Fotografia é minha vida!

"Fotografar é uma maneira de ver o passado. Fotografar é uma forma de expressão, o "congelamento" de uma situação e seu espaço físico inserido na subjetividade de um realismo virtual. Fotografar é um modo de comunicar e informar. Seguindo o raciocínio, a linguagem visual fotográfica além de ser mais forte não é determinada por uma língua padrão, não precisando assim de uma tradução, uma vez que o diferem são as interpretações." (desconheço o autor)"

domingo, 30 de janeiro de 2011

Mini curso de fotografia - Continuação


Como havia prometido para você continuarei postando os cursos de fotografia que estão disponíveis no site da Canção Nova. Nesta unidade você irá aprender como usar o modo manual e automático da sua máquina.
2- MODO MANUAL E MODO SEMI-AUTOMÁTICO
A maioria dos modelos atuais de câmeras oferece pelo menos dois modos de operação para exposição correta: o modo manual e o modo semi-automático. No primeiro caso regula-se o tempo de exposição e a abertura do diafragma, enquanto no segundo regula-se somente um dos parâmetros, sendo que a câmera irá regular o outro, de acordo com o que você selecionou. Na aula de hoje veremos a diferença dos dois modos.
Modo Manual - O modo manual, em muitas máquinas fotográficas, é identificado pela letra M. Neste modo o fotômetro dá a melhor regulagem para exposição e cabe a você aceitá-la ou não. Você deve regular o diafragma e a velocidade, usando dois controles separados até obter uma indicação da exposição correta. O sistema que mede a luz, incorporado na máquina fotográfica, irá indicar se os valores selecionados estão mais ou menos indicados, e irá sugerir alterações, caso necessário. Em muitas máquinas fotográficas o modo manual é identificado pela letra "M".
Modo semi-automático - A maioria das câmeras oferece pelo menos um modo de operação no qual você só precisa definir uma das variáveis – em geral a abertura. A câmera escolhe então a velocidade para uma exposição correta. É o modo “automático com prioridade para abertura”.Há modelos em que você determina a velocidade e câmera ajusta a abertura. É mais rápido que o modo manual e chamado de “automático com prioridade para velocidade”. O automático com prioridade para abertura muitas vezes é indicado com a sigla AV, enquanto que o automático com prioridade para velocidade é indicado com a sigla TV. Alguns fabricantes utilizam outras siglas diferentes de AV e TV. Consulte o manual da sua câmera. Modo programado - As câmeras de ultima geração oferecem também um modo totalmente automático, geralmente designado por “P”, símbolo de exposição “programada”. Neste modo o computador da câmera determina tanto a abertura quanto a velocidade. O resultado, contudo, pode não lhe agradar.
Programas específicos para assuntos - Grande parte das câmeras digitais possui programas específicos para tipos de assuntos: paisagem, esporte, retratos, crianças, etc. Esses programas escolhem os ajustes que um fotógrafo experiente faria para mostrar o movimento e nitidez em tais cenas.
O símbolo "P" que você vê no display indica que o fotógrafo utilizou um dos programas específicos presentes na máquina fotográfica.
3 - Movimento e velocidade do disparo
A velocidade é determinante no resultado da foto. A velocidade do obturador determina de que modo o movimento será interpretado no filme. Há duas opções: congelar o assunto ou deixá-lo sem nitidez, para dar a impressão de movimento. Veja este exemplo: Para fotografar um ciclista você pode decidir bater a 1/500 e obterá uma imagem estática do ciclista ou a 1/30 e transmitirá a imagem de um ciclista num movimento fluido.
Técnica do “panning” - No caso de um assunto em movimento cruzando o seu caminho, como um ciclista, por exemplo, experimente a técnica do “panning” ou varredura. Acompanhe o assunto movimentando suavemente a câmera e disparando ao mesmo tempo. O assunto vai parecer razoavelmente nítido, mas o fundo ficará tremido.
O fotógrafo utilizou um tempo de exposição pequeno, mas seguiu o movimento do carro na pista, obtendo uma imagem que dá a idéia de velocidade. Assuntos para o próximo módulo: A profundidade de campo e Como evitar fotos pouco nítidas: as vibrações e o equipamento.
fotosquefalam - Paulo Franklin.

Mini curso de fotografia - Continuação


Mais uma semana do curso de fotografia para você. Aproveite! Retirado do site da Canção Nova.

3 - PROFUNDIDADE DE CAMPO
Definida de forma simples, a profundidade de campo é a “zona numa fotografia em que o foco está aceitavelmente nítido”. A capacidade de controlar a profundidade de campo é um dos traços que distinguem um fotógrafo profissional de um amador.
Distância focal
Pode-se variar a profundidade de campo, independente da posição em que você está fotografando, usando diferentes distâncias focais.> Lentes longas: 300 mm ou mais – fazem fotos com pequena profundidade de campo.> Lentes curtas: 28 mm ou 35 mm – produzem profundidade de campo mais extensa.
Na primeira foto foi utilizada uma grande-angular de 28 mm. A imagem saiu totalmente focada. Na segunda imagem a profundidade de campo foi reduzida com o uso de uma teleobjetiva de 400 mm.
Distância do Assunto
Quanto mais perto do assunto fotografado, menor a profundidade de campo. Em fotografia macro, a zona de foco é medida em milímetros.
Em qualquer foto, apenas o plano em foco está realmente nítido, mas a zona de nitidez aceitável é mais extensa. Com uma abertura grande (à esquerda) a profundidade de campo é limitada. Com uma abertura menor, uma zona na frente e atrás do assunto aparece razoavelmente nítida.
Plano de foco
A profundidade de campo em geral começa por volta de um terço da distância à frente do ponto que você irá focar e se estendendo dois terços atrás dele (exceto em fotografias macro).
Profundidade de campo e diafragma
Há fotos em que tudo aparece nítido, noutras o fotógrafo obteve outro efeito: apenas o assunto principal está em foco e o restante aparece fora de foco (um colorido suave). Uma das formas de obter esses diferentes efeitos consiste em variar a “profundidade de campo”. Veja este exemplo: Imagine uma distância fixa de 5 metros. Aqui a profundidade de campo é alternada mudando-se a abertura. Com f/2, por exemplo, apenas o assunto principal aparecerá totalmente nítido. Se fecharmos o diafragma para f/22, tanto o primeiro plano como o fundo entrarão em foco.
Quando a prioridade é a velocidade do obturador (fotografia de ação), então o modo semi-automático com prioridade para velocidade é o mais adequado. Em situações como as de paisagens ou retratos a melhor opção é o modo de prioridade para a abertura.
COMO EVITAR FOTOS POUCO NÍTIDAS: AS VIBRAÇÕES
Além de erros de foco, a falta de nitidez das fotos se dá quando a câmera treme ou o assunto se move. Se estiver com a câmera na mão, use uma velocidade alta para compensar o balanço do corpo. Um assunto em movimento sairá tremido, a menos que você use uma velocidade alta. Para evitar que a câmera trema use um tripé ou qualquer outro apoio.
Veja como segurar a câmera na posição horizontal e vertical COMO EVITAR FOTOS POUCO NÍTIDAS: O EQUIPAMENTO
A utilização de um tripé é essencial para evitar fotos tremidas. Para usar velocidades mais altas, aumentando a chance de fotos nítidas, prefira um filme rápido, como ISO 400 em vez de ISO 100. Quanto maior for a lente, mais alta deverá ser a velocidade do obturador para que as fotos saiam nítidas. A regra simples é bater a foto a uma velocidade “pelo menos um ponto acima do valor da distância focal”. Por exemplo, com uma lente de 28 mm, bata a foto a 1/30; com uma lente de 50 mm, bata a 1/60; com uma teleobjetiva de 200 mm, use 1/250 ou mais. Com luz fraca, será difícil fazer fotos com velocidades altas; nesse caso, use um apoio para a câmera, o que evitará o tremido. Fonte: adaptado do curso de fotografia National Geografic (Editora Abril)
GLOSSÁRIO
FOCAR: refere-se à ação de regulagem das distâncias entre as diversas partes de um sistema óptico, a fim de obter a máxima nitidez da imagem.
MACRO: termo usado para denotar foco muito próximo e a capacidade de uma lente de fazer foco com objetos muito próximo. A Nikon usa o termo “micro”.
ABERTURA: a abertura no interior de uma lente que permite a passagem da luz; seu tamanho é regulado (exceto em lentes-espelho e outras) pelo diafragma e é expresso em pontos de f/stop.
DISTÂNCIA FOCAL: unidade de medida relativa à distância existente entre o centro óptico de uma lente e o plano de foco. A distância focal determina a relação de grandeza de um motivo e a área de cobertura de uma lente.
TELEOBJETIVA: tipo de lente que oferece uma longa distância focal efetiva. O termo atualmente é usado para qualquer tipo de lente com longa distância focal. No formato 35 mm, em geral são chamadas teleobjetivas e as lentes com distância focal maior do que 65 mm.
fotosqeufalam - Paulo Franklin.

Mini curso de fotografia - Retratos


Neste capítulo você vai saber um pouco sobre a utilização das lentes e iluminação. Retirado do site da Canção Nova.
RETRATOS
Tiramos mais fotos de pessoas do que de qualquer outra coisa. Queremos obter uma imagem que capte a essência de quem está sendo fotografado. Há dois tipos de fotografia de pessoas: retrato em pose e instantâneos. No retrato há uma cooperação entre o fotógrafo e a pessoa fotografada. No instantâneo você age mais como um fotógrafo jornalístico ou documental, indo atrás de momentos que ocorrem sem a sua intervenção.
Para ambos é preciso gastar tempo pensando sobre seu tema e a situação, para que você tenha idéias sobre o que quer captar.
Ao fazer retratos formais pense: como são essas pessoas? Quais atributos de sua personalidade você quer registrar? São intelectuais, despreocupadas, exóticas, melancólicas? Pense então no que você pode utilizar para transmitir tais qualidades (trajes, poses, ambiente…). A expressão de um rosto é geralmente o mais imediato e claro indício da personalidade, mas todos os elementos da foto contribuem para o sentimento.
Observe primeiro Encontre o local onde você quer que o sujeito pose e determine a posição de sua câmera. Faça com que a pessoa fique relaxada e à vontade. Geralmente as pessoas ficam tensas no momento em que você está para apertar o disparador, mas depois relaxam. Faça outra foto imediatamente, captando a pose mais relaxada. Há dois modos de sorrir: a primeira moça parece rígida e tímida; a jovem indiana, sem inibições e cúmplice do fotógrafo, aparece totalmente instantânea.
Lentes para retratos
Teleobjetivas curtas – 85,105 ou 135 mm – são melhores para retratos em close-up de rostos ou de fotos de bustos. Elas são mais agradáveis que as lentes curtas e permitem que você se afaste um pouco sem poluir o tema. Lentes longas possuem pouca profundidade de campo: muito cuidado com o foco. Foque o olho da pessoa, o que estiver mais próximo da câmera, e use o botão indicador de profundidade de campo para ver o quanto do rosto está em foco. Se for pouco, você pode utilizar uma velocidade de obturação mais baixa, valor menor de diafragma (f-stop) ou um filme mais “rápido” ou sensível.
Para retratos de tamanho natural ou ambientados, você pode usar uma lente normal ou grande-angular para incluir o corpo inteiro ou todo o ambiente. Mas tenha cuidado com a distorção ao usar uma grande-angular. Uma teleobjetiva curta é ideal para fotos de busto, nas quais, além do rosto, outros elementos – como os ornamentos em ouro da foto acima – destacam a ocasião em que foi feita a foto.
Ângulos da pose
Olhe pelo visor e faça com que seu tema assuma diferentes poses – perfil, três quartos, rosto inteiro, a cabeça inclinada para cima ou para baixo. As poses retratam a individualidade do rosto da pessoa.
ILUMINAÇÃO
A iluminação é o elemento mais importante nos retratos. A luz suave e difusa é geralmente a melhor e mais favorável, mas pode acontecer que, algumas vezes, uma luz lateral mais marcante seja mais apropriada para o seu tema. Pesquise diversos tipos de iluminação para que fique familiarizado com elas. Quando surgir uma situação especial, você será capaz de iluminá-la corretamente.
Luz de janela
As janelas costumam proporcionar uma luz suave, difusa e natural. Posicione a pessoa junto à janela de modo que três quartos do rosto fiquem iluminados pela janela. Se houver luz direta do sol entrando pela janela, torne-a difusa com uma cortina fina, um lençol branco ou papel vegetal.
Flashes de estúdio e lâmpadas photoflood
A iluminação-pradão para retratos é ter a fonte principal de luz (seja flash, seja photoflood) ligeiramente mais alta que o tema e em ângulo de 45º do mesmo, com um refletor do lado oposto para proporcionar uma luz de preenchimento. Torne a luz difusa rebatendo-a numa “sombrinha” ou colocando algum tipo de material difusor na frente dela (papel vegetal ou folha branca servem). Deixe o material difusor a alguma distância para evitar que ele se queime.
Uma dica: preste atenção no fundo. Não é bom que ele concorra com o tema ou seja dispersivo. Atente aos elementos indesejáveis – como uma lâmpada, que pode parecer estar na cabeça do seu tema.
Utilizando mais uma luz
Uma segunda luz pode ser usada para iluminar por trás o cabelo da pessoa ou jogar uma luz no fundo. Para a iluminação traseira do cabelo, você deve posicionar a segunda luz no alto e na direção de um dos lados atrás do tema, e utilizar um “funil” – acessório que estreita o feixe de luz. Pode também posicionar a luz embaixo e diretamente atrás do tema para que fique escondida da câmera.
Para iluminar o fundo, aponte a segunda luz para ela, lembrando-se de balancear a intensidade com a luz que está incidindo sobre seu tema. Se você estiver usando uma lâmpada photoflood, cheque a iluminação apontando um flash para o tema da posição em que a lâmpada está.
Flashes móveis
Para obter uma luz suave, além de usar os flashes em posições fixas e suavizados por refletores ou materiais difusos, você também pode rebater um flash no teto ou numa parede próxima. Sobretudo em salas brancas ou de cores claras, o flash rebaterá por todo o ambiente, proporcionando uma distribuição uniforme.
Luz externa
Assim como nos retratos em ambientes internos, a iluminação é o elemento mais importante ao se fotografar em espaço aberto. Procure por algo que seja apropriado como fundo para a foto, prestando atenção na maneira como a luz bate em diferentes períodos do dia. A luz quente do começo da manhã e do final da tarde é a melhor. Dias nublados, com sua luz difusa e suave, são bons para retratos em exteriores.
Se você tiver de fotografar no meio de um dia ensolarado, encontre um local à sombra para posicionar seu tema, e cuidado com os fundos muito claros. Mesmo a pouca luz do fim da tarde é suficiente para iluminar o rosto da jovem sentada atrás das janelas. Fonte: adaptado do curso de fotografia National Geografic (Editora Abril).
GLOSSÁRIO
TELEOBJETIVA: tipo de lente que oferece uma longa distância focal efetiva. O termo atualmente é usado para qualquer tipo de lente com longa distância focal.
GRANDE-ANGULAR: lentes com distância focal mais curta do que o normal com relação ao formato. Isso varia dependendo do formato da câmera, mas em 35 mm, qualquer lente menor do que 40 mm é considerada grande-angular.
fotosquefalam - Paulo Franklin

Continuação do Mini Curso de fotografia


Espero que você esteja aproveitando esse curso, pois, tem umas dicas muito boas. Arrange um tempinho e dê uma lida em alguns tópicos, com certeza vai valer a pena. abraços e bom final de semana! Retirado do site da Canção Nova.
RETRATOS AMBIENTADOS
Nos retratos ambientados, o fotógrafo coloca o tema em seu ambiente de trabalho usual, retratando não apenas a pessoa, mas algo que ela faz na vida. Retratos ambientados geralmente não são fotos de rosto ou de busto, mas fotos nas quais a pessoa é apenas um elemento da composição.
Uma das atrizes finlandesas mais populares – Ela Eronen posa para Jodi Cobb, usando o mesmo vestido que usou na peça Madame, e que pode ser visto também no quadro pendurado na parede. Capte os interesses. Pesquise antes. Visite o personagem ou leia sobre ele. Pergunte se você pode ficar um tempo observando o que ele faz. Descubra se há alguma coisa que o seu tema se orgulhe em particular.
O momento certo
Peça ao tema que você ira fotografar para continuar com as atividades normais e não prestar atenção na sua presença. Tire várias fotos, de distância e posições diferentes. Espere o melhor momento. É preciso esperar pelo momento exato em que o seu personagem relaxa, esquecendo que está sendo fotografado. Os retratos ambientados devem expressar as profissões e os interesses dos personagens.
FOTOS DE GRUPOS
Você pode querer fazer um retrato da família ou de muitas pessoas durante um passeio. Nos dois casos, lembre-se de que, para que você possa ver o rosto de todos, a luz e o ângulo são muito importantes.
A luz quente de fim de tarde ilumina o rosto das três jovens, evidenciando seus traços, e produzindo algumas sombras.
A composição de um grupo
Para um pequeno grupo num ambiente fechado, utilize as mesmas configurações que usaria para um retrato individual. Se for um grupo grande, arranje-o numa escadaria, numa arquibancada, ou simplesmente faça com que as pessoas da frente se agachem. Certifique de que a luz esteja incidindo igualmente sobre todos e de que as pessoas posicionadas à frente não provocam sombras nas que estão atrás.
Tome cuidado com o ângulo do sol e com a maneira como as sombras estão batendo. Dias nublados, com sua luz difusa, são bons para fotos em grupos. Uma dica: brinque com os personagens enquanto você está fotografando. Faça-os rir. Use a sua imaginação para compor a cena.
Grandes grupos
Para incluir todas as pessoas de um grupo numeroso, você talvez precise elevar a posição da câmera e fotografar de cima. Suba nos degraus, numa árvore ou fique em pé sobre uma cadeira perto da mesa de refeição. Cuidado com as piscadas de olhos. É bom ter um centro de interesse, mesmo em fotos de grupos numerosos.
INSTANTÂNEOS
Os instantâneos podem ser de pessoas conhecidas ou de estranhos, em situações íntimas ou em ruas cheias de gente. Às vezes, o tema percebe sua presença mas está distraído, ou por vezes nem sequer está prestando atenção em você. Espere até que algo notável passe na frente do tema. O mais importante é estar preparado.
O que você quer registrar?
Defina que tipo de foto você quer. Se estiver fotografando num mercado, por exemplo, talvez queira captar imagens abrangentes que mostrem como ele é grande, assim como retratos de vendedores durante o trabalho. Procure por atividades que traduzam “mercado”: peixe exposto, pessoas discutindo o preço, caminhões sendo descarregados. Se as pessoas notarem você, sorria e seja simpático. Diga o que você está fazendo. Se estiver se concentrando numa determinada pessoa ou grupo, peça permissão.
A escolha da lente
Se estiver usando uma lente grande-angular, deixe o diafragma (f-stop) prefixado para dar uma grande profundidade de campo. Com teleobjetiva, tente focar num ponto em que seu tema possa estar e dê o máximo de profundidade de campo possível, lembrando-se que precisará de uma velocidade de obturação bem alta se sua lente for uma 135 mm ou mais longa, e que seu tema estará em movimento.
Fonte: adaptado do curso de Fotografia National Geografic (Editora Abril) fotosquefalam - Paulo Franklin

Fotografando a família

Mini curso de fotografia - Fotografando a família

Há algumas semanas venho colocando para você uma sequência de dicas de fotografia. Bem, essas aulas vão se prolongar para mais algumas semanas, mas antes de continuar o capítulo de hoje, quero deixar você a par do que anda acontecendo na minha vida.
Como eu disse anteriormente me mudei para o Rio de Janeiro para trabalhar exclusivamente com fotografia. Já estou aqui há 3 meses e já fotografei alguns casamentos e festas infantis. Não divulguei as fotos no blog porque não tive autorização. Continuando, estou participando de uma equipe de fotógrafos e brevemente divulgarei o nosso site onde todos poderão ver as minhas fotos.
Estou amando tirar fotos de casamento e me sinto realizada com isso. Por enquanto só estou trabalhando aos finais de semana, mas não vejo a hora de trabalhar na semana também, pois, ficar em casa o dia inteiro... chega um momento que você não aguenta mais de inquietação.
Vou colocando você por dentro das transformações que estão ocorrendo na minha vida.
Hoje continuaremos com o mini curso de fotografia. Tirado do site da Canção Nova.
FOTOGRAFANDO A FAMÍLIA
Aniversários
Soprando as velas: encontre uma boa posição. Se estiver em ambiente fechado, utilize a luz disponível, o flash de preenchimento ou um flash rebatido no teto.
Para captar a chama das velas, use velocidade baixa de obturação (1/30 ou menor). Tire fotos antes, quando as bochechas estão estufadas com ar e as velas acesas. Se for aniversário da vovó e tiver um monte de velas, elas podem proporcionar luz suficiente para uma boa foto dela e do bolo sem precisar usar o flash. Experimente fazer uma foto ligeiramente aberta que inclua outras crianças reunidas em volta do bolo. Suas expressões de ansiosa expectativa realmente traduzem “Feliz Aniversário”.
Abrindo os presentes: antecipe os momentos quando o papel é rasgado e o novo brinquedo aparece. A expressão da criança diz tudo. Depois da festa, faça algumas fotos da criança com todos os seus presentes amontoados ao redor dela.
Formatura
Assim como nos aniversários, você vai procurar pelas fotos-padrão – nesse caso, o formando recebendo seu diploma, a turma jogando seus chapéus para o alto etc. Essas fotos captam a essência da ocasião. Mas procure também por outros momentos – a expressão de orgulho no rosto dos pais.
Registre a alegria da formatura posicionando-se à frente dos novos formandos. Uma velocidade alta capta suas expressões e os chapéus no ar. Casamentos
Em ocasiões como casamentos, você irá fazer tanto instantâneos quanto retratos, e a maioria dos momentos acontecerá em ambiente fechado. O interior das Igrejas é geralmente um tanto escuro. Use uma câmera com alta velocidade. Comece pelos bastidores que antecedem o casamento: a noiva sendo penteada, as damas de honra se arrumando, o noivo andando nervosamente, a noiva olhando por uma janela. Nas cenas internas, use um alto ISO e uma combinação de luz disponível e flash de preenchimento ao clicar a noiva.
Peça permissão antes de fotografar dentro da Igreja. Faça uma foto da noiva entrando e então dirija-se por trás até um dos lados do altar para acompanhar a cerimônia.
A melhor hora para os retratos formais é geralmente logo após a cerimônia, seja na Igreja, seja quando as pessoas começam a chegar à recepção. A noiva com o noivo, cada um com os respectivos pais, a noiva com suas damas de honra, o noivo com seus padrinhos e acompanhantes e assim por diante. Ao fotografar em espaços abertos, tome cuidado com a luz. Se for no fim do dia, o sol baixo pode ser favorável, mas, se for no começo da tarde, será preciso posicionar seus personagens na sombra.
Utilize um flash de preenchimento se o fundo for claro. Na recepção, faça instantâneos enquanto os noivos cortam o bolo. Fique de olho nos momentos especiais: a noiva dançando com o pai, as lágrimas no rosto da mãe. Faça fotos com todos os personagens principais, incluindo o portador das alianças e a menina das flores. Como última foto do ensaio, não se esqueça do carro dos recém-casados indo embora.
Dias festivos
A maioria das fotos de festas será feita em ambientes internos, portanto você deverá utilizar a luz disponível, flash ou alguma combinação desses. No Natal, ascenda todas as luzes do ambiente e, é claro, as lâmpadas da árvore. Monte a câmera sobre um tripé ou outro suporte de câmera e use uma velocidade baixa (cerca de 1/8 em f/2.8) para que as luzes da árvore brilhem. Rebata o flash no teto para iluminar o resto da cena. Não perca a ocasião para tirar ótimas fotos.
Faça cópias das melhores fotos, arranje-as como num ensaio e envie a seus parentes. Tenha certeza de que eles as conservarão por muitos e muitos anos.

Mini curso de fotografia - Composição da Imagem


Vamos continuar o nosso curso de fotografia? Mais um capítulo que irá ajudar a você fazer fotos cada vez mais lindas.
Retirado do site da Canção Nova.
COMPOSIÇÃO DA IMAGEM
As câmeras de hoje permitem que todos possam tirar fotos nítidas, com a exposição correta. Mas poucas dessas fotos tecnicamente aceitáveis satisfazem as exigências de criatividade de alguém que leva a fotografia a sério. A excelência na fotografia, tal como a beleza, talvez dependa de quem a vê, mas a maioria concorda com certos critérios. Um fundo confuso e cheio de coisas, objetos sem importância no centro do quadro ou predomínio de um espaço vazio não são ingredientes para uma foto interessante.
A composição é um fator essencial para fotos bem-sucedidas. Uma fotografia pobre em composição vai diminuir a apreciação pelo trabalho. As câmeras de hoje quase batem a foto por você, mas ainda não chegou o dia em que elas possam ser programadas para procurar e ordenar os elementos visuais e obter uma imagem equilibrada. No módulo desta semana iremos sugerir regras que serão muito úteis para criar boas composições.
A composição realizada pelo fotógrafo Sam Abell é perfeita em todos os seus aspectos: observe a harmonia nas proporções entre céu e terra, e entre o primeiro plano e o plano de fundo. A REGRA DOS TRÊS TERÇOS
A regra dos três terços é a forma tradicional e tem sido usada pelos pintores ao longo dos séculos. O centro de qualquer imagem não é um ponto satisfatório de repouso para o olhar. Uma composição que procura focar no centro é estática, não dinâmica.
Para seguir a regra dos três terços, imagine o visor de sua câmera dividido com uma retícula de linhas verticais e horizontais, como um jogo-da-velha. Quando você vê a cena, coloque o assunto num dos pontos de intercessão. Essa técnica funciona bem com enquadramento horizontal ou vertical e a imagem resultante é mais eficaz do que uma composição com o assunto principal no centro do quadro.
Céus cinematográficos
Dê mais efeito dramático a um céu grandioso colocando o horizonte na parte inferior do quadro, alinhado com a linha inferior da grande imaginária. Se o céu for monótono, porém importante para a mensagem da foto, coloque-o na linha superior.
A linha abaixo do horizonte, que coincide com o aqueduto na contraluz, deixa um amplo espaço para as nuvens (foto acima). A linha alta do horizonte reduz o espaço do céu e destaca os campos de grão iluminados pelo sol (foto abaixo). Fotos: Judith Lange.
Assuntos em primeiro plano e em movimento
Num retrato em close, por exemplo, coloque o elemento mais importante – talvez o olho mais próximo – num dos pontos de interseção superiores das linhas, para evitar muito espaço vazio acima do assunto. No caso de temas em movimento, deixe espaço diante do assunto animado em repouso – um animal ou uma pessoa -, deixe um espaço para ele “olhar”, caso ele não esteja mirando a câmera.
A riqueza das roupas desta gueixa foi realçada pelo enquadramento que localizou seu rosto – mesmo que esteja escondido pelo véu – na parte superior da imagem, evitando deixar espaços vazios acima dele. Foto: Jodi Cobb.
Da esquerda para a direita
Nas culturas ocidentais, estamos habituados a ler da esquerda para a direita e tendemos a “ler” uma imagem também dessa forma. Por isso, é adequado deixar o assunto principal na parte esquerda do quadro.
A utilização da regra dos três terços, com o assunto à esquerda no enquadramento, resulta numa imagem equilibrada e agradável. Foto: Judith Lange.
Composição descentrada
Em qualquer composição descentrada e com um ponto de interesse pequeno, sempre haverá um pouco de espaço vazio no quadro. Nesse caso, componha a imagem de forma que haja um assunto secundário, talvez mais distante, que crie uma imagem mais satisfatória. Deixe o espaço vazio ocupar a imagem somente se você quiser enfatizar a idéia de isolamento.
As três figuras que aparecem descentradas e isoladas na parte baixa do enquadramento ajudam a perceber a dimensão do “Muro das lamentações”, tema principal da fotografia.
OUTRAS TÉCNICAS DE COMPOSIÇÃO
Além do que já vimos, há outros conselhos que podem ajudar você a criar imagens bem equilibradas e interessantes.
Defina bem o ponto de interesse
Evite que o olho do observador se perca vagando pela imagem, procurando um ponto de repouso ou algo para observar. Inclua sempre na composição um assunto que ofereça um ponto de interesse.
O ponto de interesse de uma paisagem não precisa de efeitos especiais: é suficiente uma linha diagonal luminosa que atravessa os campos verdejantes. Foto: Judith Lange.
Uma dica: “Se suas fotos não saem boas, é porque você não chega perto o suficiente.” Essas são palavras de Robert Capa, fotojornalista da Segunda Guerra Mundial.
Apresente uma mensagem clara
Leve em conta componentes artísticos quando estiver planejando sua foto dentro de uma paisagem vasta. Procure o ritmo de elementos repetitivos, ou uma diagonal dinâmica, contrastes de cor, textura ou forma. Ou algo que dê unidade ao conjunto. Trata-se de técnicas sofisticadas que você pode aprender analisando o trabalho de grandes artistas e fotógrafos.
Cores contrastantes e saturadas criam imagens muito sugestivas. Foto: Judith Lange.
Crie profundidade
Use uma lente grande-angular e ponha no quadro assuntos em primeiro plano, no intermediário e no fundo, para dar a sensação tridimensional à imagem, que naturalmente é bidimensional. Elementos como edifícios ou montanhas podem ajudar.
A vegetação em primeiro plano não cria um obstáculo para o observador e se caracteriza por uma moldura baixa que conduz o olhar para a Igreja e para o céu nublado. Foto: Judith Lange.
Tenha ousadia na composição
Os fotógrafos experientes muitas vezes quebram as regras para enfatizar uma mensagem ou criar uma atmosfera. Criatividade e inteligência são mais importantes do que a rigidez na utilização das regras: dica dos fotógrafos da National Geografic.
As regras de composição não são rígidas, como demonstrou aqui a fotógrafa ao cortar a cabeça do assunto principal. Mesmo assim a foto é bem realizada, pois obedece a regra dos três terços, tem uma composição bem equilibrada em um forte centro de interesse. Foto: karen Kasmauski.

Continuação do Mini Curso de fotografia


Desejo a todos vocês blogueiros e meus seguidores um natal cheio de alegria, paz e muita felicidade. Hoje o curso abordará o tema aproveitando as más condições climáticas. Bons estudos! Adaptado do site da Canção Nova.
APROVEITANDO AS MÁS CONDIÇÕES CLIMÁTICAS
Os fotógrafos adoram as condições climáticas marcantes – chuva, neve, neblina, céu tempestuoso. Experimente fotografar alguma coisa perto de sua casa nas mais variadas condições de tempo e compare o estado de espírito que cada uma das imagens transmite. As condições climáticas marcantes podem criar efeitos especiais, como esse arco-íris nas cachoeiras Vitória, no Zimbábue, capturado pelo fotógrafo James Stanfield.
CHUVA
Ao fotografar na chuva procure um local protegido. Use um guarda-chuva ou embrulhe sua câmera com um saco plástico transparente. Para congelar gotas de chuva em pleno ar, use uma velocidade de 1/125 ou maior. A 1/60 a chuva aparecerá como riscos, que se tornam mais compridos quanto menor a velocidade. Gotas de chuva sobressaem mais contra um fundo escuro, mas se isso não for possível, tente incluir outro elemento que deixe claro que está chovendo – pessoas com guarda-chuva aberto ou gotas atingindo uma poça d’água.
Uma velocidade alta “congelou” as gotas da chuva. A velocidade de 1/60 fez com que as gotas ficassem desfocadas contra a lateral escura do trem, sem que as pessoas aparecessem também desfocadas.
Foto: Robert Caputo.
NEVE
A neve e o gelo, assim como as praias arenosas, são enganadores. O branco brilhante faz o fotômetro (veja módulos anteriores) dar uma exposição insuficiente. Tenha cuidado ao fotografar com flash quando a neve estiver caindo. A luz ressaltará os flocos mais próximos e não iluminará mais nada. Se estiver ensolarado, saia de manhã cedo e no final da tarde.
O sol baixo varrendo a neve mostrará mais detalhes e texturas do que o sol do meio-dia. Procure evitar fotografar com o sol diretamente às suas costas.
Procure por detalhes que realmente exprimam as informações do frio: um pássaro protegendo a cabeça entre as próprias penas, o ar gelado da respiração de duas pessoas conversando, o gelo num bigode. Uma dica: em condições muito frias, procure manter sua câmera razoavelmente aquecida para que as baterias funcionem com eficiência. Deixe-a dentro do casaco, tirando-a somente para fazer as fotos.
A combinação de velocidade alta de obturação e abertura apropriada congela a ação e registra a neve num branco apropriado.
Foto: George F. Mobley.
NEBLINA E NÉVOA
Um navio envolvido pela neblina, a névoa encobrindo uma lagoa: a evaporação da água pode ser muito sugestiva. A neblina envolve um rio da China numa atmosfera de mistério. À luz do dia, a cena teria transmitido um clima bem diferente.
Foto: Robert Caputo.
Às vezes, a neblina pode assumir uma tonalidade cinza perfeita ou pode ser tão fina que não atrapalha. Não desanime quando o cenário estiver enevoado. Lembre-se de que a luz difusa é perfeita para certos tipos de fotos melancólicas.
CÉUS TEMPESTUOSOS
Céus expressivos geram uma sensação que não se consegue em nenhuma outra situação, como os pintores clássicos já demonstraram. Lembre-se: se o céu estiver muito escuro, o fotômetro tenderá a apontar para uma superexposição. Nuvens de tempestade emprestam a esta paisagem aspecto e profundidade que faltariam a um céu ensolarado. Ao deparar com céus tempestuosos, saia com sua câmera. Se começar a chover, proteja-a fotografando sob o beiral de um telhado ou debaixo de um guarda-chuva.
Foto: O. Louis Mazzatenta.
Fonte: Adaptado livremente do curso de fotografia National Geografic.