezes mais luz.
A abertura
É o tamanho de abertura do mecanismo de diafragma* da lente. Quanto maior a abertura* escolhida, mais luz entrará para expor o filme num dado intervalo de tempo. Para indicar a abertura, usa-se uma série de números de diafragma. Essas regulagens (f-stop*) aparecem numa sequência da maior abertura para a menor. As mais comuns são f/1.4, f/2.8, f/4, f/5.6, f/8, f/11, f/16, f/22. Um valor menor de diafragma (f) indica uma abertura maior; um valor maior indica uma abertura menor.
O tempo de exposição
A velocidade controla quanto tempo a cortina do obturador* da câmara ficará aberta. Quanto mais longo o tempo de exposição (ou seja, mais baixa a velocidade), mais luz atingirá o filme. As velocidades são indicadas em segundos e em frações de segundo. As velocidades de exposição mais comuns aparecem ordenadas da mais lenta para a mais rápida: 1 segundo, 1/2, 1/4, 1/8, 1/15, 1/30, 1/60, 1/125, 1/250, 1/500, 1/1000 de segundo. Existem ainda valores maiores que os aqui indicados.
Combinação abertura/velocidade
Quanto maior a abertura escolhida, menor o tempo de exposição (maior velocidade) para expor corretamente o filme. Inversamente, quanto mais tempo a cortina permanecer aberta, menor a abertura necessária. Por exemplo: uma pequena abertura, como f/16, usada com uma velocidade de 1/2 segundo, vai resultar na mesma exposição obtida com uma abertura maior, como f/11, com um tempo menor – neste caso 1/4 de segundo. Esse princípio é chamado de “exposição equivalente ou reciprocidade”.
O fotômetro
É um acessório que pode ser comprado a parte e serve para indicar a quantidade de luz ideal em qualquer situação. Podemos compará-lo a um minicomputador. O sistema avalia a luminosidade* da cena e indica qual a melhor regulagem, se o ajuste que você fez dará uma exposição correta. Em modo automático, a câmara faz sozinha alguns ajustes - ou todos, como veremos durante o curso.
GLOSSÁRIO SENSIBILIDADE DO FILME: medida que indica a rapidez ou sensibilidade de um filme à luz e que denomina cada tipo de filme. Valores altos indicam filmes muito sensíveis (chamados “rápidos” porque permitem um tempo de exposição também rápido); valores baixos indicam filmes pouco sensíveis (chamados “lentos” pela lentidão do tempo de exposição). ABERTURA: a abertura do interior de uma lente que permite a passagem da luz; seu tamanho é regulado pelo diafragma e é expresso em pontos de f/stop. ISO: série de números que indica a sensibilidade de um filme à luz. As velocidades mais comuns variam de 25 a 1600 ISO. Os filmes de 200 ISO, por exemplo, são duas vezes mais sensíveis do que os filmes de 100 ISO. DIAFRAGMA: o mecanismo presente dentro da objetiva que controla o tamanho da abertura por meio de palhetas metálicas que se sobrepõem. F-STOP: valor numérico que indica a abertura da lente. É o resultado da divisão da distância focal pelo diâmetro da abertura da lente. Números pequenos como f/2 indicam aberturas grandes, enquanto que números grandes, como f/22, indicam aberturas pequenas. OBTURADOR: mecanismo que regula o tempo de exposição. Ele se abre momentaneamente para expor o filme à luz que entra pela abertura da lente, e se fecha após ter obtido a exposição correta. LUMINOSIDADE: equilíbrio entre as áreas claras e escuras em um motivo a ser fotografado.

Mini curso de fotografia - Continuação


Como havia prometido para você continuarei postando os cursos de fotografia que estão disponíveis no site da Canção Nova. Nesta unidade você irá aprender como usar o modo manual e automático da sua máquina.
2- MODO MANUAL E MODO SEMI-AUTOMÁTICO
A maioria dos modelos atuais de câmeras oferece pelo menos dois modos de operação para exposição correta: o modo manual e o modo semi-automático. No primeiro caso regula-se o tempo de exposição e a abertura do diafragma, enquanto no segundo regula-se somente um dos parâmetros, sendo que a câmera irá regular o outro, de acordo com o que você selecionou. Na aula de hoje veremos a diferença dos dois modos.
Modo Manual - O modo manual, em muitas máquinas fotográficas, é identificado pela letra M. Neste modo o fotômetro dá a melhor regulagem para exposição e cabe a você aceitá-la ou não. Você deve regular o diafragma e a velocidade, usando dois controles separados até obter uma indicação da exposição correta. O sistema que mede a luz, incorporado na máquina fotográfica, irá indicar se os valores selecionados estão mais ou menos indicados, e irá sugerir alterações, caso necessário. Em muitas máquinas fotográficas o modo manual é identificado pela letra "M".
Modo semi-automático - A maioria das câmeras oferece pelo menos um modo de operação no qual você só precisa definir uma das variáveis – em geral a abertura. A câmera escolhe então a velocidade para uma exposição correta. É o modo “automático com prioridade para abertura”.Há modelos em que você determina a velocidade e câmera ajusta a abertura. É mais rápido que o modo manual e chamado de “automático com prioridade para velocidade”. O automático com prioridade para abertura muitas vezes é indicado com a sigla AV, enquanto que o automático com prioridade para velocidade é indicado com a sigla TV. Alguns fabricantes utilizam outras siglas diferentes de AV e TV. Consulte o manual da sua câmera. Modo programado - As câmeras de ultima geração oferecem também um modo totalmente automático, geralmente designado por “P”, símbolo de exposição “programada”. Neste modo o computador da câmera determina tanto a abertura quanto a velocidade. O resultado, contudo, pode não lhe agradar.
Programas específicos para assuntos - Grande parte das câmeras digitais possui programas específicos para tipos de assuntos: paisagem, esporte, retratos, crianças, etc. Esses programas escolhem os ajustes que um fotógrafo experiente faria para mostrar o movimento e nitidez em tais cenas.
O símbolo "P" que você vê no display indica que o fotógrafo utilizou um dos programas específicos presentes na máquina fotográfica.
3 - Movimento e velocidade do disparo
A velocidade é determinante no resultado da foto. A velocidade do obturador determina de que modo o movimento será interpretado no filme. Há duas opções: congelar o assunto ou deixá-lo sem nitidez, para dar a impressão de movimento. Veja este exemplo: Para fotografar um ciclista você pode decidir bater a 1/500 e obterá uma imagem estática do ciclista ou a 1/30 e transmitirá a imagem de um ciclista num movimento fluido.
Técnica do “panning” - No caso de um assunto em movimento cruzando o seu caminho, como um ciclista, por exemplo, experimente a técnica do “panning” ou varredura. Acompanhe o assunto movimentando suavemente a câmera e disparando ao mesmo tempo. O assunto vai parecer razoavelmente nítido, mas o fundo ficará tremido.
O fotógrafo utilizou um tempo de exposição pequeno, mas seguiu o movimento do carro na pista, obtendo uma imagem que dá a idéia de velocidade. Assuntos para o próximo módulo: A profundidade de campo e Como evitar fotos pouco nítidas: as vibrações e o equipamento.
fotosquefalam - Paulo Franklin.

Mini curso de fotografia - Continuação


Mais uma semana do curso de fotografia para você. Aproveite! Retirado do site da Canção Nova.

3 - PROFUNDIDADE DE CAMPO
Definida de forma simples, a profundidade de campo é a “zona numa fotografia em que o foco está aceitavelmente nítido”. A capacidade de controlar a profundidade de campo é um dos traços que distinguem um fotógrafo profissional de um amador.
Distância focal
Pode-se variar a profundidade de campo, independente da posição em que você está fotografando, usando diferentes distâncias focais.> Lentes longas: 300 mm ou mais – fazem fotos com pequena profundidade de campo.> Lentes curtas: 28 mm ou 35 mm – produzem profundidade de campo mais extensa.
Na primeira foto foi utilizada uma grande-angular de 28 mm. A imagem saiu totalmente focada. Na segunda imagem a profundidade de campo foi reduzida com o uso de uma teleobjetiva de 400 mm.
Distância do Assunto
Quanto mais perto do assunto fotografado, menor a profundidade de campo. Em fotografia macro, a zona de foco é medida em milímetros.
Em qualquer foto, apenas o plano em foco está realmente nítido, mas a zona de nitidez aceitável é mais extensa. Com uma abertura grande (à esquerda) a profundidade de campo é limitada. Com uma abertura menor, uma zona na frente e atrás do assunto aparece razoavelmente nítida.
Plano de foco
A profundidade de campo em geral começa por volta de um terço da distância à frente do ponto que você irá focar e se estendendo dois terços atrás dele (exceto em fotografias macro).
Profundidade de campo e diafragma
Há fotos em que tudo aparece nítido, noutras o fotógrafo obteve outro efeito: apenas o assunto principal está em foco e o restante aparece fora de foco (um colorido suave). Uma das formas de obter esses diferentes efeitos consiste em variar a “profundidade de campo”. Veja este exemplo: Imagine uma distância fixa de 5 metros. Aqui a profundidade de campo é alternada mudando-se a abertura. Com f/2, por exemplo, apenas o assunto principal aparecerá totalmente nítido. Se fecharmos o diafragma para f/22, tanto o primeiro plano como o fundo entrarão em foco.
Quando a prioridade é a velocidade do obturador (fotografia de ação), então o modo semi-automático com prioridade para velocidade é o mais adequado. Em situações como as de paisagens ou retratos a melhor opção é o modo de prioridade para a abertura.
COMO EVITAR FOTOS POUCO NÍTIDAS: AS VIBRAÇÕES
Além de erros de foco, a falta de nitidez das fotos se dá quando a câmera treme ou o assunto se move. Se estiver com a câmera na mão, use uma velocidade alta para compensar o balanço do corpo. Um assunto em movimento sairá tremido, a menos que você use uma velocidade alta. Para evitar que a câmera trema use um tripé ou qualquer outro apoio.
Veja como segurar a câmera na posição horizontal e vertical COMO EVITAR FOTOS POUCO NÍTIDAS: O EQUIPAMENTO
A utilização de um tripé é essencial para evitar fotos tremidas. Para usar velocidades mais altas, aumentando a chance de fotos nítidas, prefira um filme rápido, como ISO 400 em vez de ISO 100. Quanto maior for a lente, mais alta deverá ser a velocidade do obturador para que as fotos saiam nítidas. A regra simples é bater a foto a uma velocidade “pelo menos um ponto acima do valor da distância focal”. Por exemplo, com uma lente de 28 mm, bata a foto a 1/30; com uma lente de 50 mm, bata a 1/60; com uma teleobjetiva de 200 mm, use 1/250 ou mais. Com luz fraca, será difícil fazer fotos com velocidades altas; nesse caso, use um apoio para a câmera, o que evitará o tremido. Fonte: adaptado do curso de fotografia National Geografic (Editora Abril)
GLOSSÁRIO
FOCAR: refere-se à ação de regulagem das distâncias entre as diversas partes de um sistema óptico, a fim de obter a máxima nitidez da imagem.
MACRO: termo usado para denotar foco muito próximo e a capacidade de uma lente de fazer foco com objetos muito próximo. A Nikon usa o termo “micro”.
ABERTURA: a abertura no interior de uma lente que permite a passagem da luz; seu tamanho é regulado (exceto em lentes-espelho e outras) pelo diafragma e é expresso em pontos de f/stop.
DISTÂNCIA FOCAL: unidade de medida relativa à distância existente entre o centro óptico de uma lente e o plano de foco. A distância focal determina a relação de grandeza de um motivo e a área de cobertura de uma lente.
TELEOBJETIVA: tipo de lente que oferece uma longa distância focal efetiva. O termo atualmente é usado para qualquer tipo de lente com longa distância focal. No formato 35 mm, em geral são chamadas teleobjetivas e as lentes com distância focal maior do que 65 mm.
fotosqeufalam - Paulo Franklin.

Mini curso de fotografia - Retratos


Neste capítulo você vai saber um pouco sobre a utilização das lentes e iluminação. Retirado do site da Canção Nova.
RETRATOS
Tiramos mais fotos de pessoas do que de qualquer outra coisa. Queremos obter uma imagem que capte a essência de quem está sendo fotografado. Há dois tipos de fotografia de pessoas: retrato em pose e instantâneos. No retrato há uma cooperação entre o fotógrafo e a pessoa fotografada. No instantâneo você age mais como um fotógrafo jornalístico ou documental, indo atrás de momentos que ocorrem sem a sua intervenção.
Para ambos é preciso gastar tempo pensando sobre seu tema e a situação, para que você tenha idéias sobre o que quer captar.
Ao fazer retratos formais pense: como são essas pessoas? Quais atributos de sua personalidade você quer registrar? São intelectuais, despreocupadas, exóticas, melancólicas? Pense então no que você pode utilizar para transmitir tais qualidades (trajes, poses, ambiente…). A expressão de um rosto é geralmente o mais imediato e claro indício da personalidade, mas todos os elementos da foto contribuem para o sentimento.
Observe primeiro Encontre o local onde você quer que o sujeito pose e determine a posição de sua câmera. Faça com que a pessoa fique relaxada e à vontade. Geralmente as pessoas ficam tensas no momento em que você está para apertar o disparador, mas depois relaxam. Faça outra foto imediatamente, captando a pose mais relaxada. Há dois modos de sorrir: a primeira moça parece rígida e tímida; a jovem indiana, sem inibições e cúmplice do fotógrafo, aparece totalmente instantânea.
Lentes para retratos
Teleobjetivas curtas – 85,105 ou 135 mm – são melhores para retratos em close-up de rostos ou de fotos de bustos. Elas são mais agradáveis que as lentes curtas e permitem que você se afaste um pouco sem poluir o tema. Lentes longas possuem pouca profundidade de campo: muito cuidado com o foco. Foque o olho da pessoa, o que estiver mais próximo da câmera, e use o botão indicador de profundidade de campo para ver o quanto do rosto está em foco. Se for pouco, você pode utilizar uma velocidade de obturação mais baixa, valor menor de diafragma (f-stop) ou um filme mais “rápido” ou sensível.
Para retratos de tamanho natural ou ambientados, você pode usar uma lente normal ou grande-angular para incluir o corpo inteiro ou todo o ambiente. Mas tenha cuidado com a distorção ao usar uma grande-angular. Uma teleobjetiva curta é ideal para fotos de busto, nas quais, além do rosto, outros elementos – como os ornamentos em ouro da foto acima – destacam a ocasião em que foi feita a foto.
Ângulos da pose
Olhe pelo visor e faça com que seu tema assuma diferentes poses – perfil, três quartos, rosto inteiro, a cabeça inclinada para cima ou para baixo. As poses retratam a individualidade do rosto da pessoa.
ILUMINAÇÃO
A iluminação é o elemento mais importante nos retratos. A luz suave e difusa é geralmente a melhor e mais favorável, mas pode acontecer que, algumas vezes, uma luz lateral mais marcante seja mais apropriada para o seu tema. Pesquise diversos tipos de iluminação para que fique familiarizado com elas. Quando surgir uma situação especial, você será capaz de iluminá-la corretamente.
Luz de janela
As janelas costumam proporcionar uma luz suave, difusa e natural. Posicione a pessoa junto à janela de modo que três quartos do rosto fiquem iluminados pela janela. Se houver luz direta do sol entrando pela janela, torne-a difusa com uma cortina fina, um lençol branco ou papel vegetal.
Flashes de estúdio e lâmpadas photoflood
A iluminação-pradão para retratos é ter a fonte principal de luz (seja flash, seja photoflood) ligeiramente mais alta que o tema e em ângulo de 45º do mesmo, com um refletor do lado oposto para proporcionar uma luz de preenchimento. Torne a luz difusa rebatendo-a numa “sombrinha” ou colocando algum tipo de material difusor na frente dela (papel vegetal ou folha branca servem). Deixe o material difusor a alguma distância para evitar que ele se queime.
Uma dica: preste atenção no fundo. Não é bom que ele concorra com o tema ou seja dispersivo. Atente aos elementos indesejáveis – como uma lâmpada, que pode parecer estar na cabeça do seu tema.
Utilizando mais uma luz
Uma segunda luz pode ser usada para iluminar por trás o cabelo da pessoa ou jogar uma luz no fundo. Para a iluminação traseira do cabelo, você deve posicionar a segunda luz no alto e na direção de um dos lados atrás do tema, e utilizar um “funil” – acessório que estreita o feixe de luz. Pode também posicionar a luz embaixo e diretamente atrás do tema para que fique escondida da câmera.
Para iluminar o fundo, aponte a segunda luz para ela, lembrando-se de balancear a intensidade com a luz que está incidindo sobre seu tema. Se você estiver usando uma lâmpada photoflood, cheque a iluminação apontando um flash para o tema da posição em que a lâmpada está.
Flashes móveis
Para obter uma luz suave, além de usar os flashes em posições fixas e suavizados por refletores ou materiais difusos, você também pode rebater um flash no teto ou numa parede próxima. Sobretudo em salas brancas ou de cores claras, o flash rebaterá por todo o ambiente, proporcionando uma distribuição uniforme.
Luz externa
Assim como nos retratos em ambientes internos, a iluminação é o elemento mais importante ao se fotografar em espaço aberto. Procure por algo que seja apropriado como fundo para a foto, prestando atenção na maneira como a luz bate em diferentes períodos do dia. A luz quente do começo da manhã e do final da tarde é a melhor. Dias nublados, com sua luz difusa e suave, são bons para retratos em exteriores.
Se você tiver de fotografar no meio de um dia ensolarado, encontre um local à sombra para posicionar seu tema, e cuidado com os fundos muito claros. Mesmo a pouca luz do fim da tarde é suficiente para iluminar o rosto da jovem sentada atrás das janelas. Fonte: adaptado do curso de fotografia National Geografic (Editora Abril).
GLOSSÁRIO
TELEOBJETIVA: tipo de lente que oferece uma longa distância focal efetiva. O termo atualmente é usado para qualquer tipo de lente com longa distância focal.
GRANDE-ANGULAR: lentes com distância focal mais curta do que o normal com relação ao formato. Isso varia dependendo do formato da câmera, mas em 35 mm, qualquer lente menor do que 40 mm é considerada grande-angular.
fotosquefalam - Paulo Franklin

Continuação do Mini Curso de fotografia


Espero que você esteja aproveitando esse curso, pois, tem umas dicas muito boas. Arrange um tempinho e dê uma lida em alguns tópicos, com certeza vai valer a pena. abraços e bom final de semana! Retirado do site da Canção Nova.
RETRATOS AMBIENTADOS
Nos retratos ambientados, o fotógrafo coloca o tema em seu ambiente de trabalho usual, retratando não apenas a pessoa, mas algo que ela faz na vida. Retratos ambientados geralmente não são fotos de rosto ou de busto, mas fotos nas quais a pessoa é apenas um elemento da composição.
Uma das atrizes finlandesas mais populares – Ela Eronen posa para Jodi Cobb, usando o mesmo vestido que usou na peça Madame, e que pode ser visto também no quadro pendurado na parede. Capte os interesses. Pesquise antes. Visite o personagem ou leia sobre ele. Pergunte se você pode ficar um tempo observando o que ele faz. Descubra se há alguma coisa que o seu tema se orgulhe em particular.
O momento certo
Peça ao tema que você ira fotografar para continuar com as atividades normais e não prestar atenção na sua presença. Tire várias fotos, de distância e posições diferentes. Espere o melhor momento. É preciso esperar pelo momento exato em que o seu personagem relaxa, esquecendo que está sendo fotografado. Os retratos ambientados devem expressar as profissões e os interesses dos personagens.
FOTOS DE GRUPOS
Você pode querer fazer um retrato da família ou de muitas pessoas durante um passeio. Nos dois casos, lembre-se de que, para que você possa ver o rosto de todos, a luz e o ângulo são muito importantes.
A luz quente de fim de tarde ilumina o rosto das três jovens, evidenciando seus traços, e produzindo algumas sombras.
A composição de um grupo
Para um pequeno grupo num ambiente fechado, utilize as mesmas configurações que usaria para um retrato individual. Se for um grupo grande, arranje-o numa escadaria, numa arquibancada, ou simplesmente faça com que as pessoas da frente se agachem. Certifique de que a luz esteja incidindo igualmente sobre todos e de que as pessoas posicionadas à frente não provocam sombras nas que estão atrás.
Tome cuidado com o ângulo do sol e com a maneira como as sombras estão batendo. Dias nublados, com sua luz difusa, são bons para fotos em grupos. Uma dica: brinque com os personagens enquanto você está fotografando. Faça-os rir. Use a sua imaginação para compor a cena.
Grandes grupos
Para incluir todas as pessoas de um grupo numeroso, você talvez precise elevar a posição da câmera e fotografar de cima. Suba nos degraus, numa árvore ou fique em pé sobre uma cadeira perto da mesa de refeição. Cuidado com as piscadas de olhos. É bom ter um centro de interesse, mesmo em fotos de grupos numerosos.
INSTANTÂNEOS
Os instantâneos podem ser de pessoas conhecidas ou de estranhos, em situações íntimas ou em ruas cheias de gente. Às vezes, o tema percebe sua presença mas está distraído, ou por vezes nem sequer está prestando atenção em você. Espere até que algo notável passe na frente do tema. O mais importante é estar preparado.
O que você quer registrar?
Defina que tipo de foto você quer. Se estiver fotografando num mercado, por exemplo, talvez queira captar imagens abrangentes que mostrem como ele é grande, assim como retratos de vendedores durante o trabalho. Procure por atividades que traduzam “mercado”: peixe exposto, pessoas discutindo o preço, caminhões sendo descarregados. Se as pessoas notarem você, sorria e seja simpático. Diga o que você está fazendo. Se estiver se concentrando numa determinada pessoa ou grupo, peça permissão.
A escolha da lente
Se estiver usando uma lente grande-angular, deixe o diafragma (f-stop) prefixado para dar uma grande profundidade de campo. Com teleobjetiva, tente focar num ponto em que seu tema possa estar e dê o máximo de profundidade de campo possível, lembrando-se que precisará de uma velocidade de obturação bem alta se sua lente for uma 135 mm ou mais longa, e que seu tema estará em movimento.
Fonte: adaptado do curso de Fotografia National Geografic (Editora Abril) fotosquefalam - Paulo Franklin