Fotografia é minha vida!
"Fotografar é uma maneira de ver o passado. Fotografar é uma forma de expressão, o "congelamento" de uma situação e seu espaço físico inserido na subjetividade de um realismo virtual. Fotografar é um modo de comunicar e informar. Seguindo o raciocínio, a linguagem visual fotográfica além de ser mais forte não é determinada por uma língua padrão, não precisando assim de uma tradução, uma vez que o diferem são as interpretações." (desconheço o autor)"
quarta-feira, 3 de novembro de 2010
domingo, 31 de outubro de 2010
Decifra-me
Dizia a esfinge:”Decifra-me ou te devoro”.
Diz o mundo agora: “Decifrando-me ou não,
com certeza te devorarei”.
Tal afirmação poderia levar
ao mais profundo desencanto
não fosse a outra questão que se impõe
a um mundo que tudo parece ter vivido
e que tudo parece saber.
Um novo desafio espera-nos.
Antes, eram as figuras eternas
que nos falavam enigmaticamente,
e sem nenhuma pressa aguardavam
por nossas respostas.
Agora, é o tempo, que como um vendaval
passa diante de nossos olhos.
E, impaciente, desloca-se,
sem pedir respostas.
Talvez espere de nós apenas
as perguntas certas…
autor desconhecido
Tão óbvio como o amanhecer
Tem seu próprio antídoto
contra a sucessão dos dias.
E nunca lamenta aquilo que não é.
Aparentemente seus cabelos embranquecem,
e o corpo curva-se ao inevitável,
assemelhando-se a todos os mortais.
E finge envelhecer comigo,
só para não me deixar constrangida.
No entanto,suas doces palavras
ditas em momentos inspirados
é o néctar que fica…
o aroma que nunca se esvai.
Em todos os tempos,fala-me
sempre com a mesma linguagem
seduzindo-me o espírito.
Jamais deixando meus braços vazios.
Mas, quando pronuncio seu nome, retrai-se.
Prefere ser aquele sentimento oculto
que denominado, perde seu poder.
Assim,termino aqui, sem indentificá-lo,
embora a todos seja tão óbvio
como amanhã será, o amanhecer.
autor desconhecido
Lamentações e lamentações
....nem sempre o que achamos que correto é o correto ..
....nem sempre o que julgamos errado é o errado..
...nem sempre o que queremos ,podemos ter.....
...nem sempre o que amamos , nos ama ....
...nem sempre o que nos faz feliz ,é o suficiente .
...nem sempre as angústia tem uma explicação..
...nem sempre pensar demais , significa que chegaremos a uma solução....
.por Samy Jepp
....nem sempre o que julgamos errado é o errado..
...nem sempre o que queremos ,podemos ter.....
...nem sempre o que amamos , nos ama ....
...nem sempre o que nos faz feliz ,é o suficiente .
...nem sempre as angústia tem uma explicação..
...nem sempre pensar demais , significa que chegaremos a uma solução....
.por Samy Jepp
sábado, 30 de outubro de 2010
Por uma autoimagem digna
Fotografia como instrumento de inclusão social
Retratos para Todos | Fotografia como alento à autoestima
Help-Portrait é uma iniciativa do fotógrafo e artista gráfico norte-americano Jeremy Cowart .
Cowart propõe que, no próximo dia 12 de dezembro, fotógrafos do mundo inteiro reunam-se em suas cidades para fotografar pessoas que não têm como dispor de registros fotográficos de si próprias ou de suas famílias . Moradores de rua, de asilos, órfãos, pacientes hospitalizados. Pessoas, enfim, com uma carência tão específica como a de uma autoimagem digna podem ser encontradas em todas as partes.
No vídeo que explica a proposta do projeto (veja abaixo), Cowart deixa claro que não se trata de exibir portfolios ou de promover o trabalho de fotógrafos , mas de usar a fotografia como instrumento de inclusão social . A ideia é ajudar as pessoas a encontrarem beleza em si mesmas e na realidade em que estão inseridas. Os organizadores do Help-Portrait querem conhecer os laços que unem essas pessoas e as histórias que elas têm para contar.
Para participar :
- Acesse o site: http://community.help-portrait.com/
- Crie uma conta
- Pesquise se sua cidade já possui um grupo no Help-Portrait -- se não houver, você pode criá-lo .
Em seguida, articule-se com pessoas de sua cidade (convide outras) , escolha comunidades ou instituições para visitar . Os voluntários dessa iniciativa em cada localidade -- a quem Cowart chama de "exército de criativos" -- são incentivados a organizarem-se de modo a fazer dessas sessões fotográficas coletivas um evento especial. Ele sugere que cada um desses grupos articule-se de modo a obter doações em alimentos , bebidas , impressoras , papel fotográfico, etc..
Vamos lá ? Ajudar pessoas a encontrarem beleza em si mesmas e em suas realidades é mais simples do que parece.
http://rg-zanja.blogspot.com/2009/10/por-uma-autoimagem-digna.html
Retratos para Todos | Fotografia como alento à autoestima
Help-Portrait é uma iniciativa do fotógrafo e artista gráfico norte-americano Jeremy Cowart .
Cowart propõe que, no próximo dia 12 de dezembro, fotógrafos do mundo inteiro reunam-se em suas cidades para fotografar pessoas que não têm como dispor de registros fotográficos de si próprias ou de suas famílias . Moradores de rua, de asilos, órfãos, pacientes hospitalizados. Pessoas, enfim, com uma carência tão específica como a de uma autoimagem digna podem ser encontradas em todas as partes.
No vídeo que explica a proposta do projeto (veja abaixo), Cowart deixa claro que não se trata de exibir portfolios ou de promover o trabalho de fotógrafos , mas de usar a fotografia como instrumento de inclusão social . A ideia é ajudar as pessoas a encontrarem beleza em si mesmas e na realidade em que estão inseridas. Os organizadores do Help-Portrait querem conhecer os laços que unem essas pessoas e as histórias que elas têm para contar.
Para participar :
- Acesse o site: http://community.help-portrait.com/
- Crie uma conta
- Pesquise se sua cidade já possui um grupo no Help-Portrait -- se não houver, você pode criá-lo .
Em seguida, articule-se com pessoas de sua cidade (convide outras) , escolha comunidades ou instituições para visitar . Os voluntários dessa iniciativa em cada localidade -- a quem Cowart chama de "exército de criativos" -- são incentivados a organizarem-se de modo a fazer dessas sessões fotográficas coletivas um evento especial. Ele sugere que cada um desses grupos articule-se de modo a obter doações em alimentos , bebidas , impressoras , papel fotográfico, etc..
Vamos lá ? Ajudar pessoas a encontrarem beleza em si mesmas e em suas realidades é mais simples do que parece.
http://rg-zanja.blogspot.com/2009/10/por-uma-autoimagem-digna.html
Para onde caminha a Fotografia?
Para onde caminha a Fotografia?
“Para onde caminha” foi originalmente publicado na revista Photo Magazine.
O surgimento da tecnologia digital consolidou definitivamente a inevitável popularização da fotografia, hoje presente em aparelhos multifuncionais como os smartphones, permitindo que virtualmente qualquer um possa se tornar fotógrafo. E aí nasce o problema; como qualquer um um pode, todos acham que o são.
Por outro lado, para muitos a fotografia massificada não é problema, e sim solução. Explico; a indústria fotográfica global continua se expandindo, as vendas não param de crescer, novos grandes negócios relacionados a fotografia surgem todos os dias, como softwares específicos, impressoras e data-centers; os serviços também vão muito bem, obrigado; é só ver o que está acontecendo com os fotolivros, scrapbooks e fotoprodutos, por exemplo. A tecnologia permite câmeras cada vez mais espertas, com o reconhecimento de faces ou de sorrisos; errar a exposição de uma foto é hoje praticamente impossível. A chamada “banalização” da fotografia pode ter sido fator de dificuldade para o fotógrafo profissional, mas de modo algum foi ruim para a fotografia.
Para o usuário comum, quanto mais gente usando tecnologia fotográfica melhor, pois desta forma a concorrência entre os produtores de equipamentos e insumos faz com que os preços caiam e estes se tornem acessíveis a curto prazo, estimulando a pesquisa de novos produtos e o aprimoramento daqueles já existentes.
Isso posto, vamos aos fotógrafos profissionais, que tanto reclamam da massificação das imagens.
A idéia errônea que a fotografia profissional esteja agonizante é apenas fruto da desinformação e falta de estratégia daqueles que inutilmente reclamam. Nunca a fotografia foi tão requisitada quanto agora; as publicações impressas e eletrônicas se multiplicaram, a necessidade de novas imagens é uma demanda constante, o fotógrafo tem hoje uma evidência impensável há alguns anos, muitos com status de verdadeiras celebridades. Sim, admitindo-se que o número de fotógrafos também se multiplicou, parece que a concorrência é maior, mas essa impressão se torna falsa quando confrontada com a verdadeira essência da fotografia profissional, que é a qualidade. Poucos conseguem entregar trabalhos com a qualidade exigida na fotografia comercial simplesmente porque para se alcançar este nível é preciso estrutura, não apenas física (espaço adequado, equipamentos de ponta) mas também comercial (empresa aberta e legalizada, impostos pagos), e pessoal (formação acadêmica e prática, estudo constante, visão de futuro). Quem imagina que vai se destacar nesse mercado cada vez mais competitivo somente com seu “olhar” ou sua “arte”, está fadado ao fracasso.
Segmentando as categorias que mais reclamam, notamos que:
1-) Muitos dos publicitários, que antes eram considerados o topo da pirâmide social da fotografia comercial, apesar de rápidos em migrar para a tecnologia digital, se ressentem da falta de adaptação às novas mídias, e não conseguem a mobilidade necessária para utilizar as novas ferramentas de marketing eletrônico adequadamente. Outros não admitem a perda de status para profissionais que anteriormente eram a base da pirâmide, mas hoje são os que mais faturam e melhor se promovem. E outros, infelizmente, demoraram muito para perceber a radical mudança de paradigmas imposta pelo digital, e foram atropelados por ela.
Paradoxalmente porém, a fotografia publicitária continua pagando clicks com números de seis dígitos àqueles que souberam aproveitar o momentum e se adaptaram mais rapidamente, integrando 3D, ilustração e tratamento de imagens ao seu arsenal digital. Esses estão muito bem, obrigado. Há também os que montaram fábricas de imagem, para atender aos clientes de varejo. Contanto que se garanta uma carteira de clientes razoável (quem tem um, não tem nenhum), é tiro certo, apesar de não exigir criatividade nem possuir glamour. Mas é “big business”.
2-) A maioria dos fotógrafos editoriais de revistas se queixam que as grandes reportagens e viagens simplesmente acabaram. Que o que se paga por página ou por saída é ridículo. Que a concorrência com os bancos de imagens é desleal.
Sim, aquelas viagens subsidiadas pelas editoras, os “trens da alegria” dos anos 80/90 realmente acabaram. Mas tem muita gente boa que continua produzindo e publicando; Ig e Louise do LostArt, o Izan Peterle, o Luciano Candisani. A diferença é que a forma de negociar mudou; ao invés de passivamente esperar ser chamado para a matéria, estes fotógrafos ativamente propõe as pautas das matérias, muitas vezes arriscando ao produzir ensaios durante suas viagens pessoais. Despertam o desejo de compra dos editores. Conseguem preços melhores. Se a matéria não emplaca, enviam o material aos bons bancos de imagens. Fazem exposições. Publicam livros. Não ficam sentados esperando o telefone tocar…
Quanto aos fotógrafos de moda/beleza, a compreensão de que não basta ser bom fotógrafo, mas também entender de moda, psicologia, sociedade, direção, cinema e arte acaba afastando os mais novos de uma área que na verdade dá muito trabalho e quase nenhum glamour; não basta ser fotógrafo de book ou de desfiles para ser fotógrafo de moda editorial. Quando as limitações se tornam aparentes, os menos persistentes desistem, aumentando a legião das vozes descontentes.
3-) Os fotojornalistas e ensaístas documentais de sucesso hoje, ou são ou serão multimídia. A convergência da fotografia estática com a imagem em movimento já é realidade nas novas câmeras fotográficas que também gravam vídeos em FullHD; e como vídeo pressupõe som, roteiro, edição e divulgação on-line, o que é impossível de se fazer sozinho (comercialmente), uma equipe para que se dividam as tarefas é necessária. Quem sai com vantagens, nesse caso, são os coletivos fotográficos como o Garapa e a Cia de Foto; além do domínio da tecnologia aliado à formação acadêmica, as várias cabeças pensantes acabam conseguindo soluções mais inteligentes para problemas fotográficos complicados, e contam as histórias que precisam ser contadas com mais abrangência, muitas vezes transmitindo imagens e vídeos em “real time”, pela Internet.
4-) Por fim, o chamado “fotógrafo social”, que envolve desde o amador que faz um bico no fim de semana até as grandes empresas de fotos de formatura, são 85% dos profissionais de fotografia no Brasil. Dentro deste universo, a fotografia de casamento é a que mais cresceu e se renovou, transformando uma classe antes desprezada em topo da escala. Cobra-se muito bem. Equipes são dirigidas com os mais modernos aparatos tecnológicos. Técnicas de marketing, vendas, fidelização e branding são usadas com maestria. O antigo “casamenteiro” deu lugar a um novo profissional que viaja muito, é internacional, culto e tem visão empresarial dinâmica. Um bom exemplo é do mineiro Vinicius Matos, que já estendeu sua área de atuação para a América Latina, fotografando e ministrando workshops sobre fotografia de casamentos em vários países.
Em todas as categorias, o pressuposto é que o fotógrafo atuante tenha completo domínio de pré e pós produção digital, e que produza regularmente trabalhos pessoais, o que sempre resulta em subsídios importantes para a melhoria do trabalho comercial.
A conclusão é clara.
O romantismo idealizado do fotógrafo solitário, desplugado, artista e senhor das técnicas ocultas está ultrapassado, desmoralizado e foi substituído por quem está disposto a trabalhar colaborativamente, que conhece e utiliza todo o poder imediato de disseminação viral permitido pela Internet, que entende perfeitamente o trinômio técnica+criatividade+marketing e que sabe cobrar o preço justo pelo seu trabalho.
O resto é história.
“Para onde caminha” foi originalmente publicado na revista Photo Magazine.
O surgimento da tecnologia digital consolidou definitivamente a inevitável popularização da fotografia, hoje presente em aparelhos multifuncionais como os smartphones, permitindo que virtualmente qualquer um possa se tornar fotógrafo. E aí nasce o problema; como qualquer um um pode, todos acham que o são.
Por outro lado, para muitos a fotografia massificada não é problema, e sim solução. Explico; a indústria fotográfica global continua se expandindo, as vendas não param de crescer, novos grandes negócios relacionados a fotografia surgem todos os dias, como softwares específicos, impressoras e data-centers; os serviços também vão muito bem, obrigado; é só ver o que está acontecendo com os fotolivros, scrapbooks e fotoprodutos, por exemplo. A tecnologia permite câmeras cada vez mais espertas, com o reconhecimento de faces ou de sorrisos; errar a exposição de uma foto é hoje praticamente impossível. A chamada “banalização” da fotografia pode ter sido fator de dificuldade para o fotógrafo profissional, mas de modo algum foi ruim para a fotografia.
Para o usuário comum, quanto mais gente usando tecnologia fotográfica melhor, pois desta forma a concorrência entre os produtores de equipamentos e insumos faz com que os preços caiam e estes se tornem acessíveis a curto prazo, estimulando a pesquisa de novos produtos e o aprimoramento daqueles já existentes.
Isso posto, vamos aos fotógrafos profissionais, que tanto reclamam da massificação das imagens.
A idéia errônea que a fotografia profissional esteja agonizante é apenas fruto da desinformação e falta de estratégia daqueles que inutilmente reclamam. Nunca a fotografia foi tão requisitada quanto agora; as publicações impressas e eletrônicas se multiplicaram, a necessidade de novas imagens é uma demanda constante, o fotógrafo tem hoje uma evidência impensável há alguns anos, muitos com status de verdadeiras celebridades. Sim, admitindo-se que o número de fotógrafos também se multiplicou, parece que a concorrência é maior, mas essa impressão se torna falsa quando confrontada com a verdadeira essência da fotografia profissional, que é a qualidade. Poucos conseguem entregar trabalhos com a qualidade exigida na fotografia comercial simplesmente porque para se alcançar este nível é preciso estrutura, não apenas física (espaço adequado, equipamentos de ponta) mas também comercial (empresa aberta e legalizada, impostos pagos), e pessoal (formação acadêmica e prática, estudo constante, visão de futuro). Quem imagina que vai se destacar nesse mercado cada vez mais competitivo somente com seu “olhar” ou sua “arte”, está fadado ao fracasso.
Segmentando as categorias que mais reclamam, notamos que:
1-) Muitos dos publicitários, que antes eram considerados o topo da pirâmide social da fotografia comercial, apesar de rápidos em migrar para a tecnologia digital, se ressentem da falta de adaptação às novas mídias, e não conseguem a mobilidade necessária para utilizar as novas ferramentas de marketing eletrônico adequadamente. Outros não admitem a perda de status para profissionais que anteriormente eram a base da pirâmide, mas hoje são os que mais faturam e melhor se promovem. E outros, infelizmente, demoraram muito para perceber a radical mudança de paradigmas imposta pelo digital, e foram atropelados por ela.
Paradoxalmente porém, a fotografia publicitária continua pagando clicks com números de seis dígitos àqueles que souberam aproveitar o momentum e se adaptaram mais rapidamente, integrando 3D, ilustração e tratamento de imagens ao seu arsenal digital. Esses estão muito bem, obrigado. Há também os que montaram fábricas de imagem, para atender aos clientes de varejo. Contanto que se garanta uma carteira de clientes razoável (quem tem um, não tem nenhum), é tiro certo, apesar de não exigir criatividade nem possuir glamour. Mas é “big business”.
2-) A maioria dos fotógrafos editoriais de revistas se queixam que as grandes reportagens e viagens simplesmente acabaram. Que o que se paga por página ou por saída é ridículo. Que a concorrência com os bancos de imagens é desleal.
Sim, aquelas viagens subsidiadas pelas editoras, os “trens da alegria” dos anos 80/90 realmente acabaram. Mas tem muita gente boa que continua produzindo e publicando; Ig e Louise do LostArt, o Izan Peterle, o Luciano Candisani. A diferença é que a forma de negociar mudou; ao invés de passivamente esperar ser chamado para a matéria, estes fotógrafos ativamente propõe as pautas das matérias, muitas vezes arriscando ao produzir ensaios durante suas viagens pessoais. Despertam o desejo de compra dos editores. Conseguem preços melhores. Se a matéria não emplaca, enviam o material aos bons bancos de imagens. Fazem exposições. Publicam livros. Não ficam sentados esperando o telefone tocar…
Quanto aos fotógrafos de moda/beleza, a compreensão de que não basta ser bom fotógrafo, mas também entender de moda, psicologia, sociedade, direção, cinema e arte acaba afastando os mais novos de uma área que na verdade dá muito trabalho e quase nenhum glamour; não basta ser fotógrafo de book ou de desfiles para ser fotógrafo de moda editorial. Quando as limitações se tornam aparentes, os menos persistentes desistem, aumentando a legião das vozes descontentes.
3-) Os fotojornalistas e ensaístas documentais de sucesso hoje, ou são ou serão multimídia. A convergência da fotografia estática com a imagem em movimento já é realidade nas novas câmeras fotográficas que também gravam vídeos em FullHD; e como vídeo pressupõe som, roteiro, edição e divulgação on-line, o que é impossível de se fazer sozinho (comercialmente), uma equipe para que se dividam as tarefas é necessária. Quem sai com vantagens, nesse caso, são os coletivos fotográficos como o Garapa e a Cia de Foto; além do domínio da tecnologia aliado à formação acadêmica, as várias cabeças pensantes acabam conseguindo soluções mais inteligentes para problemas fotográficos complicados, e contam as histórias que precisam ser contadas com mais abrangência, muitas vezes transmitindo imagens e vídeos em “real time”, pela Internet.
4-) Por fim, o chamado “fotógrafo social”, que envolve desde o amador que faz um bico no fim de semana até as grandes empresas de fotos de formatura, são 85% dos profissionais de fotografia no Brasil. Dentro deste universo, a fotografia de casamento é a que mais cresceu e se renovou, transformando uma classe antes desprezada em topo da escala. Cobra-se muito bem. Equipes são dirigidas com os mais modernos aparatos tecnológicos. Técnicas de marketing, vendas, fidelização e branding são usadas com maestria. O antigo “casamenteiro” deu lugar a um novo profissional que viaja muito, é internacional, culto e tem visão empresarial dinâmica. Um bom exemplo é do mineiro Vinicius Matos, que já estendeu sua área de atuação para a América Latina, fotografando e ministrando workshops sobre fotografia de casamentos em vários países.
Em todas as categorias, o pressuposto é que o fotógrafo atuante tenha completo domínio de pré e pós produção digital, e que produza regularmente trabalhos pessoais, o que sempre resulta em subsídios importantes para a melhoria do trabalho comercial.
A conclusão é clara.
O romantismo idealizado do fotógrafo solitário, desplugado, artista e senhor das técnicas ocultas está ultrapassado, desmoralizado e foi substituído por quem está disposto a trabalhar colaborativamente, que conhece e utiliza todo o poder imediato de disseminação viral permitido pela Internet, que entende perfeitamente o trinômio técnica+criatividade+marketing e que sabe cobrar o preço justo pelo seu trabalho.
O resto é história.
Será o futuro da Fotografia?
Será o futuro da Fotografia?
por Danilo Siqueira, no Let's Blogar
Será que a autora de Harry Potter já estava prevendo o futuro quando em seus livros da série descreve os porta-retratos, revistas e jornais com as pessoas em movimento em vez de fotos estáticas? Um bom exemplo disso “na vida real” é o “papel digital” que a revista Esquire usou na capa da sua revista em outubro de 2008.
Agora se isso mesmo virar uma tendência, e se o futuro for o “papel digital”, a gente pode esperar revistas e livros muito mais interessantes e interativos. Mas sendo assim qual será o papel da fotografia nessa história, ela deixa de existir? Talvez não, mas com a evolução das câmeras que estão virando excelentes filmadoras tb, acho que o fotógrafo vai ter que ir muito além do click estático. Um bom exemplo para tudo isso que estou falando é o vídeo que o fotógrafo Alexx Henry fez para mostrar como pode ser esse futuro não tão distante. Ele fez um ensaio fotográfico/multimídia para a revista Outside aonde será usado apenas um frame, mas aproveitou para simular o futuro, o resultado é muito interessante:
Em contra partida o fotógrafo Armando Vernaglia pergunta, a fotografia morreu (não deixe de ler esse texto que ilustra muito bem como está a situação da fotografia atualmente)
Fica aí a dica para a gente pensar no futuro da fotografia…
http://rg-zanja.blogspot.com/
por Danilo Siqueira, no Let's Blogar
Será que a autora de Harry Potter já estava prevendo o futuro quando em seus livros da série descreve os porta-retratos, revistas e jornais com as pessoas em movimento em vez de fotos estáticas? Um bom exemplo disso “na vida real” é o “papel digital” que a revista Esquire usou na capa da sua revista em outubro de 2008.
Agora se isso mesmo virar uma tendência, e se o futuro for o “papel digital”, a gente pode esperar revistas e livros muito mais interessantes e interativos. Mas sendo assim qual será o papel da fotografia nessa história, ela deixa de existir? Talvez não, mas com a evolução das câmeras que estão virando excelentes filmadoras tb, acho que o fotógrafo vai ter que ir muito além do click estático. Um bom exemplo para tudo isso que estou falando é o vídeo que o fotógrafo Alexx Henry fez para mostrar como pode ser esse futuro não tão distante. Ele fez um ensaio fotográfico/multimídia para a revista Outside aonde será usado apenas um frame, mas aproveitou para simular o futuro, o resultado é muito interessante:
Em contra partida o fotógrafo Armando Vernaglia pergunta, a fotografia morreu (não deixe de ler esse texto que ilustra muito bem como está a situação da fotografia atualmente)
Fica aí a dica para a gente pensar no futuro da fotografia…
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