Fotografia é minha vida!

"Fotografar é uma maneira de ver o passado. Fotografar é uma forma de expressão, o "congelamento" de uma situação e seu espaço físico inserido na subjetividade de um realismo virtual. Fotografar é um modo de comunicar e informar. Seguindo o raciocínio, a linguagem visual fotográfica além de ser mais forte não é determinada por uma língua padrão, não precisando assim de uma tradução, uma vez que o diferem são as interpretações." (desconheço o autor)"

domingo, 30 de janeiro de 2011

Congelando a ação - mini curso de fotografia


Chegou 2010 e continuarei com você mais um ano trazendo dicas e novidades interessantes. Um ano cheio de realizações e muita saúde para você.
O mini curso de fotografia está quase chegado ao fim, e, nesta sessão será tratado o tema Congelando a ação.
Retirado do site da Canção Nova.
“CONGELANDO” A AÇÃO
O mais importante para congelar a ação é usar uma velocidade alta, embora ela dependa do tema e do ângulo em relação a ele. Uma pessoa correndo não requer uma velocidade tão rápida quanto um carro muito veloz. A escolha das lentes também importa. O tema se moverá menos no enquadramento de uma grande-angular do que no de uma teleobjetiva, portanto você deve usar uma velocidade menor.
Congelando o movimento
O tempo de exposição
Como focar temas em velocidade pode ser bem complicado, talvez seja bom encontrar uma combinação de velocidade e abertura que congele a ação e permita alguma margem de foco. Se não conseguir a combinação de que precisa por não haver luz suficiente, mude para um filme mais rápido (ou ISO alto). Ou mude de posição, para que o tema se aproxime de você de um ângulo e possa ser congelado com uma velocidade de obturação um pouco mais baixa.
Você pode, contudo, querer pouca profundidade de campo, para que o tema se destaque de um fundo bem suave. Nesse caso, deve-se uma grande abertura. Mesmo com o movimento dinâmico, o primeiro plano da imagem está nítido, graças a alta velocidade utilizada, embora o uso de uma lente longa tenha gerado um plano de fundo um pouco desfocado, deixando o grupo envolvido por uma nuvem de poeira, com menor nitidez.
Foto: James Stanfield.
Movimento e foco
A melhor maneira de ter uma certeza razoável do foco nessa situação é achar um ponto pelo qual o tema passará e fazer os ajustes de antemão. Coloque a câmera em foco e aguarde que o tema entre no enquadramento. Ajuste previamente também a exposição, para que não tenha de esperar o fotômetro responder ao novo elemento que entrou em seu campo.
Congelar a ação com um flash funciona bem em situações sombrias ou escuras, mas lembre-se de que sua câmera tem um sincronismo máximo de velocidade – normalmente entre 1/60 e 1/250 de segundo.
Para conseguir registrar um movimento de beisebol nas bases, é necessário utilizar uma teleobjetiva. Selecione previamente o enquadramento, e aguarde a batida da bola ou o escorregão do jogador.
Foto: Jodi Cobb.
APROVEITAR O MOVIMENTO
Você pode usar o movimento para criar fotos dinâmicas, fazendo um panning (ou varredura) com o seu tema ou deixando-o tremido. No primeiro caso, você procura deixar o tema (ou boa parte dele) nítido e o fundo tremido. No segundo, deixa que o movimento do tema crie o efeito “tremido” com a câmera parada. Nesta foto, o movimento parece “energia pura”. O efeito foi obtido fazendo uma varredura ou pannig da corrida do guepardo, que pode atingir velocidades de até 105 km/h.
Foto: Chris Johns.
Panning
A idéia do panning é movimentar a câmera acompanhando o movimento do tema para que a imagem resultante capte um tema nítido contra um fundo sem nitidez. É mais fácil de ser feito em situações de pouca luz. A velocidade de exposição e a velocidade do panning dependem tanto da velocidade usada quanto da distância do assunto.
A velocidade entre 1/4 e 1/30 de segundo é um bom campo para o panning. Primeiro encontre o local, um ponto por onde você sabe que seu tema passará e que tenha o fundo que deseja. Ajuste a velocidade e a abertura para a exposição correta. Enquadre a imagem, focando em algo próximo de onde seu tema estará.
Então, gire apenas o corpo, sem mexer os pés, capte o tema na lente e siga-o, apertando o botão do disparador assim que ele adentrar o local pré-definido. Não pare o movimento quando tiver soltado o disparador – continue acompanhando.
A maneira mais fácil de praticar é ficar parado numa rua e fazer fotos de varredura dos carros que passam. Experimente diferentes velocidades e compare os resultados.
A combinação panning de efeito “tremido” nesta fotografia impressionista feita com esquiadores de fundo parece dizer “movimento”.
Foto: Phil Schermeister.
Fotos tremidas
O próprio movimento é o tema nas fotos tremidas. O objeto que você fotografa torna-se um borrão impressionista que por vezes fica irreconhecível. As fotos tremidas são conseguidas com velocidades baixas - o quanto depende da rapidez com que seu tema está se movendo, mas normalmente 1/8 ou menos.
Dica: você pode sacudir a câmera de propósito e aumentar o efeito “tremido”. Mas, como nunca se sabe exatamente o que vai sair, faça várias fotos.
Um tempo de exposição de vários segundos pode transformar um desfile com tochas em um gigantesco rastro de luz.
Foto: Robert F. e John E.
Fotos tremidas com o flash
Você pode criar fotos dinâmicas combinando o efeito panning com um flash. Nesse caso, estará seguindo o tema e segurando a câmera parada, usando uma velocidade baixa para criar movimento e congelando o tema com um flash. Geralmente isso funciona melhor em situações de pouca luz, com velocidade de 1/15 ou mais baixa, dependendo de quão tremido você deseja.
No caso de estar usando uma câmera automática, talvez tenha de sair do modo automático se não conseguir sincronia com o flash baixo de 1/60. Nesse caso, passe para o modo manual ou de prioridade de velocidade. Você pode praticar o efeito “tremido” com flash em casa – crianças patinando, alguém juntando folhas com um ancinho no fim do dia, qualquer coisa que tenha movimento. Experimente velocidades baixas, de 1 segundo ou até mais longas.
Era quase noite quando estes monges começaram sua apresentação de dança em um festival na região de Mustang, no Nepal. Com uma velocidade mais lenta e utilizando o flash de preenchimento, o fotógrafo conseguiu obter um leve efeito “tremido”, que realçou o movimento e as cores do hábito do monge.
Foto: Robert Caputo. Fonte: adaptado livremente do curso de fotografia National Geografic (Editora Abril)

Fotografando animais - mini curso de fotografia




O curso de hoje falará de fotografia de animais. Retirado do site da Canção Nova.
FOTOGRAFANDO ANIMAIS
Fotografar animais, seja seu cão de estimação ou um leão na natureza, exige tempo, paciência e sensibilidade. A primeira coisa a determinar é o que você quer transmitir sobre o animal que está fotografando. Procure registrar imagens que captem o ambiente do animal, como esta, de um filhote de leão em meio à relva. Uma lente de 300 mm é suficiente para a maioria das fotos.
Foto: Robert Caputo
Foto: Joseph H. Balley
As flores e os insetos que o visitam dão ótimos temas para macrofotografias, como também as samambaias, arbustos de frutos silvestres e quase tudo o que cresceu no seu jardim.
Para captar insetos, é preciso velocidades altas. A vida silvestre na forma de esquilos, guaxinins, coelhos ou pássaros também pode ser fotografada em muitos quintais. Prepare-se com uma teleobjetiva numa boa posição e espere os temas aparecerem. Nos casos de animais ariscos, talvez seja preciso manter um pequeno esconderijo. Procure colocar a câmera o mais baixo possível.
Procure chegar o mais perto possível do tema sem assustá-lo. Conseguir fotos próximas de animais silvestres é uma das partes mais divertidas e desafiantes da fotografia.
Foto: Chris Johns
Se você está atrás da primeira, procure fechar o mais que puder no animal – omita o fundo, já que não é um habitat natural.
Porém, se você quer passar a idéia de zôo, encontre uma composição que mostre um ou mais limites da área do animal e como o bicho se relaciona com elas.
Foto: Nathan Benn
Os guardas-florestais costumam saber o paradeiro e o habitat dos diversos animais. Tenha cuidado ao abordar certos tipos de animais cuja mãe pode estar por perto.
O início da manhã e o final da tarde costumam ser melhores para fotografar, pois os animais estão se movimentando em busca de água ou pastagem.
Há duas maneiras básicas de fazer fotos da vida selvagem: de um esconderijo ou por aproximação furtiva. A idéia é ser o mais discreto possível.
Os animais não devem notar, ou pelo menos, não devem ser perturbados pela sua presença, para que você possa registrar o comportamento natural deles. Os automóveis são excelentes esconderijos. Esta cena tranquila é realçada pelas linhas da estrada e da cerca que desaparecem em curva na névoa e pela folhagem em cima.
Foto: George F. Mobley
Certifique-se de que não haja moedas, chaves ou qualquer outra coisa em seus bolsos que possam chacoalhar. E não use perfume, colônia pós-barba ou desodorante perfumado – os animais têm o olfato muito apurado.
Depois de uma longa e paciente espera, Michael Nichols conseguiu registrar a luta entre os cervos com a sua potente teleobjetiva.

Mini curso de fotografia - Fotografando com a luz


O tema de hoje é de suma importância, pois será falado sobre a luz, que é a razão da fotografia existir. Confesso que demorou muito para eu perceber os efeitos da luz nos objetos e nas pessoas. Hoje, assistindo filmes vejo como o diretor de fotografia explora a luz e o quanto isso faz a diferença nas cenas.
A todo momento que estou nos lugares observo a posição da luz. Isso é um ótimo exercício para aperfeiçoar o olhar. Por isso, aproveite bastante essas dicas abaixo.
Retirado do site da Canção Nova.
ESCREVENDO COM A LUZ
Hoje falaremos sobre a importância da luz na composição de uma foto. Uma fotografia consiste na luz refletida pelo assunto e registrada nos grãos do filme. Obviamente, não podemos fazer fotografias sem luz. Produzimos imagens usando luz natural, luz artificial ou uma combinação das duas. Uma luz certa é o segredo para realizar uma foto de sucesso.
O fotógrafo James Stanfield conta: “Quando me aproximei da saída da escola dos jovens alunos budistas, a primeira coisa que vi foi a luz que passava pela janela. Não perdi mais nenhum minuto, posicionei a câmera e tirei várias fotografias para não perder aquele momento mágico”.
A QUALIDADE DA LUZ
Costuma-se dizer que uma luz é “suave”,“chapada”,“difusa”,“dura”, “áspera”, e assim por diante. Na fotografia ao ar livre, a qualidade da luz é controlada basicamente pelo sol, assim como pelas nuvens, pelas condições atmosféricas e por quaisquer objetos que estejam obscurecendo o sol.
Luz dura
A iluminação tende a ser dura e direcional quando vem primariamente de uma fonte de luz pequena – um flash, uma lâmpada nua ou a luz direta do sol, especialmente por volta do meio-dia. Os efeitos podem ser muito eloquentes, com sombras profundas e zonas de alta luminosidade, criando um forte contraste.
Os assuntos formam sombras escuras, de contornos duros, a não ser nos casos em que a luz tenha origem diretamente do alto.
O forte contraste de luz e sombra destaca os contornos, dimensões e volumes de um tema arquitetônico.
Foto: Judith Lange.
Luz suave
A luz suave vem de uma fonte de luz grande, difusa. Ela é não-direcional, ou seja, envolve o assunto vinda de muitas direções, como acontece num dia nublado. Na luz suave não há pontos de alta luminosidade nem áreas muito sombreadas. As sombras, quando existem, são tênues. Fotos feitas com luz muito difusa são pobres em efeitos dramáticos.
Debaixo da sombra, envolvidos por uma luz leve e suave, mãe e filho descansam sobre um leito de areia.
Foto: Joanna Pinneo.
Neblina e Névoa
Partículas microscópicas em suspensão no ar funcionam como um filtro, reduzindo o contraste e esmaecendo as cores para tons pastel. Nessas condições, o aspecto geral é suave, em especial o dos objetos distantes. Esse efeito pode resultar em fotos com um clima interessante.
A neblina cria uma atmosfera de mistério neste rio da China, mas a sua suavidade é tanta que possibilita a visualização de determinados detalhes dos barcos.
Foto: Robert Caputo.
Recursos para modificar a luz
Quando a luz for muito dura, você pode pedir à pessoa a ser fotografada que se coloque numa área de sombra, ou então esperar até que venham nuvens que atenuem a luz solar.
Rebatedores
Pode ser útil usar um rebatedor dobrável, seja branco, prateado ou dourado, para refletir a luz solar sobre áreas importantes do assunto. A qualidade e a cor da luz vão depender do tamanho e da cor do acessório que você usar, assim como da sua habilidade para determinar a melhor posição para o rebatedor.
Painéis difusores
Com a luz muito forte, pode-se colocar algum material de difusão entre o sol e o assunto. Um deles é uma tela difusora montada numa moldura rígida para facilidade de manuseio. Esse recurso vai suavizar a luz, permitindo obter cores mais vibrantes e, ao mesmo tempo, reduzir o contraste excessivo para um nível que o filme pode aceitar.
Uma dica: você mesmo pode construir o seu painel rebatedor, com uma cartolina branca coberta de folha de alumínio bem esticada. Como difusor, você pode utilizar uma chapa de plástico de uma certa espessura, ou, no caso de maior luminosidade, várias chapas juntas.
Na natureza, as nuvens são o melhor exemplo de painel difusor, pois atenuam a luz dura e altamente refletora das paisagens.
Foto: Judith Lange.
A direção da luz
A luz incide sobre um assunto vinda de qualquer direção, mas em geral há quatro situações básicas de iluminação: iluminação de cima, iluminação frontal, iluminação lateral e contraluz.
A direção da luz do sol em relação ao assunto- nesse caso, de cima e por trás – varia ao longo do dia. O fotógrafo Peter K. Burian esperou até o sol atingir a posição adequada para bater a foto.
Iluminação de cima
Quando a luz incide sobre o assunto vinda de cima, como ao meio-dia num dia de sol, ela resulta numa imagem “dura”, sem nenhum efeito tridimensional, profundidade aparente ou atrativo visual. As sombras ficam pequenas e muito escuras.
Elas podem produzir um efeito marcante, em especial quando o tema for uma forma geométrica projetada no chão, mas parecem pouco naturais para qualquer outro assunto.
Em fotos de pessoas, poderá gerar olheiras escuras, criando uma desagradável sombra projetada pelo queixo.
O sol a pino produz imagens paradas. Elementos únicos como esta árvore mostram contornos duros e não projetam sombras.
Foto: Robert Caputo.
Iluminação frontal
Quando o sol está batendo nas costas do fotógrafo, a luz incide de frente sobre o assunto. Nessa situação, é fácil fotografar, mas o resultado geralmente é pobre. Formam-se sombras por trás do assunto, criando um aspecto chapado. Se houver pessoas na cena, o sol estará incidindo diretamente no rosto delas, fazendo-as apertar os olhos. Quando o sol está baixo no céu, a luz cálida pode acrescentar interesse, mas é difícil evitar a sombra do fotógrafo. A iluminação frontal pode ser eficaz para reprodução vívida das cores – exceto quando o próprio assunto reflete a luz, produzindo, nesse caso, um efeito ”lavado”.
Para uma foto com detalhamento, a iluminação frontal pode funcionar bem. Porém, ao esperar até que a posição do esquiador em relação ao sol mudasse, o fotógrafo conseguiu criar uma imagem diferente, valorizando a espuma levantada e deixando o esquiador quase em silhueta.
Fotos: Peter K. Burian.
Iluminação lateral
Quando a luz incide sobre o assunto vinda de lado, formam-se bolsões de contraste que realçam a textura e os contornos. Isso pode ser ideal, por exemplo, para as tábuas velhas e gastas de um casebre de madeira, mas essa iluminação não favorece um retrato humano.
Em paisagens, a luz lateral aumenta o sentido de profundidade, graças às sombras alongadas. Comumente o contraste é alto, fazendo com que se percam detalhes tanto nas áreas de mais luz como nas de sombra, mas no geral o efeito é bastante agradável.
A luz lateral, embora fraca, foi muito bem usada por James Stanfield para iluminar uma parte dos rostos.
Contraluz
A iluminação por trás pode fazer com que o tema apareça como uma silhueta no filme. A fonte de luz pode ser o sol, o reflexo de uma montanha coberta de neve, uma duna, um céu luminoso, etc.
Em alguns casos, o assunto pode estar rodeado por um raio de luz. Normalmente isso produz muito contrate, resultando em fotos com pouquíssimos detalhes, seja no fundo brilhante, seja no tema escuro (a menos que use flash para preencher as áreas de sombra).
Uma cena de nascer ou pôr-do-sol pode resultar numa foto atraente, mas a imagem se torna mais rica quando o fotógrafo inclui outro centro de interesse. Tente encontrar e acrescentar um assunto de primeiro plano nessas situações, em especial algo que funcione bem com silhuetas. Foto: Robert W. Madden.
Uma dica: em situações de contraluz, cuidado com reflexos de luz na lente, conhecida como flare. Se o sol estiver em quadro, ou imediatamente fora da área da foto, o reflexo pode produzir efeitos indesejáveis, imagens fantasmas do diagrama, uma mancha brilhante sobre a imagem inteira ou linhas irisadas.
Você pode evitá-las mudando de posição.

Fotografando à noite - mini curso de fotografia




Olá pessoal, vamos dar continuidade ao curso de fotografia? Neste próximo capítulo será ensinado como usar a velocidade baixa do obturador para fazer fotos à noite. Está bom demais essas dicas.
Retirado do site da Canção Nova.
Hoje falaremos sobre os recursos para aproveitar o pôr-do-sol e as silhuetas, apresentaremos dicas para fotografar cidades, monumentos e estátuas. Apresentaremos também sugestões para fotos bem elaboradas de fogos de artifício e como aproveitar o céu à noite.
Fotografia significa literalmente “grafia da luz”. O crepúsculo e a noite proporcionam uma das melhores luzes, tanto natural como artificial, para você fazer suas gravuras. A melhor hora do dia, fotograficamente falando, é a ultima hora de luz do sol e a primeira hora do anoitecer.
As silhuetas enganam. Cuide para que o tema principal esteja contra um fundo claro o bastante para ressaltá-lo, como este pescador no rio Orenoco, na Venezuela.
Foto: Robert Caputo.
Pôr-do-sol e silhuetas
Teleobjetivas são geralmente melhores para fotografar o pôr-do-sol por causa do grande disco solar que se apresenta. Se possível, procure por elementos que farão silhueta entre o céu e o sol.
Neblinas e nuvens aprimoram o pôr-do-sol ao difundir a luz e tornando o próprio sol suave o bastante para se fotografar, além de proporcionar cores espetaculares.
Se for um dia limpo, as melhores fotos talvez sejam do céu logo após o sol se pôr. O intenso azul real do céu em dias sem nuvens dá um ótimo fundo para silhuetas.
Robert Caputo diz: “eis uma prova: fotografias do entardecer, com e sem sol. Um céu cinzento suavizou o sol poente o bastante para inseri-lo por trás das avestruzes na Namíbia. Num dia claro, esperei que o sol forte ficasse abaixo do horizonte antes de fazer uma silhueta das crianças numa aldeia do Quênia. Ambas foram feitas com uma lente de 600 mm”.
Cidades e metrópolis
Se você for fotografar uma vista de uma cidade logo após o pôr-do-sol, quando há bastante luz para registrar detalhes com uma velocidade baixa, escolha o local à tarde e aguarde a luz. Então observe como a luz muda conforme o céu escurece e as luzes dos edifícios se tornam mais visíveis.
Siga fotografando. Há um momento em que a luz do céu e da cidade ficam equilibradas, e você pode obter detalhes de ambos.
Uma dica: saia às ruas ao anoitecer após ter chovido. As luzes, os letreiros de néon, as vitrines e os faróis dos carros refletidos no chão cintilante resultam em lindas fotos. Teste exposições longas com tripé se o enquadramento incluir carros nas ruas.
Monumentos e estátuas
Muitos monumentos, estátuas e edifícios ficam iluminados à noite, e você pode utilizar essas luzes para conseguir boas fotos. A luz de holofote é geralmente mais quente que a luz do dia, mas isso não importa muito – mesmo assim, a foto ficará agradável.
Se certa cor for importante, utilize um filme para tungstênio ou um filtro azul 80A com filme para luz do dia. Se as lâmpadas forem de vapor de sódio ou de mercúrio, darão uma tonalidade amarela ou verde às imagens produzidas com filme para luz do dia.
Do mesmo modo que com as fotos de cidades, procure pelo momento do anoitecer, quando a luz do céu fica em equilíbrio com a luz dos edifícios.
Tente fotografar monumentos ao anoitecer. As luzes estão acesas, mas ainda há cor no céu. Use tripé para que a câmera não trema com a velocidade baixa. O filme para luz do dia dá um tom avermelhado à estátua de Lincoln.
Foto: Robert Caputo.
Festejos e fogos de artifício
Feiras e quermesses são bem iluminadas, e você pode tirar fotos com a câmera na mão e um filme rápido. Utilize flash de preenchimento para instantâneos e faça fotos congeladas com o flash.
Fogos de artifício requerem um tripé, pois as exposições são geralmente longas. Use as primeiras salvas de fogos para olhar pelo visor e decidir o enquadramento desejado, então trave a cabeça do tripé.
Um único espocar pode ser registrado em 1/30 de segundo utilizando um filme rápido, mas, se você quiser o estourar de vários fogos do mesmo enquadramento, é bom deixar o obturador aberto de 10 a 30 segundos em média. De modo geral, exponha filmes lentos em f/8, filmes ISO 125-250 em f/11 e filmes ISO 400 em f/16 (para entender estes recursos, consulte os módulos anteriores).
Use tripé ao fotografar luzes em movimento, como as dos fogos de artifício. Uma longa exposição fará com que as luzes fiquem desfocadas, enquanto a câmera fixa deixará outros objetos nítidos. Foto: Robb Kendrich.
O céu à noite
A melhor época para fazer fotos que incluam a luz é nas primeiras noites de lua cheia, assim que ela nasce e está grande, mas não muito clara. Você precisará de uma teleobjetiva se quiser que a lua não apareça apenas um pequeno ponto branco no céu. Se for fotografar a lua em si ou deixar alguma coisa em silhueta na frente dela, lembre-se de abrir um ponto ou dois do diafragma (f-stop) para evitar subexposição e garantir que a lua fique branca.
Foto: James Stanfield.
Para fotografar raios à noite, monte a câmera sobre um tripé e aponte para uma região do céu aonde os raios estejam irrompendo. Se houver muita luz natural no céu – caso ainda esteja anoitecendo, ou pelo fato de você estar próximo de uma cidade, limite a exposição entre 5 e 20 segundos, dependendo da quantidade de luz que houver também no céu.
Faça testes para achar a situação ideal para sua foto.
Filetes de raios pintam o filme enquanto o obturador fica aberto em B. Utilize um tripé e experimente varias aberturas.
Foto: Bruce Dale. Fonte: material recolhido no curso de fotografia National Geografic (Editora Abril).

FOTOGRAFANDO FESTIVAIS, DESFILES E ESPORTE

Festivais, desfiles e esportes proporcionam fotos mais coloridas e dinâmicas, mas esteja você fotografando uma grande parada, o desfile da banda do colegial ou o time de futebol do clube, a localização é de suma importância. É preciso poder vê-los para fotografar.
Movimento, cor e extravagância: Jodi Cobb conseguiu registrar o espírito alegre do carnaval de Notting Hill.
Pesquise primeiro. Um dia antes, percorra a pé ou de carro o trajeto para encontrar pontos favoráveis. Esquinas são bons lugares de onde fotografar, pois nelas cada banda ou bloco se desvia do caminho, dando uma boa visão dos que vão a seguir.
Procure fotografar de dois lugares – um no nível da rua e um mais acima, como de uma sacada, janela ou arquibancada. Estando no nível da rua, procure ficar agachado ou até mesmo deitado para fotografar o grupo de balizas que se aproxima.
Foto: James Blair.
Foto: Judith Lange.
Se for uma feira do interior, por exemplo, tire fotos das barracas exibindo seus produtos ou do rodeio. Se for um comício, faça fotos dos políticos discursando e das pessoas portando cartazes.
Sempre procure detalhes isolados que traduzam a natureza do evento - a mão da criança no desfile segurando a bandeirinha, as esporas de um peão num rodeio, e assim por diante. Mãos em torno de um carro alegórico. Em desfiles e festivais, procure ligar as atrações ao público.
A localização também é de suma importância nas atividades esportivas – é preciso que você tenha uma boa visão da ação. Se for um jogo da liga infantil, da segunda divisão ou do time local de futebol, você poderá se movimentar bastante.
Nos jogos da divisão especial, a não ser que você tenha um crachá da imprensa, terá de ficar limitado ao seu assento – mas poderá se esgueirar até a frente de vez em quando.
Uma dica há jogos noturnos com iluminação para a TV. Haverá bastante luz para um filme razoavelmente rápido.
Foto: George Mobley.
Foto: Keith Philpott.
http://soniabittencourt.blogspot.com 

Faça sua própria capa de lente com formato personalizado


Recebi de um amigo um site muito interessante onde, dentre outras matérias, havia uma que me chamou atenção, ensina a fazer capa para lente onde você pode confeccionar a figura que desejar para que saia na foto.
Se você não entendeu nada do que falei, veja abaixo um pouco da explicação.
O site é da abnormaltech.
Com esta capa simples de lente você será capaz de criar uma forma de sua escolha em uma imagem tremida. O que você precisa é uma lente F1.8 50mm. Primeiro pegue uma folha de papel, de preferência mais grossa e molde-a para o tamanho da lente, em seguida, faça um corte no centro de uma forma que você gosta.
Em segundo lugar uma vez que você conseguiu encaixá-lo na lente, já está pronto para definir a abertura da câmera para um valor mais baixo (média de abertura de maior abertura). Por último apenas experimente tirando fotos de diversos ângulos. Abaixo, algumas fotos de exemplo:
Fonte: diyphotography.

O uso do monopé na fotografia


Estou assinando a revista Fotografe - Técnica & Prática, ela é muito interessante pois é bem didática e cheia de novidades. Um dos assuntos desta é sobre a utilidade monopé na fotografia. Reproduzi para vocês um pouco do assunto. Vejam abaixo.
O monopé fotográfico, similar ao tripé, é um acessório de sustentação utilizado para aumentar a estabilidade da uma câmera fotográfica, ele garante um enquadramento mais preciso, amplia a ação do estabilizador de imagens e ainda permite tomadas em ângulos bem ousados.
Um exemplo disso, são as panorâmicas bem do alto a mais de um metro acima do fotógrafo, dependendo da extensão da perna do acessório.
Uma das principais funções do monopé é substituir o tripé, quando possível.
Este acessório só não substitui o tripé na captura de imagens com longa exposição, mesmo assim, ele tem a vantagem de absorver o peso do equipamento e o tremor do fotógrafo no momento do disparo e garante a qualidade das fotos, quando apoiado, nas velocidades de 1/15s (com tele) e menores até 1/2 segundo com grande angular.
O monopé é um acessório quase essencial, simples, barato e fácil de usar.