Fotografia é minha vida!

"Fotografar é uma maneira de ver o passado. Fotografar é uma forma de expressão, o "congelamento" de uma situação e seu espaço físico inserido na subjetividade de um realismo virtual. Fotografar é um modo de comunicar e informar. Seguindo o raciocínio, a linguagem visual fotográfica além de ser mais forte não é determinada por uma língua padrão, não precisando assim de uma tradução, uma vez que o diferem são as interpretações." (desconheço o autor)"

domingo, 31 de outubro de 2010

Tão óbvio como o amanhecer



Tem seu próprio antídoto
contra a sucessão dos dias.
E nunca lamenta aquilo que não é.
Aparentemente seus cabelos embranquecem,
e o corpo curva-se ao inevitável,
assemelhando-se a todos os mortais.
E finge envelhecer comigo,
só para não me deixar constrangida.
No entanto,suas doces palavras
ditas em momentos inspirados
é o néctar que fica…
o aroma que nunca se esvai.
Em todos os tempos,fala-me
sempre com a mesma linguagem
seduzindo-me o espírito.
Jamais deixando meus braços vazios.
Mas, quando pronuncio seu nome, retrai-se.
Prefere ser aquele sentimento oculto
que denominado, perde seu poder.
Assim,termino aqui, sem indentificá-lo,
embora a todos seja tão óbvio
como amanhã será, o amanhecer.
autor desconhecido

Lamentações e lamentações

....nem sempre o que achamos que correto é o correto ..
....nem sempre o que julgamos errado é o errado..
...nem sempre o que queremos ,podemos ter.....
...nem sempre o que amamos , nos ama ....
...nem sempre o que nos faz feliz ,é o suficiente .
...nem sempre as angústia tem uma explicação..
...nem sempre pensar demais , significa que chegaremos a uma solução....
.por Samy Jepp

sábado, 30 de outubro de 2010

Por uma autoimagem digna

Fotografia como instrumento de inclusão social
Retratos para Todos | Fotografia como alento à autoestima
Help-Portrait é uma iniciativa do fotógrafo e artista gráfico norte-americano Jeremy Cowart .
Cowart propõe que, no próximo dia 12 de dezembro, fotógrafos do mundo inteiro reunam-se em suas cidades para fotografar pessoas que não têm como dispor de registros fotográficos de si próprias ou de suas famílias . Moradores de rua, de asilos, órfãos, pacientes hospitalizados. Pessoas, enfim, com uma carência tão específica como a de uma autoimagem digna podem ser encontradas em todas as partes.
No vídeo que explica a proposta do projeto (veja abaixo), Cowart deixa claro que não se trata de exibir portfolios ou de promover o trabalho de fotógrafos , mas de usar a fotografia como instrumento de inclusão social . A ideia é ajudar as pessoas a encontrarem beleza em si mesmas e na realidade em que estão inseridas. Os organizadores do Help-Portrait querem conhecer os laços que unem essas pessoas e as histórias que elas têm para contar.
Para participar :
- Acesse o site: http://community.help-portrait.com/
- Crie uma conta
- Pesquise se sua cidade já possui um grupo no Help-Portrait -- se não houver, você pode criá-lo .
Em seguida, articule-se com pessoas de sua cidade (convide outras) , escolha comunidades ou instituições para visitar . Os voluntários dessa iniciativa em cada localidade -- a quem Cowart chama de "exército de criativos" -- são incentivados a organizarem-se de modo a fazer dessas sessões fotográficas coletivas um evento especial. Ele sugere que cada um desses grupos articule-se de modo a obter doações em alimentos , bebidas , impressoras , papel fotográfico, etc..
Vamos lá ? Ajudar pessoas a encontrarem beleza em si mesmas e em suas realidades é mais simples do que parece.
http://rg-zanja.blogspot.com/2009/10/por-uma-autoimagem-digna.html

Para onde caminha a Fotografia?

Para onde caminha a Fotografia?


“Para onde caminha” foi originalmente publicado na revista Photo Magazine.
O surgimento da tecnologia digital consolidou definitivamente a inevitável popularização da fotografia, hoje presente em aparelhos multifuncionais como os smartphones, permitindo que virtualmente qualquer um possa se tornar fotógrafo. E aí nasce o problema; como qualquer um um pode, todos acham que o são.
Por outro lado, para muitos a fotografia massificada não é problema, e sim solução. Explico; a indústria fotográfica global continua se expandindo, as vendas não param de crescer, novos grandes negócios relacionados a fotografia surgem todos os dias, como softwares específicos, impressoras e data-centers; os serviços também vão muito bem, obrigado; é só ver o que está acontecendo com os fotolivros, scrapbooks e fotoprodutos, por exemplo. A tecnologia permite câmeras cada vez mais espertas, com o reconhecimento de faces ou de sorrisos; errar a exposição de uma foto é hoje praticamente impossível. A chamada “banalização” da fotografia pode ter sido fator de dificuldade para o fotógrafo profissional, mas de modo algum foi ruim para a fotografia.
Para o usuário comum, quanto mais gente usando tecnologia fotográfica melhor, pois desta forma a concorrência entre os produtores de equipamentos e insumos faz com que os preços caiam e estes se tornem acessíveis a curto prazo, estimulando a pesquisa de novos produtos e o aprimoramento daqueles já existentes.
Isso posto, vamos aos fotógrafos profissionais, que tanto reclamam da massificação das imagens.

A idéia errônea que a fotografia profissional esteja agonizante é apenas fruto da desinformação e falta de estratégia daqueles que inutilmente reclamam. Nunca a fotografia foi tão requisitada quanto agora; as publicações impressas e eletrônicas se multiplicaram, a necessidade de novas imagens é uma demanda constante, o fotógrafo tem hoje uma evidência impensável há alguns anos, muitos com status de verdadeiras celebridades. Sim, admitindo-se que o número de fotógrafos também se multiplicou, parece que a concorrência é maior, mas essa impressão se torna falsa quando confrontada com a verdadeira essência da fotografia profissional, que é a qualidade. Poucos conseguem entregar trabalhos com a qualidade exigida na fotografia comercial simplesmente porque para se alcançar este nível é preciso estrutura, não apenas física (espaço adequado, equipamentos de ponta) mas também comercial (empresa aberta e legalizada, impostos pagos), e pessoal (formação acadêmica e prática, estudo constante, visão de futuro). Quem imagina que vai se destacar nesse mercado cada vez mais competitivo somente com seu “olhar” ou sua “arte”, está fadado ao fracasso.


Segmentando as categorias que mais reclamam, notamos que:
1-) Muitos dos publicitários, que antes eram considerados o topo da pirâmide social da fotografia comercial, apesar de rápidos em migrar para a tecnologia digital, se ressentem da falta de adaptação às novas mídias, e não conseguem a mobilidade necessária para utilizar as novas ferramentas de marketing eletrônico adequadamente. Outros não admitem a perda de status para profissionais que anteriormente eram a base da pirâmide, mas hoje são os que mais faturam e melhor se promovem. E outros, infelizmente, demoraram muito para perceber a radical mudança de paradigmas imposta pelo digital, e foram atropelados por ela.
Paradoxalmente porém, a fotografia publicitária continua pagando clicks com números de seis dígitos àqueles que souberam aproveitar o momentum e se adaptaram mais rapidamente, integrando 3D, ilustração e tratamento de imagens ao seu arsenal digital. Esses estão muito bem, obrigado. Há também os que montaram fábricas de imagem, para atender aos clientes de varejo. Contanto que se garanta uma carteira de clientes razoável (quem tem um, não tem nenhum), é tiro certo, apesar de não exigir criatividade nem possuir glamour. Mas é “big business”.

2-) A maioria dos fotógrafos editoriais de revistas se queixam que as grandes reportagens e viagens simplesmente acabaram. Que o que se paga por página ou por saída é ridículo. Que a concorrência com os bancos de imagens é desleal.
Sim, aquelas viagens subsidiadas pelas editoras, os “trens da alegria” dos anos 80/90 realmente acabaram. Mas tem muita gente boa que continua produzindo e publicando; Ig e Louise do LostArt, o Izan Peterle, o Luciano Candisani. A diferença é que a forma de negociar mudou; ao invés de passivamente esperar ser chamado para a matéria, estes fotógrafos ativamente propõe as pautas das matérias, muitas vezes arriscando ao produzir ensaios durante suas viagens pessoais. Despertam o desejo de compra dos editores. Conseguem preços melhores. Se a matéria não emplaca, enviam o material aos bons bancos de imagens. Fazem exposições. Publicam livros. Não ficam sentados esperando o telefone tocar…

Quanto aos fotógrafos de moda/beleza, a compreensão de que não basta ser bom fotógrafo, mas também entender de moda, psicologia, sociedade, direção, cinema e arte acaba afastando os mais novos de uma área que na verdade dá muito trabalho e quase nenhum glamour; não basta ser fotógrafo de book ou de desfiles para ser fotógrafo de moda editorial. Quando as limitações se tornam aparentes, os menos persistentes desistem, aumentando a legião das vozes descontentes.

3-) Os fotojornalistas e ensaístas documentais de sucesso hoje, ou são ou serão multimídia. A convergência da fotografia estática com a imagem em movimento já é realidade nas novas câmeras fotográficas que também gravam vídeos em FullHD; e como vídeo pressupõe som, roteiro, edição e divulgação on-line, o que é impossível de se fazer sozinho (comercialmente), uma equipe para que se dividam as tarefas é necessária. Quem sai com vantagens, nesse caso, são os coletivos fotográficos como o Garapa e a Cia de Foto; além do domínio da tecnologia aliado à formação acadêmica, as várias cabeças pensantes acabam conseguindo soluções mais inteligentes para problemas fotográficos complicados, e contam as histórias que precisam ser contadas com mais abrangência, muitas vezes transmitindo imagens e vídeos em “real time”, pela Internet.

4-) Por fim, o chamado “fotógrafo social”, que envolve desde o amador que faz um bico no fim de semana até as grandes empresas de fotos de formatura, são 85% dos profissionais de fotografia no Brasil. Dentro deste universo, a fotografia de casamento é a que mais cresceu e se renovou, transformando uma classe antes desprezada em topo da escala. Cobra-se muito bem. Equipes são dirigidas com os mais modernos aparatos tecnológicos. Técnicas de marketing, vendas, fidelização e branding são usadas com maestria. O antigo “casamenteiro” deu lugar a um novo profissional que viaja muito, é internacional, culto e tem visão empresarial dinâmica. Um bom exemplo é do mineiro Vinicius Matos, que já estendeu sua área de atuação para a América Latina, fotografando e ministrando workshops sobre fotografia de casamentos em vários países.

Em todas as categorias, o pressuposto é que o fotógrafo atuante tenha completo domínio de pré e pós produção digital, e que produza regularmente trabalhos pessoais, o que sempre resulta em subsídios importantes para a melhoria do trabalho comercial.

A conclusão é clara.
O romantismo idealizado do fotógrafo solitário, desplugado, artista e senhor das técnicas ocultas está ultrapassado, desmoralizado e foi substituído por quem está disposto a trabalhar colaborativamente, que conhece e utiliza todo o poder imediato de disseminação viral permitido pela Internet, que entende perfeitamente o trinômio técnica+criatividade+marketing e que sabe cobrar o preço justo pelo seu trabalho.
O resto é história.

Será o futuro da Fotografia?

Será o futuro da Fotografia?

por Danilo Siqueira, no Let's Blogar

Será que a autora de Harry Potter já estava prevendo o futuro quando em seus livros da série descreve os porta-retratos, revistas e jornais com as pessoas em movimento em vez de fotos estáticas? Um bom exemplo disso “na vida real” é o “papel digital” que a revista Esquire usou na capa da sua revista em outubro de 2008.

Agora se isso mesmo virar uma tendência, e se o futuro for o “papel digital”, a gente pode esperar revistas e livros muito mais interessantes e interativos. Mas sendo assim qual será o papel da fotografia nessa história, ela deixa de existir? Talvez não, mas com a evolução das câmeras que estão virando excelentes filmadoras tb, acho que o fotógrafo vai ter que ir muito além do click estático. Um bom exemplo para tudo isso que estou falando é o vídeo que o fotógrafo Alexx Henry fez para mostrar como pode ser esse futuro não tão distante. Ele fez um ensaio fotográfico/multimídia para a revista Outside aonde será usado apenas um frame, mas aproveitou para simular o futuro, o resultado é muito interessante:

Em contra partida o fotógrafo Armando Vernaglia pergunta, a fotografia morreu (não deixe de ler esse texto que ilustra muito bem como está a situação da fotografia atualmente)

Fica aí a dica para a gente pensar no futuro da fotografia…



http://rg-zanja.blogspot.com/

Pré-requisitos da fotografia digital


foto ©2007 Clicio Barroso
Requisitos técnicos para as aplicações e segmentos da fotografia profissional
Com o advento da fotografia digital, muitas dúvidas surgiram, e algumas continuam perturbando profissionais e não-profissionais. Nos mais diversos segmentos da fotografia o fluxo da imagem acaba sendo bem diferente do que era com filme, e as responsabilidades do fotógrafo aumentam. 
Como capturar a imagem? Como convertê-la para o formato correto de saída? Em que resoluções? É necessário um arquivo enorme para jornais? E para um artista, há limites? Ter um notebook ou um netbook? Como editar e onde? Guardar as imagens em que formato? Em que mídia? Por quanto tempo?
Na realidade a captura em Raw nos parece a mais indicada para processos que necessitam de alta qualidade, como publicidade, moda, catálogos e imagens que serão impressas em gráficas offset; por outro lado, se a intenção final do fotógrafo social ou de eventos é a simples impressão em minilab para a confecção de álbuns, books, onde o produto final é a cópia fotográfica, e poupar tempo faz parte do negócio, então uma saída em JPEG pode ser a mais indicada.
No fotojornalismo, por outro lado, os limites são de tempo (muitas vezes é imediato) e transmissão, onde arquivos mais leves são de suma importância; considerando-se que a lineatura de jornais no Brasil costuma ser de 85 LPI e o arquivo necessário deve ter por volta de 170 DPI, não são realmente necessários milhões e milhões de pixels para se obter uma boa imagem impressa.
Já para a internet, o padrão sRGB se tornou comum, e como as imagens vão ser vistas em tela, não há muito o que errar; o que se vê é o que se vai ter como produto final.
 Mas minilabs serão a melhor solução?
Na Europa e Estados Unidos, o que se tornou padrão é a compra de impressoras jato de tinta de altíssima resolução e que usam oito, doze ou mais tintas te tonalidades diferentes. Quando impressas em papéis especiais de algodão ou de qualidade fotográfica, os resultados (especialmente em preto e branco) são excelentes, e muitas vezes melhores que as impressões fotográficas convencionais, de gelatina de prata.
E o custo? 
Vem caindo mês a mês, e o preço por cópia já pode ser comparado ao das cópias em minilab caso se incluam no custo as despesas de envio e recebimento, e o tempo que se perde ao se utilizar um laboratório externo.
Mas não podemos falar de saídas digitais sem falar em gerenciamento de cor; uma noção segura é imprescindível para que as cores vistas em seu monitor sejam exatamente as mesmas que serão impressas. E para isso, a calibragem do monitor, os perfis ICC, o acompanhamento em laboratório ou gráfica quando possível tornam os resultados mais previsíveis.
O armazenamento das imagens, por outro lado, se torna cada vez mais oneroso, já que inúmeros backups são necessários para que se tenha segurança dos dados. Como organizar um banco com milhares de fotos? O que é realmente necessário e o que pode ser apagado? Como achar uma foto entre muitas?
Vamos responder algumas destas questões abaixo, em formato de guia básico.
As principais categorias de fotografia comercial, e as diversas demandas
• Publicidade – qualidade
• Moda – versatilidade
• Fotojornalismo – velocidade
• Natureza – portabilidade
• Eventos sociais – praticidade
• Casamentos – confiabilidade
Necessidades comuns a todas as categorias:

• Conhecimento do processo fotográfico
• Conhecimento do processo digital
• Conhecimento de computação gráfica
• Estabelecer fluxo rápido e seguro
• Segurança pós-captura
• Backups seguros e duplicados
• Conhecimento prévio da saída
• Gerenciamento de cores
• Necessidade de indexação (keywords e copyright)
• Necessidade de arquivamento
• Cobrar preço justo pelo trabalho
A PUBLICIDADE
Demanda: – qualidade total
• Conhecimento profundo do processo digital
• O pensar digitalmente e o agir digitalmente
• Conhecimento de gerenciamento de cores
• Necessidade de altíssima resolução
• Tempo não é fator importante; qualidade sim
• Pós produção obrigatória (tratamento em sistema)
• O fator conversões RGB-CMYK-Obrigação da agência
• O fator arquivamento, catalogação e backup
Pré requisitos necessários:
• Equipamento de ponta – Tamanho do CCD, tamanho do pixel, resolução, qualidade óptica das objetivas.
• Estação de tratamento de imagem – Processadores quad core de 64 bits, muita memória RAM, muita memória em disco e monitores calibrados.
Equipamentos sugeridos:

• Back digital acoplado a workstation no estúdio.
• Câmeras de médio formato digitais.
• Formato de captura do arquivo: RAW (16 bits).
• Formato de saída do arquivo: TIFF 8 bits
• Espaço de cor: Adobe RGB ou maior (Prophoto RGB, Color Match RGB)
A MODA e o BOOK
Demanda: – versatilidade

• Conhecimento do processo digital
• Necessidade de soluções de captura portáteis
• Noções de gerenciamento de cores
• Necessidade de média resolução
• Tempo é fator importante; qualidade também
• Pós produção obrigatória (tratamento de pele)
• O fator conversões sRGB – AdobeRGB
• O fator arquivamento
Pré requisitos necessários:
• Equipamento DSLR – Velocidade de captura, tamanho do buffer, velocidade de gravação e leitura do cartão, média resolução, qualidade óptica.
• Estação de tratamento de imagem – Processadores de velocidade alta, boa memória RAM, boa memória em disco e monitores calibrados.
Equipamentos sugeridos:

• Câmera DSRL de 12 ou mais Mp.
• Grip com baterias extras.
• Notebook e HDs externos.
• Formato de captura do arquivo: RAW (16 bits).
• Formato de saída do arquivo: TIFF ou JPEG_high 8 bits
• 
Espaço de cor: Adobe RGB ou maior (Prophoto RGB, Color Match RGB)
O JORNALISMO e o DOCUMENTAL

Demanda: – velocidade

• Conhecimento do processo jornalistico e editorial
• Soluções de captura rápidas
• Soluções de transmissão rápidas, como o Wi-Fi
• Necessidade de buffer grande e grip
• Necessidade de média resolução
• Tempo é fundamental; qualidade desejável
• Pós produção mínima
• O fator indexação (metadados), arquivamento
Pré requisitos necessários
:
• Equipamento DSLR – Grande velocidade de captura, grande tamanho do buffer, alta velocidade de gravação e leitura do cartão, média resolução, durabilidade do equipamento.
• Transmissão – Métodos rápidos de transmissão, wireless
Equipamentos sugeridos:

• Câmera DSRL de 8 ou mais Mp.
• Grip com baterias extras.
• Vários cartões de memória
• 
Formato de captura do arquivo: RAW + JPEG.
• Formato de saída do arquivo: JPEG em 8 bits
• Espaço de cor: Adobe RGB ou sRGB
A NATUREZA e as VIAGENS
Demanda: – portabilidade

• Conhecimento do processo fotográfico
• Soluções de captura seguras
• Soluções de armazenamento confiáveis
• Necessidade de equipamento leve
• Necessidade de média/alta resolução
• Tempo não é fundamental; qualidade sim
• Pós produção mínima-notebook leve
• O arquivamento e transporte das imagens
Pré requisitos necessários
• Equipamento DSLR – Boa velocidade de captura, grande tamanho do buffer, alta velocidade de gravação e leitura dos muitos cartões, média/alta resolução, durabilidade do equipamento, leveza para transporte.
• Transmissão – Métodos seguros, como FTP.

Equipamentos sugeridos:

• Câmera SRL de 12 Mp ou mais.
• Grip com baterias extras.
• Vários cartões de memória.
• Digital Wallet e HDs externos.
• Formato de captura do arquivo: RAW.
• 
Formato de saída do arquivo: JPEG em 8 bits
• Espaço de cor: Adobe RGB
OS EVENTOS SOCIAIS
Demanda: – praticidade
• Conhecimento do equipamento de flash
• Soluções de captura rápidas
• Soluções de armazenamento descartáveis
• Necessidade de equipamento leve
• Necessidade de média/baixa resolução
• Registro é mais importante que a qualidade
• Pós produção mínima
Pré requisitos necessários
:
• Equipamento DSLR – Bom sincronismo com o flash, média velocidade de gravação e leitura do cartão, média resolução, durabilidade do equipamento.
• Transmissão – Métodos rápidos e seguros de transmissão e impressão

Equipamentos sugeridos:

• Câmera DSRL de 8 ou mais Mp.
• Vários cartões de memória
• Flashes dedicados de confiança.
• Baterias extras para flashes e câmera
• Formato de captura do arquivo: JPEG_high.
• 
Formato de saída do arquivo: JPEG em 8 bits
• Espaço de cor: sRGB
OS CASAMENTOS
Demanda: – confiabilidade

• Conhecimento do processo digital
• Soluções de captura portáteis e seguríssimas
• Noções de gerenciamento de cores
• Necessidade de média/alta resolução
• Conhecimento do equipamento de flash
• Soluções de armazenamento permanentes
• Necessidade de equipamento confiável
• Registro é tão importante quanto a qualidade
• Pós produção (scrap, álbuns, PBs, fotolivros, fotoprodutos)
Pré requisitos necessários
:
• Equipamento DSLR – Bom sincronismo com os flashes, alta velocidade de gravação e leitura do cartão, média/alta resolução, confiabilidade do equipamento.
• Armazenamento – Métodos rápidos e seguros.
Equipamentos sugeridos:
• Câmera DSRL de 12 ou mais Mp.
• Vários cartões de memória
• Flashes dedicados de confiança.
• Baterias extras para flashes e câmera
• 
Formato de captura do arquivo: RAW + JPEG.
• Formato de saída do arquivo: JPEG em 8 bits
• Espaço de cor: Adobe RGB
Como já foi dito no início, este é apenas um pequeno guia de procedimentos, já que as decisões são pessoais, e as responsabilidades do fotógrafo aumentaram; tenha sempre como parâmetro o UPDIG, um guia bem mais completo e universal.
http://rg-zanja.blogspot.com/

Cidade & Fotografia


Glória imortal aos fundadores de SP
Foto de Carla Bispo
Por uma inversão de perspectiva do patrimônio histórico – do ponto de vista da paisagem urbana
É corriqueiro pensarmos no espaço jesuítico, ou no Pateo do Collegio, a partir de referências construídas socialmente; tais como as referências imagéticas representadas, ou pela Glória Imortal aos Fundadores de São Paulo, do Italiano Amadeu Zani, ou, com base na mais intrigante e reconstruída referência desse espaço – a Igreja do Beato Anchieta, fundada pela Cia. de Jesus no século XVI.
Durante cinco períodos distintos o Colégio sofrera alterações, desde seu primeiro projeto vernacular em pau a pique, passando pelo segundo projeto em taipa de pilão, até equivaler-se ao que é hoje, um projeto arquitetônico sacro, réplica que homenageia a versão do segundo projeto do século XVI, reconstruído no século XX, em 1979, e dedicado ao Beato José de Anchieta.
Especialmente neste último caso, outra referência visual marcante são duas fotografias em papel albuminado, que Militão Augusto de Azevedo legou-nos da versão oitocentista do Colégio, à época do padroeiro Senhor Bom Jesus, datadas de 1862 e 1887. As imagens em questão denotam uma das primeiras dinâmicas modernas da Cidade de São Paulo, o tempo em que os primeiros transeuntes apropriaram-se do espaço das ruas; em seguida, as prosperidades da economia cafeeira propiciaram a São Paulo a emancipação da alcova provinciana.
Hoje, o uso ao qual está submetida a atual Praça do Pátio do Colégio é de ordem diversa, para além do turismo cultural cotidiano. O Pátio pode ser reconhecido como uma espécie de pórtico referencial, cuja passagem implica muitos outros caminhos – do Centro ao Bairro ou vice-versa, um fluxo diário de muitos veículos e transeuntes.
O Pátio do Colégio tem uma dinâmica própria, hospeda sujeitos que habitam as ruas e que ali encontram uma reminiscência entre “a casa e a rua”, dentro de uma lógica – ora de desassossego, ora de conforto. O espaço público do Colégio, ainda não privatizado totalmente – com grades – propicia ainda, aos finais de semana, além da presença corriqueira de turistas e transeuntes, a presença de skatistas, bastante nítida nesta nova versão pública do Pátio do Colégio.
Olhar ao redor e desconstruir o que foi construído socialmente; desafiar a nossa “possível deficiência visual” e desfazer a mecanização imaginária à qual fomos submetidos seria desvendar uma espécie de incógnita dessa faceta da memória patrimonial da cidade, cujas outras formas de recordação do espaço foram ofuscadas. Portanto, se só sabemos que o Pátio do Colégio é o monumento de Amadeu Zani, ou é a Igreja, não sabemos então de fato o que é o Pátio do Colégio.
O Pátio do Colégio, para além dos monumentos construídos socialmente em cartões postais, é uma realidade muito contraditória à beleza que o imaginário postal impõe, ou convida-nos à experiência de visualizar – imagens a serviço deste tipo de ideologia. Estranhar é preciso, na possibilidade de observar as diferenças, a partir do passado – espaço da experiência, cujas dinâmicas da paisagem urbana se movimentaram e encontraram no fluxo do tempo, o futuro – horizonte indeterminado.
A proposta é deter-se em uma inversão de perspectiva, na qual a hipótese que fundamenta a reflexão traduz a seguinte questão: “a paisagem urbana ‘fala’?” Seria possível pensar que esse é o atual Pátio do Colégio, ou o antigo Pateo do Collegio? A resposta é sim. Para além da discussão que envolve as características construídas socialmente do espaço patrimonial, deter-se em outra discussão de mesmo valor – intensa, com sorte! – quer dizer, tão interessante quanto a questão do patrimônio público é a questão do ‘ato fotográfico’. Não, não se trata de descrever esta foto, caro leitor; trata-se de uma discussão sobre as representações visuais do Centro Histórico da Cidade de São Paulo.
No que tange ao "realismo documental", próprio da imagem-ato codificada para esse fim, cujo ícone é o próprio Pátio do Colégio, a proposta seria inverter a perspectiva. A versão da perspectiva clássica é representada, ou pela Igreja do Beato José de Anchieta, ou pela Glória Imortal aos fundadores de São Paulo, do escultor italiano Amadeu Zani.
Eis então a questão. O automatismo contido no disparo fotográfico que, em suma, à sua particularidade natural inscreve a luz – ou na película fotográfica, ou no sensor digital de códigos algoritmos – sintetiza a construção imagética de algo. Neste caso, temos um índice que sintetiza a construção imagética da paisagem urbana.
Para tanto, é relevante considerarmos os principais aspectos semióticos da imagem fotográfica: o aspecto indiciário , que precede o seu aspecto icônico , próprio da imagem, cuja cumplicidade com o seu referente implica traço do real , conferindo-lhe o aspecto simbólico, um signo , cuja forma e o sentido seriam codificados culturalmente. Daí, temos: o índice (contiguidade física do referente na superfície sensível), isto é, a inscrição da luz, tanto na película quanto no sensor digital. A luz que o referente reflete, que é o assunto fotografado, emite a sua informação. É essa a informação que nos interessa. A luz inscreve-se (na película ou no sensor digital) sintetizando uma “escrita de luz”, ou seja, uma fotografia [da Praça do Pátio do Colégio]. Portanto, ao índice, o ícone , e ao símbolo, o signo , uma designação significante codificada pela cultura (no caso, os românticos cartões postais construídos socialmente).
Logo, o referente em questão pode, ou não, ser construído socialmente. É essa procedência que faz da imagem um documento de ordem pictórica; é o código (contexto cultural e ideológico) que confere à imagem sua finalidade – a de estar em um arquivo histórico ou em um museu de artes, por exemplo – e que sempre em sua gênese será precedida pelo índice . A imagem fotográfica tem a particularidade de ser inscrição de luz, própria de um dispositivo tecnológico, seja ele o mais elementar ou o mais contemporâneo. O índice da imagem fotográfica tem com a luz uma relação metonímica.
Todavia, é preciso explicitar que esta hierarquia de aspectos não deve existir nesta ordem; ora, tais aspectos estão sempre em devir, são contingentes teóricos que norteiam a ontologia dessa imagem fotográfica sobre o Pátio do Colégio, e, por sua vez, norteiam a discussão sobre a “fala da paisagem urbana”. Em outras palavras, este local e os demais locais da Cidade podem “dizer” algo sobre si, sim, por meio da fotografia. Assim, esses três aspectos, ferramentas conceituais, devem ser deslocados de acordo com o código da imagem – o código proposto agora é o da (des) construção social dos românticos cartões postais. O código proposto continua sendo de caráter postal, mas aqui seu expediente confere “outra” perspectiva sobre o Pátio do Colégio.
A questão posta lida com o problema de como a paisagem urbana poderia imprimir seu status dinâmico a partir da fotografia, ou seja, como a paisagem urbana, enquanto "o outro", poderia nos contar algo sobre o que ela é. A questão é da maior importância quando o assunto é apreender o máximo de registros sobre as transformações de uma cidade, que deverá sofrer, nas próximas décadas, transformações intensas.
5/9/2009
Fonte: ViaPolítica/A autora
Carla Bispo é fotógrafa. Atualmente é colaboradora da revista Retrato do Brasil , entre outras. A área de pesquisa que desenvolve é a fotografia do cotidiano da cidade de São Paulo. A partir dela observa, com o objetivo de interpretar nas dinâmicas da cultura urbana os possíveis fenômenos sociais, lançando mão de estudos etnográficos e análises antropológicas. Iniciou seus estudos fotográficos como autodidata no Sindicato dos Químicos, em 1997. Escolheu a temática da Cidade & Fotografia em 2006, quando passou a frequentar a Faculdade de Ciências Sociais da Escola de Sociologia e Política, e as disciplinas de Antropologia Visual e Sociologia da Cidade, na Universidade de São Paulo (USP), como aluna ouvinte.
Mais informações sobre Carla Bispo em www.flickr.com/people/rascunhos/