Fotografia é minha vida!

"Fotografar é uma maneira de ver o passado. Fotografar é uma forma de expressão, o "congelamento" de uma situação e seu espaço físico inserido na subjetividade de um realismo virtual. Fotografar é um modo de comunicar e informar. Seguindo o raciocínio, a linguagem visual fotográfica além de ser mais forte não é determinada por uma língua padrão, não precisando assim de uma tradução, uma vez que o diferem são as interpretações." (desconheço o autor)"

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Democratização fotográfica



Recordo-me de um tempo, em que possuir uma boa câmera fotográfica, daquelas cheias de botões e ajustes, era sinal de status. Agora, prestígio maior então era trabalhar pilotando essas geringonças. O fotógrafo tinha lugar garantido nos casamentos, festas, celebrações, jornais e, em qualquer situação que dependesse de se tornar parte da história e da memória.

O fotógrafo, no seu ofício, era o detentor do segredo para operar e fazer capturar os momentos mágicos de qualquer situação. Guardava-se a muitas chaves esses truques e artimanhas imagéticas. Um pretenso candidato a tal profissão precisaria provar seu valor e aos poucos ir desvendando os ardis que a câmera escura escondia.

Todo fotógrafo era visto como um grande mestre. Senhor dos botões e dos cálculos que fazia emanar luz dos flashs e assim iluminar o não-iluminado. Não perdia o momento decisivo do beijo, a troca de alianças, o tiro, o golpe do boxeador, o gol. Momentos sublimes, que só um fotógrafo qualificado e detentor do mais puro conhecimento fotográfico poderia executar.

Quão grande foi o valor da fotografia no século 20. Grandes coberturas faziam jus aos grandes e corajosos soldados, que de câmera em punho, miravam em todos os cantos, nas mais profundas trincheiras, para registrar as mais duras injustiças e atentados contra o ser humano. Época áurea para os fotógrafos.

Esse tempo imemorial perdurou até há pouco. Na era da informação à velocidade dos bits e não mais dos folhetins. Tudo é tão rápido quanto um disparo nas câmeras de alta resolução. O tempo do negativo passou e da velha maquina de escrever também. Os CCDs, os megapixels, a automatização os computadores são os donos da vez. Não há mais álbuns. Só os digitais para serem vistos na tela de LCD. Os jornais não mais comportam reportagens, os fotojornalistas perderam seu posto?

As câmeras continuam aí com seus vários botões e funções. O que mudou foi que agora inúmeras pessoas sabem como manuseá-las. Sabem operar o que era antes inacessível, mitológico e do saber de poucos. Nas ruas há uma legião de câmeras de pretensos fotógrafos. A caixa de pandora fotográfica foi aberta e o segredo foi revelado. Câmeras de todos os tipos estão à venda. As mais compactas prometem os recursos das mais complexas, num paradoxo funcional. O quarto escuro foi aberto e descobriu-se que fazer fotografia não era tão complicado assim. Todos são fotógrafos, sentenciou uma determinada fabricante ao anunciar que “você aperta o botão, nós fazemos o resto”. Não precisa saber muito, apenas mire e aperte o botão que a tecnologia faz o resto.

Hoje ser fotógrafo não é tarefa restrita para poucos, aliás, nem sem jornalista. Você é o repórter, proclamaram alguns veículos. Nessa democratização, todos têm o direito de saber fotografar e de poder fotografar. Espaço para publicar não falta. Tem jornal que consegue o furo justamente devido a estes colaboradores, afinal, eles estão em todos os lugares com seus celulares fotográficos, com suas câmeras de bolso, com suas lentes, com o saber fotográfico antes pertencente somente aos fotógrafos. Em qualquer acidente ou incidente, lá estará um exército de fotógrafos, sacando seus aparelhinhos registradores do momento decisivo.

Os fotógrafos diante da transição, na usurpação do conhecimento da pedra filosofal, remoeram-se em recalques. Confusos entregaram-se em lamentações. Volte e meia há quem encoste a cabeça no muro e remoa os tempos imemoriais do velho cromo. Outros, no entanto, preferiram aproveitar a evolução dos tempos e transformar em uma revolução. Compartilham o tal conhecimento fotográfico, que hoje está no Google acessível a qualquer um, para construir uma nova fotografia ainda mais abrangente e contemporânea.

Tempo atrás, fui a um casamento. Minha priminha, nos seus sete anos, pediu minha câmera de bolso emprestada e saiu em busca de alguns flagras da cerimônia. Logo em seguida voltou com alguns registros. Apertou o botão de visualizar e mostrou-me suas fotos. Olhei a composição, o enquadramento entre outros pontos. Hoje, as fotos que ela tirou fazem parte do álbum de casamento dos noivos, ao lado das fotos feitas pelos fotógrafos profissionais contratados. É, realmente não era tão complicado assim! 
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Da importância da foto


[...] fui enviado para encontrar pessoas que tivessem sido objetos das fotos vencedoras do Prêmio Pulitzer. Quando você é objeto de um Pulitzer, não é por aças, pois em geral não são momentos felizes.

Se você acha que uma foto não tem importância ou não pode ser pungente o bastante, lembre-se de Kim Puch, conhecida como a garota Napalm. Kim foi queimada aos nove anos num bombardeio no Vietnam.

Ela está viva porque o fotógrafo Nick Ut tirou um foto dela. Ele largou o equipamento e levou-a para o hospital. Por causa dessa foto, partícula do tempo, sua vida mudou. Ela é viva até hoje e faz campanhas pela paz.

Do livro O Momento do click, de Joe McNally
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Calendário sensual Raio-X


Sabe aqueles calendários de mulheres exuberantes como o Pirelli ou até mesmo aqueles de borracharia. A empresa de monitores Eizo subverteu o conceito e criou uma “folhinha” com modelos em poses sensuais versão raio-X.
O calendário promocional divulga a linha para um público-alvo que é o mercado de profissionais da saúde. A brincadeira bem criativa foi além do gosto de médicos e ganhou a internet.
Só para esclarecer. As imagens foram criadas em computador
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Profissão: Repórter fotográfico


O que é preciso saber, ter e conhecer para ser um fotojornalista

O fotojornalismo atrai muitos iniciantes que se enveredam pelos caminhos da fotografia. O glamour da profissão, a adrenalina, a possibilidade de todo dia ter algo diferente para fotografar, faz a cabeça de promissores fotógrafos. Mas, desde os primeiros cliques ou uma introdução nas aulas de Jornalismo, o caminho não é fácil nem curto para quem quer ser um repórter fotográfico. Compromisso com a sociedade, responsabilidade em registrar os fatos, e principalmente ética, delineiam o percurso. Ainda há questões de conhecimento técnico e equipamentos - que não são baratos. Mesmo num mercado restrito e com muitos obstáculos, ainda há quem acredite e sonhe cobrir grandes eventos internacionais ou a simples pauta do buraco de rua.

Se você optou seguir essa área da fotografia e de câmera em punho pretende bater às portas de um jornal, o Coordenador da Agencia de Noticias e Editor de fotografia do jornal Gazeta do Povo, de Curitiba, Silvio Ribeiro, dá umas dicas e esclarecimentos quanto à profissão.

TF – De forma geral, quais qualidades são importantes para ser fotojornalista?Hoje em dia está muito difícil encontrar repórteres fotográficos. A gente encontra muitos curiosos, os bons, são raros. Agora humildade, força de vontade e disponibilidade para exercer a profissão é essencial. A pessoa tem que estar pronta para viajar a qualquer momento, não se tem hora e nem rotina, é bem diferente de trabalhar em uma empresa com horários pré-estabelecidos.
TF – O que faz mais diferença: o olhar, o faro jornalístico ou o equipamento?O instinto. O bom repórter fotográfico é aquele que sai da redação com uma pauta e volta com duas. Ele sugere, participa, está sempre bem informado. O equipamento ajuda, mas não é ele quem faz a foto, é só um instrumento. A pós-produção (identificação do material produzido e a pré-edição) é, às vezes, mais importante que a imagem feita.
TF – A era digital estabilizou, o filme se foi, dessa forma que tipo de foto deve apresentar quem vai levar um portfólio para você analisar?Eu em especial gosto de ler um portfólio com no máximo oito imagens, o grande problema é a falta de qualidade e critério. Se a pessoa procura trabalho na impressa como fotojornalista não adianta aparecer com imagens do batizado do sobrinho, do fim de semana na praia, por do sol etc... Se procura colocação em áreas especificas (moda, culinária, esportes etc...), tem que montar um portfólio com essas características.

TF – Você já coordenou equipe de fotógrafos em São Paulo e agora Curitiba. O que você acha da fotografia paranaense?Sim, coordenei equipes em São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília. Os repórteres fotográficos daqui não deixam nada a desejar, pelo contrário, alguns são referências fora daqui. Não é o lugar, a cidade, é o profissional, a qualidade do trabalho.

TF – Como você monta uma equipe. Prefere os mais experientes ou arrisca nos novatos?Sempre gostei de trabalhar com gente que está começando, mas, numa equipe você tem que ter todos os perfis. O bom é identificar o estilo de cada um. No fotojornalismo tem que saber fazer de tudo, até porque não é todo dia que tem pauta boa e é aí que aparece o talento, a criatividade de cada um.
TF – O fotojornalismo está desgastado, o olhar tornou-se repetitivo. Falta algo novo?Sim, falta formação. O grande problema é que hoje qualquer pessoa compra uma “Cyber Shot” e acha que é fotografo. Se tiver uma lente e um flash a mais, já acha que é fotojornalista. É preciso se qualificar ou se reciclar, para elevar a qualidade. É uma pena que nem todos façam assim, pois tem muita gente talentosa.

TF – Agências como a francesa Vü e grupos de freelancer como o Cia. da foto, em São Paulo, estão buscando um olhar e uma forma de cobertura diferenciada, algo como uma mescla de cotidiano, documental e autoral. Esse tipo de iniciativa e material é bem visto pelo editores ou eles ainda preferem ver o tradicional/informacional?Eu sempre digo aos repórteres fotográficos e fotógrafos: nunca deixe de fazer seu trabalho autoral. Essa mescla é que faz a diferença. O editor quer ver a imagem criativa, com informação e qualidade. Tirar de uma pauta fraca, uma boa imagem, faz a diferença.

TF – Você montou o f/5.6 (Núcleo), em Curitiba, com qual finalidade: Buscar talentos ou fomentar a discussão acerca do fotojornalismo? Nada disso ou tudo isso junto?Na realidade, o 5.6 veio cobrir uma lacuna que existe no mercado: especialização em fotojornalismo. Este ano a partir de 28 de agosto vamos começar um curso de Extensão em Fotojornalismo, em parceria com a Universidade Positivo. A idéia é criarmos, num futuro próximo, um curso de Pós Graduação em Fotojornalismo. Temos também projetos sociais como o Ver e Pensar Fotografia em parceria com o Instituto RPC, que atende crianças do ensino fundamental da rede publica municipal e estadual em Curitiba e região metropolitana. Temos um grupo de estudos o Espaço Fotografo. Trouxemos a Marina Passos que é editora de fotografia da Agencia France Press. Na época, ela estava baseada no Iraque desde a intervenção americana, depois ela foi para o Cipre e agora esta em Israel. Sempre estamos convidando e levando fotógrafos da antiga e os novos para mostrarem seus trabalhos e contar um pouco sobre sua trajetória.

TF – Ser contratado como repórter-fotográfico é quase como ganhar numa loteria. Sendo assim, quais as dicas para quem pretende buscar no fotojornalismo uma profissão.Caráter, profissionalismo, dedicação, maturidade profissional, estar sempre em busca daquela imagem... Esse é o segredo e claro, qualificação. Nunca procure um editor com um portfólio com muitas imagens e nem com “albinhos” 9x12, edite, seja profissional e criterioso com seu material.



Silvio Ribeiro

É um dos principais destaques da geração de repórter fotográfico dos anos 80 na grande imprensa do eixo Rio - São Paulo. Nascido em São Paulo, em 1960, ingressou com 17 anos no jornalismo diário. Trabalhou para Veja, Vejinha São Paulo, Estúdio Abril; Agência Estado, Jornal da Tarde e O Estado de S. Paulo. No Grupo Estado, foi freelancer, repórter fotográfico, chefe do estúdio, editor-assistente, editor do jornal O Estado de S. Paulo até o cargo de editor-chefe de fotografia de todo complexo editorial. Detém vários prêmios e referências ao seu trabalho. Ingressou na Gazeta do Povo no segundo semestre de 2001, o que tem representado um novo e produtivo período profissional.

Junto ao Instituto RPC ministrou cursos de extensão na UFPR e PUCPR. Em 2005 e 2006 foi professor do módulo de fotojornalismo pelo Centro Europeu, participou da semana de comunicação da UFPR, PUCPR, UNIBRASIL e Universidade Tuiuti Paraná.

Em 2006, iniciou seus trabalhos para fundar o 5.6 – Núcleo de Fotojornalismo e Estudos Avançados da Imagem, um antigo projeto que se torna realidade.
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Photoshop e Fotografia



O Photoshop está para a fotografia assim como a câmera está para o fotógrafo. E a união dessas duas artes, o resultado só pode ser belíssimas imagens. E foi isso que o fotógrafo Brasilio Wille fez. Criou um ensaio conceitual que recebeu tratamento de imagem de um dos pro´s do Photshop, Alexandre Keese. Esse trabalho e parceria, assim como dicas, macetes, técnicas e muito mais pode ser encontrado no DVD Photoshop & Fotografia - A Arte da Imagem Conceitual. Para saber acesse o site ou assista o vídeo.

http://www.youtube.com/watch?v=OWQ61TFIOLk

Fotografia e História


Imagens de guerra feitas por Robert Capa,
dadas como perdida, aparecem após 70 anos
Uma das mais impressionantes fotos de guerra foi feita pelo fotógrafo Robert Capa que registrou um soldado sendo atingido por uma bala no peito ou na cabeça. O fotógrafo estava próximo e conseguiu, numa milésima fração de segundo, capturar a cena que foi intitulada O Soldado Caindo. A foto abre uma nova forma de cobertura jornalística de guerra, ou seja, bem próximo, lá no campo de batalha. O húngaro Robert Capa se tornou um ícone e acabou fotografando bem de perto inúmeros conflitos de sua época, principalmente durante a Guerra Civil Espanhola, entre 1936 e 1939.

Robert Capa morreu em 1954, na Indochina (atual Vietnã),
após pisar numa mina terrestre. Várias histórias e boatos foram deixados para trás no tempo. Assim como, uma maleta contendo cerca de 3500 negativos, todos de Capa. A maleta contém relíquias históricas, como cenas da Guerra Civil Espanhola e pode conter o negativo da famosa foto O Soldado Caindo.

Já foi falado muito sobre essa tal maleta, que teria sido perdida, queimada, que estava enterrada, escondida entre paredes de um antigo edifício etc. São diversos os relatos que envolvem as mais intrigantes narrativas, inclusive a perseguição nazista. No entanto no mês passado, foi elucidada a questão sobre a maleta com os negativos que reapareceram após 70 anos e agora estão sendo restaurados. O Centro Internacional de Fotografia, fundado pelo irmão do fotógrafo Cornell Capa, negociou a devolução das maletas.

Para o deleite, ressurgi este material histórico e inédito que vai descrever mais sobre o os acontecimentos daquele período de guerra, além de permitir saber mais sobre o próprio fotógrafo Robert Capa - com seu estereótipo de guerra, com a câmera e cigarro no canto da boca.

Fonte: Revista Época, 4 de fevereiro, pág. 58
Foto: reprodução revista Época.

Amor de Cão





Do blog Zôo Bizarro. Ele não cita a fonte da foto. Provavelmente foi tirada por algum repórter fotográfico em São Paulo; dá para deduzir pelo carro da polícia.
Vendo a imagem cria-se a historia em nosso imaginário: do amor de um cão pelo seu dono, provavelmente algum morador das ruas. O cachorro ao reconhecê-lo, sem compreender – ou compreende – fica ao seu lado. É a narrativa da imagem!