Fotografia é minha vida!
"Fotografar é uma maneira de ver o passado. Fotografar é uma forma de expressão, o "congelamento" de uma situação e seu espaço físico inserido na subjetividade de um realismo virtual. Fotografar é um modo de comunicar e informar. Seguindo o raciocínio, a linguagem visual fotográfica além de ser mais forte não é determinada por uma língua padrão, não precisando assim de uma tradução, uma vez que o diferem são as interpretações." (desconheço o autor)"
sábado, 28 de agosto de 2010
Autoconhecimento
:: Elisabeth Cavalcante ::
O autoconhecimento é um processo lento que pede, antes de tudo, confiança. A espera necessária para alcançar aquilo que buscamos - uma profunda consciência acerca de quem, de fato, somos - só será suportada se existir dentro de nós a confiança de que a semente inevitavelmente germinará.
Se não estivermos preenchidos por essa certeza, nenhum resultado poderá ser obtido e desistiremos diante do primeiro obstáculo que surgir. E eles serão muitos, pois a mente nos coloca inúmeras armadilhas para nos convencer de que viver sob seu domínio é a única forma de existência possível.
A confiança, porém, não pode vir acompanhada de ansiedade ou expectativa, porque estas constituem os principais entraves para um estado de relaxamento e paz. Aqueles que já se encontram nesse caminho, sabem que ao invés de ansiar pelo resultado final, devemos usufruir de cada instante que vivermos durante essa jornada, pois ela em si já se constitui numa grande bênção.
Se focarmos nossa energia na ânsia por obter algum resultado, certamente deixaremos de enxergar os momentos preciosos que a vida vai colocando em nosso caminho. A serenidade e a alegria são os principais critérios para sabermos se estamos de fato no caminho de volta para nosso verdadeiro ser.
Quanto mais preenchidos por estes sentimentos nos mantivermos, mais perto estaremos da fonte original de onde eles emanam: o divino, a dimensão onde o ego e a mente perderam todo o poder e somente a consciência de uma profunda união com tudo o que existe permanece.
Da observação à não-mente
... Uma vez que um homem esteja em um estado de não-mente, nada pode desviá-lo de seu ser. Não há poder algum maior que o da não-mente. Nenhum mal pode ser feito a tal pessoa.
Nenhum apego, nenhuma cobiça, nenhuma inveja, nenhuma raiva, nada pode surgir nele. A não-mente é absolutamente um céu puro, sem qualquer nuvem.
Existe uma lei intrínseca: pensamentos não têm vida própria. Eles são parasitas; eles vivem na sua identificação com eles. Quando você diz, 'eu estou com raiva', você está despejando energia vital na raiva, porque você está ficando identificado com ela.
Mas quando você diz: 'eu estou observando a imagem da raiva na tela da mente dentro de mim', você não está mais dando qualquer vida, qualquer alimento, qualquer energia à raiva. Você será capaz de vê-la porque você não está identificado, a raiva é absolutamente impotente, não tem qualquer impacto sobre você, não muda você, não afeta você. Ela é absolutamente oca e morta. Ela passará e deixará o céu limpo e a tela da mente vazia.
... E uma vez que você começa a se mover no caminho certo, o seu êxtase, as suas belas experiências vão se tornar mais e mais profundas, mais e mais amplas, com novas nuances, novas flores, novas fragrâncias.
... Esses são os caminhos e o critério de como escolher: se você se move em algum caminho, usa alguma metodologia e isso lhe traz alegria, mais sensitividade, torna-o mais observador e lhe dá uma sensação de imenso bem estar, esse é o único critério de que você está indo no caminho certo. Se você estiver se tornando mais miserável, mais raivoso, mais egoísta, mais ambicioso, mais luxurioso, estas são as indicações de que você está se movendo num caminho errado.
No caminho certo, a sua felicidade irá crescer dia após dia e suas experiências de belas sensações irão tornar-se tremendamente psicodélicas, muito coloridas, com cores que você nunca viu no mundo, com fragrâncias que você nunca experimentou. Então, você poderá seguir no caminho sem qualquer medo de que possa estar indo errado...
... A meditação com certeza leva à não-mente, assim como todo rio se move em direção ao mar, sem qualquer mapa, sem qualquer guia. Todo rio, sem exceção, finalmente, alcança o oceano. Toda meditação, sem exceção, finalmente, alcança o estado de não-mente.
... Não-mente é uma palavra simples, mas ela significa exatamente iluminação, liberação, liberdade de todas as escravidões, experiência de imortalidade.
Essas são palavras grandiosas e eu não quero que você fique assustado, por isso eu uso uma palavra simples, não-mente. Você conhece a mente... e você consegue conceber um estado em que essa mente esteja sem funcionamento.
Uma vez que esta mente esteja sem funcionamento, você se torna parte da mente do cosmos, da mente universal. Quando você é parte da mente universal, a sua mente individual funciona como uma bela serviçal. Ela terá reconhecido a mestra e ela trará novidades da mente universal para aqueles que ainda estão presos à mente individual.
Quando eu estou falando para vocês, é na verdade o universo que está me usando. As minhas palavras não são minhas palavras, elas pertencem à verdade universal. Esse é o poder, o carisma e a magia delas."
OSHO - Satyam, Shivam, Sundram - tradução: Sw.Bodhi Champak
Elisabeth Cavalcante é Taróloga, Astróloga,
Consultora de I Ching e Terapeuta Floral.
Atende em São Paulo e para agendar uma consulta, envie um email.
Conheça o I-Ching
Email: elisabeth.cavalcante@gmail.com
Por que aceitamos que alguém nos trate mal?
Certa vez, disse a Lama Gangchen Rinpoche: "Desta vez quero olhar para a negatividade de frente. Não vou negá-la". Ele, então, me respondeu: "Olhar é bom, mas não a toque. É como quando você assiste ao noticiário na TV. Você vê a negatividade, mas não deixa que ela entre na sua casa. Você pode encarar a negatividade de frente, mas não deixe que ela entre na sua mente".
A maior parte das mensagens de nossa sociedade contém idéias destrutivas e negativas. Basta ligar a TV em qualquer noticiário para nos lembrarmos do quanto o mundo é perigoso. Na tentativa de tentarmos nos proteger das ameaças cotidianas, vamos nos tornando acuados ou até mesmo igualmente perversos ao ambiente hostil que frequentamos. Manter a mente limpa é um desafio que requer reflexão constante para não deixar as informações ou pontos de vista negativos de outras pessoas influenciarem nossa mente.
Lama Gangchen Rinpoche nos alerta: "Não devemos seguir professores negativos ou comprar informações negativas no supermercado dos pensamentos". Em outras palavras, Marie France Hirigoyen, autora do livro "Assédio Moral" (Ed. Bertrand Brasil) nos diria para reconhecermos as características dos comportamentos perversos para não nos deixar levar por eles.
No entanto, não é tão simples nem fácil reconhecer um comportamento perverso. Marie France esclarece: "Pequenos atos perversos são tão corriqueiros que parecem normais. Começam com uma simples falta de respeito, uma mentira ou uma manipulação. Não achamos isso insuportável, a menos que sejamos diretamente atingidos. Se o grupo social em que tais condutas aparecem não se manifesta, elas se transformam progressivamente em condutas perversas ostensivas, que têm consequências graves sobre a saúde psicológica das vítimas. Não tendo certeza de serem compreendidas, estas se calam e sofrem em silêncio". Uma vez em que aprendemos a olhar os maus tratos como algo aparentemente normal, e, portanto, teoricamente aceitável, nem pensamos que seja possível e saudável nos desvencilharmos destes maus tratos!
Afinal, por que aceitamos que alguém nos trate mal? Porque duvidamos de nossa própria sanidade mental. Neste sentido, saber de si, quer dizer, conhecer nossos potenciais, recursos e limitações é a base de nossa segurança interna.
Todos nós já sabemos que vivemos num mundo hostil, mas é preciso saber como não cair nas armadilhas da hostilidade alheia. Precisamos nos encorajar o tempo todo a não seguir a negatividade, especialmente se estivermos cercados dela. Assim como escreve Lama Gangchen Rinpoche, em seu livro "Ngelso Autocura Tântrica III" (Ed Gaia): "a única mensagem que recebemos dos outros é: 'Não me incomode'. Por isso, precisamos ter um forte refúgio interior, impenetrável às influências alheias".
Para melhor responder à questão "por que aceitamos que alguém nos trate mal?", vamos conhecer as artimanhas do comportamento de quem nos trata mal. Uma característica comum a todo comportamento perverso é impedir o outro de pensar, para que ele não tome consciência do seu processo de dominância - ele cria fragilidade a fim de impedir que o outro possa se defender.
Marie France Hirigoyen esclarece: "Entre casais, o movimento perverso instala-se quando o afetivo falha ou, então, quando existe uma proximidade excessivamente grande com o objeto amado. Excesso de proximidade pode dar medo e, exatamente por isso, o que vai ser objeto da maior violência é o que há de mais íntimo. Um indivíduo narcisista impõe seu domínio para controlar o outro, pois teme que, se o outro estiver demasiadamente próximo, possa vir a invadi-lo. Trata-se, portanto, de mantê-lo em uma relação de dependência, ou mesmo de propriedade, para comprovar a própria onipotência. O parceiro, mergulhado na dúvida e na culpa, não consegue reagir".
Por isso, aqui vai o primeiro conselho para impedir que alguém lhe faça mal: Não aceite críticas unilaterais. Ninguém é totalmente responsável por uma situação-problema. Portanto, não assuma a 'culpa' toda para si crendo que desta forma poderia aliviar a tensão presente.
Nestes momentos, nos ajuda lembrar que a origem do comportamento perverso está justamente no fato da pessoa não querer assumir a responsabilidade por seus atos. Portanto, ao assumir o que cabe ao outro, estamos nutrindo o seu comportamento hostil.
Outra artimanha do comportamento perverso consiste em recusar uma comunicação direta. Marie France Hirigoyen alerta: "O parceiro vê-se obrigado a fazer as perguntas e dar as respostas e, caminhando a descoberto, evidentemente comete erros que são captados pelo agressor para enfatizar a nulidade da vítima". Portanto, se você percebe que anda falando sozinho num relacionamento a dois, está na hora de parar e perguntar-se se vale a pena ajustar-se a tal comportamento. Pois ele é autodestrutivo.
A esta altura, já entendemos que quem nos trata mal não está receptivo a conversar, pois isso significaria o fim do conflito, o que o impediria de extravasar a sua agressão. Portanto, é importante levarmos em conta os custos e benefícios de tal relacionamento. Neste sentido, ao invés de lamentarmos "Me solta!", podemos nos dizer: "Eu te solto!". Para tanto, teremos que nos tornar conscientes tanto de nossas limitações quanto de nossos recursos para, passo a passo, nos soltarmos da crença de que estamos presos a uma posição sem saída. Ainda que os outros nos tratem mal, podemos nos tratar bem!
Na medida em que cultivamos uma certeza interna inabalável de não querermos mais nos envolvermos em relacionamentos destrutivos, desenvolvemos amor e gentileza - uma energia positiva interior impede que nossos inimigos ou seres malignos nos causem mal, pois precisariam apoiar-se em alguma negatividade nossa para isso.
Assim como aconselha Lama Gangchen Rinpoche; "A coisa mais importante do mundo é nunca abandonar nosso coração acolhedor, mesmo diante de uma ameaça de morte, pois esse é o nosso verdadeiro e eterno amigo".
Bel Cesar é psicóloga e pratica a psicoterapia sob a perspectiva do Budismo Tibetano.Trabalha com a técnica de EMDR, um método de Dessensibilização e Reprocessamento através de Movimentos Oculares. Autora dos livros Viagem Interior ao Tibete, Morrer não se improvisa, O livro das Emoções e Mania de sofrer pela editora Gaia. |
quinta-feira, 26 de agosto de 2010
Fotografia Sensual: Diferenciando o Vulgar do Sensual
Diferenciar o vulgar do sensual pode parecer algo bastante complicado à primeira vista, mas não vou discutir a parte “subjetiva” da diferença entre os dois, e sim a diferença prática usando foco e luz. Depois, partimos para a direção!
O “sensual”, na nossa fotografia, vai se diferenciar do vulgar escondendo mais do que mostrando! Vamos ver como conseguir isso.


—
Você pode “brincar” de diferenciar fotos sensuais de fotos vulgares em sites como o Paparazzo (NSFW). Nos ensaios de sites e revistas deste tipo existe uma mistura de fotos sensuais e fotos bem vulgares. Você pode usar como exercício para treinar o olhar!
http://www.dicasdefotografia.com.br/fotografia-sensual-diferenciando-vulgar-de-sensual
O “sensual”, na nossa fotografia, vai se diferenciar do vulgar escondendo mais do que mostrando! Vamos ver como conseguir isso.
Foco
Ter uma lente bastante clara não te ajuda somente na hora de fotografar com pouca luz, mas também te ajuda a conseguir uma profundidade de campo curta e assim adicionar mais mistério na imagem de um corpo. Focando somente no rosto, por exemplo, você “mostra mas não mostra” o que está embaçado, trazendo a sensualidade à tona.
Iluminação
A luz utilizada também seguirá o mesmo objetivo: esconder bastante e mostrar um pouquinho! Por isso use e abuse de sombras para adicionar mais mistério.
Direção
A direção, já “iniciada” no post anterior deixando sua modelo mais à vontade, deve seguir a direção tradicional de um ensaio feminino, adicionando alguns “olhares 43” (que dependendo da sua modelo deverá ser mais trabalhado ou “brincado” para ficar natural.) A regra aqui é não forçar: não forçar um olhar muito sensual, não forçar uma pose muito desconfortável e não forçar algo que a modelo não é. Se não mantermos a naturalidade e estilo de cada modelo o resultado pode acabar ficando brega. Fazer fotos de olhos fechados ou olhando para baixo ajuda sua modelo a ficar mais confiante.—
Você pode “brincar” de diferenciar fotos sensuais de fotos vulgares em sites como o Paparazzo (NSFW). Nos ensaios de sites e revistas deste tipo existe uma mistura de fotos sensuais e fotos bem vulgares. Você pode usar como exercício para treinar o olhar!
http://www.dicasdefotografia.com.br/fotografia-sensual-diferenciando-vulgar-de-sensual
Autoestima
Revista Gold Mazagine
Quem nunca pensou em ser observada de uma maneira especial, deixando aflorar toda a sua beleza?
A fotografia pode despertar e valorizar a sensualidade que todas as mulheres possuem, mas que muitas deixam de lado por medo ou timidez.
Na novela "Viver a Vida", a personagem Ingrid (Natália do Vale), ajuda suas clientes a encontrarem a sensualidade e a melhorarem a autoestima através dos ensaios fotográficos. A produção é total e tudo é permitido diante dos flashes. O trabalho fictício foi elaborado a partir de exemplos da vida real, depois que o escritor Manoel Carlos conheceu e aprovou o trabalho de duas amigas: Darcy Toledo e Jane Walter.
Revelar a beleza da mulher comum, seja qual for a sua idade ou seu tipo físico, é o objetivo das duas fotógrafas, que criaram um trabalho específico e personalizado, voltado para atender as expectativas das clientes.
Matéria publicada na revista Gold Magazine, clique aqui para ler a matéria on-line.
Pequeno glossário da fotografia digital
Preparamos um pequeno glossário para ajudá-lo a decodificar o jargão fotográfico. Esperamos que seja útil.
Por Mario Amaya
Autofoco – Sistema eletrônico pelo qual a câmera detecta sozinha o ponto focal da imagem, ajustando a posição da lente por meio de um motor elétrico embutido. Surgiu em máquinas de filme entre os anos 70 e 80. Hoje, é item de série em qualquer câmera digital.
Balanço do branco (white balance) – Ajuste da câmera para que ela capture corretamente as cores dos objetos sob fontes de luz de diversos tipos, evitando que a foto fique com coloração indevida. Normalmente é automático, mas as câmeras mais avançadas também permitem que seja feito manualmente.
Bokeh (do japonês; pronúncia “bokê”) – Pontos e círculos de luz nas áreas desfocadas de uma foto, obtidas quando a lente está em macro, tele ou com a abertura bem larga.
Compensação de exposição
Contraste – Separação entre os tons mais claros e os mais escuros da imagem. As digitais amadoras tendem a exagerar no contraste. Deixe no mínimo, se tiver ajuste na câmera, e mude no computador apenas quando absolutamente necessário.
Composição – Disposição dos elementos da cena dentro do enquadramento da foto. Fotógrafos amadores e leigos, em geral, tendem a simplesmente centralizar o assunto e ignorar os seus arredores. Um fotógrafo com o olho treinado tenta “colocar” todos os elementos da cena em posições harmoniosas entre si. Muitas câmeras exibem linhas no LCD que dividem a imagem em terços horizontais e verticais, a fim de auxiliar na composição.
Enquadramento – Definição do quanto da cena fotografada será registrado na imagem fotográfica. Com a prática, o fotógrafo “visualiza” mentalmente o que pretende incluir na composição, e então faz o enquadramento utilizando o visor da câmera. O que você vê a olho nu, sem os limites do enquadramento, é muito diferente do que a câmera vê. O truque é aprender a imaginar a cena como ela será vista pela câmera. Isso só vem com o treino constante.
Flash – Fonte de luz auxiliar utilizada para iluminar a cena durante a captura da foto em situações de pouca luz. As máquinas compactas sempre têm um flash embutido para compensar sua pouca sensibilidade luminosa em cenas noturnas, dentro de bares etc. A programação da câmera determina quando ela deve usar o flash e em qual intensidade. O flash embutido fica muito próximo à lente, o que causa um reflexo dentro dos olhos das pessoas retratadas, resultando no “olho vermelho”. O problema pode ser retocado, mas o melhor é usar um flash externo separado ou luz contínua, sempre que possível.
Fill flash ou flash de enchimento – Quando o flash é usado para preencher os detalhes das sombras em situações de iluminação direta muito forte, como sol a pino.
Foco fixo ou focus-free
Grande-angular ou wide angle – Objetiva de distância focal curta, que abrange um campo de visão largo, permitindo capturar grande parte de uma cena em uma tomada.
Ingestão
Lente ou objetiva – Conjunto óptico que capta a luz da cena e a dirige até o sensor ou filme. É formada por certa quantidade de “elementos”, peças polidas de vidro e cristal com variadas curvaturas e propriedades ópticas. Uma porção desses elementos é movida dentro da lente para obter o foco.
JPG
Normal – Objetiva que possui um campo de visão considerado natural em relação à visão humana. Quando a objetiva é mais curta que a normal, é chamada de grande-angular; quando mais longa, é uma teleobjetiva. Tradicionalmente, a lente de 50 mm é considerada a normal em câmeras de filme de 35 mm. Em uma digital, o mesmo ângulo é obtido por uma lente mais curta. Na maioria das SLRs digitais, a normal está entre 30 e 35 mm. Numa compacta digital, é algo em torno de 10 a 13 mm.
Objetiva - Ver Lente.
Profundidade de campo – Extensão da área em foco dentro da foto. Câmeras amadoras compactas tentam deixar o máximo possível da cena em foco. Mas há alguns macetes para conseguir uma profundidade de campo encurtada, produzindo um belo desfoque e efeitos de bokeh na frente e atrás do sujeito.
RAW – Formato de arquivo de foto digital que é o equivalente eletrônico do negativo, preservando toda a informação capturada pelo sensor. Um fotógrafo profissional captura e processa a imagem em RAW para extrair mais detalhe visual do que é retido pelo arquivo JPG. Os arquivos RAW são muito maiores que os JPG e exigem mais memória.
Saturação – Intensidade das cores na imagem. As digitais amadoras tendem a exagerar um pouco na saturação, mas normalmente há um controle manual nos menus para acertar a seu gosto.
Sensor de imagem – Um tipo de chip eletrônico em que a imagem é focalizada pela lente para ser capturada. É o substituto do filme dentro da câmera digital. Existem dois tipos principais de tecnologias de sensores concorrendo no mercado: CCD e CMOS. As câmeras profissionais tendem ao CMOS, enquanto as amadoras usam CCD.
Sharpening – Controle de nitidez, efeito digital que aumenta o contraste entre os pixels vizinhos para destacar os detalhes finos da foto. Normalmente, é ajustável na câmera. Como o efeito não pode ser revertido e pode degradar a imagem, deixe-o ajustado no mínimo na câmera e aplique-o no computador apenas quando realmente necessário.
Teleobjetiva – Objetiva de distância focal longa, que abrange um campo de visão estreito, podendo enquadrar objetos distantes.
Tratamento – Ajustes, efeitos e retoques na foto digital. Normalmente, ocorre em um programa dentro do PC, como o Photoshop ou o Lightroom. Mas algumas câmeras também podem realizar modificações diretas na imagem, como remoção de olhos vermelhos, conversão para sépia e adição de molduras.
Zoom – Objetiva que permite variar o comprimento focal. As compactas, geralmente, têm lentes zoom que cobrem a gama entre a grande-angular e a teleobjetiva média, com a normal a meio caminho.
Wide Angle - Ver Grande Angular.
http://www.revistawindowsvista.com.br/node/1230
10 dicas para melhorar suas fotos digitais

Atualmente, todo mundo tem câmera digital. Se você já possui um PC, a chance de também ter um equipamento fotográfico é de quase 100 %.
Por Mario Amaya.
Muito provavelmente, sua máquina é uma compacta com zoom, como a de 90% da população ligada em tecnologia. Se não for uma câmera, é um celular com câmera embutida. Acertei? Foi fácil!
Em uma década, desde que suplantou o filme para uso amador, a foto digital tornou-se muito mais presente em nossas vidas do que a fotografia com filme após um século e meio de desenvolvimento. Com a digital, todo mundo fotografa!
E essa popularização toda deve muito à eletrônica das máquinas, que simplificou a operação. Câmeras não põem mais medo nas pessoas leigas. Não há um monte de botões para girar e apertar, não existe tanta chance de as fotos darem errado e se elas derem errado, você vai perceber na hora e tentar de novo, em vez de apenas conhecer o desastre horas ou dias depois, no balcão do laboratório de revelação.
Você não enfrenta nenhuma complicação técnica: basta ligar a câmera, apontar e clicar. A máquina pensará por você. Afinal, ela contém um pequenino computador cujo software é dedicado unicamente à tarefa de ajustar os controles internos para que a imagem seja capturada da melhor forma possível.
Todavia, como é possível que algumas pessoas consigam extrair tanta beleza de pequenas câmeras de bolso, enquanto outras fazem foto feia após foto feia com equipamentos avançados e caros? Qual o segredo? Depende de um dom divino ou é um traquejo que pode ser adquirido e treinado? Acho que está mais para o segundo caso.
Determinação em progredir também conta muito. Se você utilizar a câmera sempre em estilo “documental”, para registrar momentos e nada mais que isso, não vai ter incentivo para se aventurar na estética.
Este artigo, temperado por informações úteis e depoimentos de fotógrafos profissionais que fizeram sua carreira no mundo digital, é dedicado a quem deseja desvelar os segredos e subir um degrau na qualidade de suas fotos.
É só ter paixão e vontade, tirar proveito dos recursos da câmera e treinar o olho. Ainda não será preciso apertar e girar um monte de botões.
DICA 1 – A câmera gosta de ser segurada com firmeza
Mesmo que sua câmera seja do tipo novo que tem estabilização de imagem, você ainda vai perder algumas fotos por causa de tremores e borrões. É inevitável. Portanto, é bom se prevenir. Continuam valendo as centenárias lições de como se porta uma câmera, a seguir:1) Estando de pé, afaste um pouco os pés para ficar com o corpo mais estável. Se dispuser de um poste, parede, batente ou outra coisa fixa, encoste-se sem pudores.
2) Segure a câmera com as duas mãos sempre que puder. Os dedos devem envolver as laterais da máquina; somente os da mão direita podem invadir um pouco a frente do equipamento. Acostume-se a não tampar, com seus dedos, a lente, nem a janela de zoom e nem a janela de sensor de foco.
3) Aperte os cotovelos contra as laterais do corpo para aumentar a estabilidade dos braços.
4) Prenda a respiração durante o clique. Esse toque pode parecer frescura de veterano, mas isso, de fato, aumenta a estabilidade da câmera na hora crucial, além de ajudar muito na concentração. Já reparou em como um jogador de basquete, ao cobrar uma falta, sempre dá uma respirada curta e, então, a prende antes de arremessar a bola? É a mesma coisa para um fotógrafo. Não respire: clique!
5) Haverá ocasiões em que não vai dar para obter uma foto estável segurando a câmera na mão. Ou então, você pode querer usar o temporizador (timer) para se incluir na foto. Para esses casos, use um tripé. Mas nem estou falando daqueles tripés profissionais enormes. Nas lojas especializadas, por cerca de R$ 15, você leva um tripé miniatura do comprimento de uma caneta, quando fechado. Pagando um pouquinho mais, leva um tripé com pernas telescópicas e uma articulação de esfera que permitirá colocar a câmera exatamente do jeito que você quiser, desde que enquadrando na horizontal. Perfeito para não ocupar espaço na bolsa e ficar de prontidão para qualquer viagem ou almoço de família.
Dica extra: não faça as fotos sempre da mesma altura. Fotos feitas com a câmera no nível normal do olho rebaixam, achatam e engordam as pessoas. Nada bom para alguém que você gostaria de agradar com suas imagens. Experimente abaixar-se ao fotografar seus amigos de corpo inteiro. Lembre-se dos filmes antigos, em que sempre vemos gente tirando retratos com suas câmeras no nível da cintura ou do peito, olhando o resultado por cima. Como sua câmera moderna não tem visor para cima, precisará se abaixar para fazer o mesmo. Além disso, animais como cães e gatos ficam muito mais simpáticos quando retratados de sua própria altura, e não vistos de cima. Até as fotos de paisagens ganham com um ponto de vista diferenciado. O impacto de uma árvore ou edifício pode ser aumentado com a máquina posicionada mais próxima do chão. De modo geral, varie a altura de sua câmera em relação ao chão para resultados criativos e mais interessantes.
DICA 2 – Cuide do seu equipamento, ou gaste mais depois!
Câmera não é robusta como telefone celular, é algo bem mais delicado e merece cuidado extra. Uma das coisas que mais me molestam em usuários casuais de câmeras são os maus-tratos gratuitos que eles infligem às suas máquinas. Eu mesmo destruí uma delas por negligência e resolvi rever os maus hábitos. Eis o que aprendi que pode ser feito para que minhas próximas câmeras não tenham o fim de minha falecida Sony DSC-T7, que teve a presença de espírito de fazer mais de dez mil fotos após ter caído no asfalto a partir de uma bicicleta em movimento a 30 quilômetros por hora (mas, como vingança, parou de funcionar em plena viagem de Carnaval).1) A alça da câmera deve envolver o seu pulso (se for do tipo curto) ou seu pescoço (se for do tipo longo). Acostume-se a usar a alça sempre! Não se contente em apenas segurar a câmera na mão. A chance de ela escorregar e cair existe o tempo todo, mesmo com os fotógrafos tarimbados. Aparelhos eletrônicos detestam pancadas, mais ainda os aparelhos eletrônicos com mecânica de precisão. Seja consciente: sua câmera é tão delicada por dentro como seu notebook. Se a câmera cair no chão, no melhor caso ela perderá alguns milhares de fotos em vida útil. No pior caso, morrerá repentinamente a qualquer momento, sem chance de reparo na garantia. Portanto, não custa repetir: use sempre a alça!
2) Você já tem um hard case (estojo rígido)? Não? Então, compre o seu já. Agora mesmo. Não custa quase nada e prolonga muito a vida de sua câmera, além de instilar a saudável disciplina de guardar a máquina corretamente. Os estojos e bolsinhas, normalmente, são estofados por dentro, com um material macio. Mas se preferir deixar a sua compacta no bolso da calça (péssima idéia, mas não posso fazer nada para impedir), ao menos compre uma daquelas “meias” para celular ou iPod e acostume-se a deixar sua câmera dentro dela. Isso já ajuda a prevenir os riscos.
Não compre um estojo com um logo imenso da Nikon, Canon, Sony, Olympus, Pentax… Quem precisa saber a origem do seu equipamento é você, e não os amigos do alheio. Mesma coisa para as alças (straps) de pescoço. Carregar logos enormes e vistosos é bom apenas para o fabricante da câmera e para os assaltantes!
Seu estojo deve ter alça própria, também. Use-a para carregar o estojo com a câmera dentro. Um estojo solto por aí sem alça é um perigo para o patrimônio, pois tende a ser esquecido em bancos de carros de táxis, ônibus, balcões de padarias etc. (Perdi outra câmera em uma bobeira dessas e aprendi a lição do modo mais duro).
3) Câmera não é relógio de pulso. Nunca exponha sua câmera à chuva. E mesmo que esteja protegida dentro de um saquinho plástico, a diferença de temperatura entre ela e o ambiente pode provocar condensação de água, que além de embaçar a lente, corrói os circuitos eletrônicos por dentro.
4) Compre a película especial de proteção para telas de Pocket PC e smartphones. Não é muito barata (em torno de RS 15 cada folha), mas você nunca mais vai se incomodar com riscos e sujeiras de dedo, pois os riscos não atingem o LCD e o plástico mágico da película não fica marcado pela gordura dos dedos. Instruções de uso: corte a película com cuidado, utilizando régua e estilete, em uma medida ligeiramente inferior à do visor LCD de sua câmera, deixando cerca de meio milímetro a menos para cada lado. Chanfre bem de leve cada canto da película, para que ela não enganche e seja acidentalmente arrancada do LCD pelas arestas. O LCD deverá ter sido rigorosamente limpo com uma flanela e um pingo de álcool, e não devem restar quaisquer partículas de poeira ou fiapos de tecido. A película tem um lado certo a ser aplicado ao LCD. Aplique a partir de um canto, sem deixar bolhas, como se fosse um sticker. A adesão a seco não funciona direito; o segredo é umedecê-la um pouco com água antes da aplicação. Depois de aplicada, a película tende a ficar quietinha no lugar até o distante dia em que estiver suficientemente riscada para merecer a troca.
Seguindo todas essas sugestões, minha Lumix ainda está em estado de nova após mais de 90 mil fotos, saindo à rua comigo todos os dias.
Dica adicional importante: você sujou a lente de sua objetiva tocando-a com o dedo. Limpe-a! Uma lente suja pelo dedo produz imagens sem contraste e embaçadas. A maneira certa de limpar a lente é pingar uma gota de fluído de limpeza para óculos e enxugar em movimentos circulares, usando o paninho de limpar que acompanha o fluído ou um cotonete.
DICA 3 – Não seja preguiçoso para alcançar as coisas com o zoom
1) Caminhe até achar o ângulo perfeito. Entre todos os recursos de uma câmera moderna que deixam o usuário preguiçoso, o zoom é o principal. Mas na hora de fazer a composição da foto, o melhor método ainda é caminhar um pouco para frente, para trás, para os lados, enquanto olha na tela para descobrir o enquadramento ideal e checar se não está inadvertidamente fazendo a árvore no fundo parecer que cresceu da cabeça do seu cunhado.2) Tire proveito de todo o espaço disponível no enquadramento. Você pode utilizar o zoom para isso, ampliando o assunto fotografado e eliminando da imagem tudo o que não tiver a ver com ele. Em outras fotos, vai preferir deixar a lente na posição grande-angular, a fim de capturar a atmosfera do local. Mas, nesse caso, as pessoas na cena poderão parecer pequeninas e indistintas. Nessa decisão, entra o estilo pessoal, e ele se desenvolverá somente com deliberação e prática. Na dúvida, faça duas ou mais fotos com diversos modos de zoom e estude as diferenças em casa, abrindo as fotos na tela do seu PC. Verá que as diversas distâncias focais possíveis no zoom deixam a foto com uma personalidade muito diferente. Uma foto feita com grande-angular torna o ambiente espaçoso, os vazios eloqüentes, as distâncias entre os planos aumentadas e os objetos e pessoas encolhidos. Por sua vez, uma foto feita em tele achata os planos, acrescenta uma certa monumentalidade ao assunto e simplifica a composição, além de diminuir a distorção das retas nas fotos de arquitetura.
3) Para retratos de pessoas, use um comprimento focal situado entre a normal e a tele, isto é, a meio caminho no curso do zoom. Não faça os retratos na posição inicial da objetiva (wide). Quando você faz isso, é forçado a se aproximar demais da pessoa, distorcendo as feições na foto. Esse, aliás, é o problema dos auto-retratos feitos com o braço esticado. As pessoas saem narigudas e baixinhas, você já notou? Fotografando um pouco mais de longe, além de evitar a distorção, a pessoa retratada fica mais à vontade na presença de uma lente. E dependendo da abertura de sua objetiva, a imagem pode ganhar um agradável desfoque no fundo.
4) Tome cuidado com o foco: ele fica bem difícil de acertar no zoom mais longo. Às vezes, a câmera tende a colocar o foco em outro objeto mais próximo ou mesmo no fundo atrás da pessoa retratada. Fique atento!
DICA 4 – Use o flash de maneira brilhante
A programação interna da sua câmera decide corretamente, na maior parte das vezes, quando é preciso acionar o flash para iluminar uma cena com pouca luz. Infelizmente, essa programação não analisa corretamente duas situações comuns. Você precisa intervir na situação para conseguir a foto que deseja.1) Pessoa na penumbra com um céu diurno ou outro fundo muito claro – Se você deixar que a máquina tire a foto do jeito dela, obterá apenas uma silhueta preta e um céu estourado. Um lixo de foto, infelizmente muito comum nos álbuns de férias!
Solução: acione o flash. Pode soar absurdo usar o flash sob luz do dia, mas é justamente nessa ocasião que ele fica mais útil! As sombras formadas pelo sol a pino são muito marcadas e contrastadas, o que não ajuda a beleza de sua modelo. Se ela estiver na sombra, pior ainda: não vai aparecer detalhe nenhum onde deveria.
Sua câmera tem, no menu, um modo chamado “fill flash” (flash de enchimento) ou “slow sync” (sincronização lenta). Esse modo produz um flash de baixa intensidade que completa a iluminação da cena, preenchendo os detalhes nas sombras sem eliminá-las.
Se o flash de enchimento for muito fraco, mude o ajuste para “forced flash” e tente de novo. Tome um pouco de distância, caso precise diminuir a intensidade do flash em relação ao fundo.
Na próxima vez que deparar com essa situação, você já terá uma boa noção do que a câmera pode fazer e não terá mais trabalho.
Importante: a exposição com fill flash demora mais que o normal. A câmera deve estar bem firme ou apoiada em alguma coisa para que as diversas áreas de luz não fiquem deslocadas entre si ou borradas durante a captura. E não tente fazer todas as fotos dessa maneira, porque o flash consome muito a bateria.
2) Flash e objetos distantes à noite – O manual de sua câmera deixa claro que o flash tem alcance de apenas seis metros. Mas você ignora esse detalhe crucial. Só que a câmera também não leu o manual… ela também ignora o detalhe. Você vai a um show de música lotado a céu aberto. Não consegue ficar a menos de 30 metros dos artistas… A cada clique, a câmera dispara o flash inutilmente e a foto ainda sai terrivelmente escura.
Por quê? A programação interna da câmera percebe que a cena contém pouca luz e tenta compensar disparando o flash, mas ela está longe demais da cena. Incrivelmente, câmeras de todas as marcas e tipos cometem esse erro.
Solução: desligue o flash no menu (“flash forced off”), segure a câmera firmemente e deixe que ela se vire com a luz disponível. Pode ser que saia uma boa foto. A chance de que a imagem fique borrada é grande. Se as fontes de luz estão distantes, pode ser que simplesmente não dê para tirar uma foto boa. Mas ela não ficaria melhor com o flash ligado gastando bateria à toa, iluminando as cabeças das pessoas na platéia bem à sua frente.
O mesmo procedimento vale para fotos tiradas em estádios ou na orla do mar à noite.
Dica extra: leve junto à câmera uma lanterna barata de LEDs. Seu melhor uso é para criar uma luz secundária capaz de dar profundidade, detalhe e nobreza a uma foto de um objeto próximo. Pratique o truque de coordenar a câmera em uma mão com a lanterna na outra, ou peça a alguém para ajudar. Fotografia é a arte da luz, e o que define um fotógrafo profissional é a maneira como ele se relaciona com a luz.
Portanto, treine!
DICA 5 – Obtenha as fotos mais difíceis com o modo contínuo
Em certas situações – a mais comum é quando o assunto de sua foto é uma pessoa conversando e gesticulando, uma criança ou animal movimentando-se muito –, a chance de a foto virar um borrão com o movimento é enorme. É aí que você usa o burst, também chamado modo contínuo. Esse é um utilíssimo recurso das câmeras digitais que não é tão explorado quanto poderia. Burst é simplesmente a capacidade de tirar múltiplas fotos seguidamente, mantendo o botão de disparo apertado. Fique de olho no espaço livre em seu cartão de memória e divirta-se.1) O burst, geralmente, vem desabilitado nas câmeras novas. Você deve ativá-lo no menu e deixá-lo assim permanentemente. Isso não causa problema nenhum, a não ser que você aperte o botão com a mão muito pesada e tire fotos a mais sem querer. Mas não chega a ser um problema. É incomparavelmente melhor sobrar fotos do que perder fotos.
2) A técnica para usar o burst é simples: enquadre a cena, segure o botão e tire uma série de fotos. Algumas máquinas tiram apenas três por vez, outras deixam tirar quantas você desejar.
3) Mais tarde, escolha a foto que ficou melhor e descarte as demais da série. Ou talvez, deixe a melhor e também a segunda melhor, a título de salvaguarda. Deixe para fazer isso mais tarde no PC, caso tenha bastante memória livre.
Fazendo burst em toda a situação de foto difícil, você não poderá reclamar de “fotos perdidas”, nem lamentar que não conseguiu capturar o “instante decisivo”, a não ser que esse instante tenha passado antes de você clicar.
DICA 6 – Divirta-se enormemente com a macrofotografia
As câmeras digitais, em geral, e em especial as compactas, não são boas para registrar amplas paisagens. Falta-lhes a capacidade de fixar os detalhes muito finos da cena. Em compensação, as pequenas digitais brilham quando o assunto é macro (fotos de objetos muito pequenos ou próximos). As lentes diminutas das compactas são perfeitamente dimensionadas para fazer ótimas fotografias de coisinhas como moedas, plantas, insetos etc.E poucas atividades são tão divertidas – ou capazes de arrancar um fotógrafo do tédio – como sair em busca de objetos caseiros que possam servir como “modelos”, ou visitar uma loja de paisagismo e deleitar-se fazendo macros das flores. Todos os catálogos de fotógrafo amador e todos os álbuns do Flickr contêm macros de flores, simplesmente porque fazê-las é um dos mais gostosos exercícios da fotografia, por mais lugar-comum que possa parecer.
A câmera já vem com um modo macro, representado no menu ou no seletor rotativo com o símbolo de uma flor. Usualmente, a distância mínima de foco é em torno de alguns centímetros, e a máxima é algo em torno de um metro, o que é suficiente também para retratar animais domésticos. Vamos, então, aos macetes do modo macro:
1) Em macro, a profundidade de campo é muito limitada. Traduzindo: você consegue deixar em foco somente uma porção muito bem definida da cena. A maioria das coisas não ficará inteiramente em foco. Assim, é preciso avaliar a cena e decidir qual será o ponto em foco. Em alguns casos, vale fazer uma série de fotos do mesmo assunto em distâncias focais ligeiramente diferentes e só depois, tirando proveito da tela grande do PC, descobrir qual ficou melhor. Meu método rápido e rasteiro para macros de flores com a câmera na mão consiste em fazer uma “varredura de foco”: botar a máquina em disparo contínuo (burst, descrito há pouco) e fazer diversas imagens seguidas, afastando a câmera sutilmente entre cada uma e a próxima.
Detalhe importante: a maioria das câmeras possibilita usar o zoom para ampliar a imagem em macro, mas só até certo ponto, além do qual a máquina fica “míope” e não consegue mais segurar o foco. Isso não é um defeito da câmera, é uma limitação natural da objetiva.
2) Se você quiser aumentar o fator de ampliação da sua objetiva, pode segurar à frente dela um filtro close-up, do tipo usado em lentes de SLR. Ele vai gerar um pouco de aberração cromática (franjas coloridas nas áreas periféricas da foto) e encurtará ainda mais a profundidade de campo, mas a câmera conseguirá focalizar mais de perto, tornando-se quase um microscópio!
3) A macrofotografia, como a tele, exige boas quantidades de luz. Nem sempre o flash embutido será a solução, pois projeta sombras fortes para trás do objeto. É hora de você fazer uso criativo da lanterna de mão que recomendei que comprasse na dica 4. A iluminação adicional em macrofotografia é importante também em cenas externas diurnas, pois você precisará de uma velocidade de captura veloz o suficiente para, por exemplo, congelar o movimento das plantas causado pelo vento.
Fotógrafos avançados podem experimentar aquela luz especial circular que envolve o objeto e a lente da câmera, mas as compactas, normalmente, não têm saída de flash para acionar esse tipo de luz. Além disso, é uma lâmpada cara.
Dica extra: qualquer folha de papel sulfite ou papel metalizado de embalagem de alimento pode servir como um eficiente rebatedor de luz para melhor iluminar as macros.
DICA 7 – Não se esqueça de colocar bastante memória
Sua câmera precisa de um cartão de memória espaçoso. Nada é mais irritante que interromper a sessão de fotos no meio para apagar imagens na máquina a fim de abrir espaço na memória.A memória não vem junto à câmera, mas o normal é que você compre as duas coisas no mesmo ato. O problema é que a gente faz contas mentais e gasta sola de sapato para comprar a melhor câmera pelo menor preço, mas se esquece de que um cartão de memória tem de ser contabilizado como parte integrante e obrigatória do investimento.
Felizmente, os cartões nunca foram tão baratos. O preço por gigabyte vai continuar diminuindo para sempre. Outra coisa boa é que o ritmo em que os megapixels das câmeras crescem está mais lento que o ritmo de crescimento da capacidade dos cartões, o que os torna menos “perecíveis”. Vamos, pois, aos conselhos:
1) Ao escolher o cartão de memória, vale a mesma lógica do HD de um computador: compre o de maior capacidade que o seu orçamento permitir. Simples assim.
2) Quanto maior a capacidade do sensor de sua câmera, maior será o cartão necessário, porque a câmera vai gerar arquivos maiores. Exemplos práticos: a câmera Sony DSC-W90 de 8,2 megapixels gera, na qualidade máxima, uma média de 2 MB por foto em JPG. Assim, um cartão de memória de 2 GB terá capacidade para aproximadamente 1.000 fotos. Para guardar o mesmo número de fotos na Panasonix DMC-FX100 de 12 megapixels, a câmera precisará de um cartão de 4 GB, porque, nela, cada foto ocupa em média 4 MB. Se você evoluir para uma máquina semiprofissional e fotografar em RAW, precisará de cartões ainda maiores. Para dar uma idéia, cada foto de dez megapixels de uma Sony Alpha 200 em RAW tem ao redor de 10 MB.
3) Mil fotos em um só cartão de memória parece muita coisa, mas se você resolver fazer vídeos com sua câmera, em vez de usar uma filmadora, o espaço no cartão vai se esgotar assustadoramente depressa. Um cartão de 4 GB suporta apenas meia hora de vídeo 1080p em minha Panasonic, e a situação em outras marcas de câmeras é similar. Ou você faz tomadas de vídeo curtas para economizar memória, ou compra mais cartões para poder gravar à vontade e editar depois. Mas em caso de real necessidade, uma filmadora de vídeo será mais efetiva que uma câmera fotográfica.
4) Não deixe as fotos acumuladas dentro do cartão. Habitue-se a baixar tudo logo para o PC. Dois motivos: primeiramente, se a sua câmera se estragar ou for roubada (toc toc toc), você não vai perder suas preciosas recordações de família; segundamente, ao precisar da câmera para registrar um evento longo ou viagem, não vai ter de fazer a limpeza da memória na última hora às pressas, já que não se lembrou de fazer isso com antecedência. Descarregar as fotos de um cartão de alta capacidade é demorado até nos equipamentos mais modernos, portanto antecipe-se.
DICA 8 – Mantenha sua câmera sempre pilhada
1) Invista em uma bateria reserva. As atuais compactas, normalmente, podem fazer mais de 300 disparos sem flash, o que rende um dia inteiro de fotos durante uma viagem. Só que a segunda coisa mais irritante ao usar uma digital é ter que parar tudo para recarregar uma bateria esgotada. Uma dessas modernas baterias de longa duração costuma esgotar-se quando você menos espera, porque ela dura tanto que você se esquece de fazer a recarga periódica. Portanto, é bom levar na mochila de viagem uma bateria avulsa carregada e, assim, evitar imprevistos. Para ficar totalmente à prova de falhas, sempre dá para levar, também, o carregador da bateria.2) Carregue mesmo quando parecer que não precisa! Medida muito salutar e que não custa nada a mais, é acostumar-se ao ritual de deixar a bateria carregando toda a noite após tirar fotos, mesmo que a câmera não tenha sido muito usada nesse dia. Só isso já salva muitas sessões de fotos em baladas.
Dica adicional que vale ouro: quando viajar, leve também um benjamim (adaptador de plug).
DICA 9 – Crie efeitos loucos com os filtros e adaptadores de lentes
Uma das graças das câmeras profissionais é a grande variedade disponível para elas de filtros coloridos, close-ups, polarizadores e outros que podem fazer sua imagem se destacar da média. Só que as amadoras raramente dispõem desses acessórios ópticos, e quando existem, são difíceis e caros. Contorne isso utilizando filtros para lentes profissionais.Economize comprando-os usados. Na hora de usar, coloque o filtro manualmente na frente da sua objetiva, com muito cuidado para que não colida com ele. Há pessoas que improvisam colando um suporte no corpo da objetiva; obviamente, não recomendo esse tipo de intervenção em qualquer objetiva do tipo telescópico, que estende e recolhe dentro da câmera. A seguir, vai uma descrição dos filtros e adaptadores, ordenados dos mais comuns aos mais exóticos:
1) Filtro polarizador – Se você precisa escolher, este é o mais atraente de todos. Ele bloqueia uma parcela da luz de acordo com a direção de onde ela vem, o que lhe dá o poder mágico de eliminar reflexos em vidros ou na superfície da água de rios, lagos e do mar. Também produz aquele visual sofisticado de céu azul profundo das fotos profissionais e, de quebra, aumenta o contraste e deixa as cores mais intensas. Tudo o que você tem a fazer é girar o filtro na frente da objetiva para bloquear a luz seletivamente.
2) Adaptadores para close-up e macro – Lentes suplementares de vidro, por serem dotadas de rosca de filtro são denominadas filtros. Colocadas à frente da sua objetiva, ampliam a imagem e aproximam drasticamente o foco. Excelente para efeitos em macro. Geram bastante distorção na imagem, por isso não é todo mundo que gosta deles. Use um filtro close-up para reforçar o poder de macro de câmeras menos potentes.
3) Filtros Skylight, Warm e azul para correção do branco – Mesmo que sua câmera tenha um sistema sofisticado de auto-ajuste do balanço de branco (a maioria não tem), um filtro óptico pode ser usado quando você quiser extrair cores perfeitas da cena sem processar a foto, depois, no PC. Skylight e Warm ajudam e eliminar a tonalidade azulada de fotos feitas em dias ensolarados com céu azul. A diferença é sutil e pouca gente poderá notar. O azul pode neutralizar a coloração alaranjada de uma cena iluminada por lâmpadas incandescentes, mas cuidado: a exposição fica bem mais lenta.
4) Filtros laranja e vermelho – Se você gosta de tirar retratos de pessoas em preto e branco, os filtros com essas cores clareiam a pele em relação ao ambiente e atenuam as manchas e rugas. A diferença em relação a tirar a foto em cores e converter para P/B no computador depois é enorme. Altamente recomendados.
5) Disco de balanço de branco – É um acessório moderno utilizado para ajudar a câmera a identificar o tipo de iluminação da cena e ajustar o balanço do branco. Só fará diferença em câmeras que oferecem ajuste manual do branco, que, no momento, não são muitas. Você pode improvisar um equivalente desse disco com uma sacola branca de supermercado ou uma folha de papel translúcido.
6) Adaptador olho de peixe (fisheye) – Olho de peixe é uma lente grande-angular extrema, isto é, que abrange um campo muito amplo. A imagem é distorcida de tal maneira que fica contida em uma área circular. Toda a linha reta da cena que não passa pelo centro da lente vira uma curva. Ela é interessante para registrar paisagens, arquitetura etc. de uma forma nada convencional. A olho de peixe não é adequada para retratos, pois as pessoas ficam muito deformadas. O melhor jeito para incluir pessoas em uma foto tirada com olho de peixe é enquadrá-las na periferia da imagem, a meio caminho entre o centro e o círculo exterior. Ali elas parecerão menos deformadas.
Se a sua câmera suportar um adaptador desse tipo como acessório original, as possibilidades de diversão são imensas. Senão, experimente segurar um adaptador para câmeras reflex à frente da objetiva e alinhá-lo de forma que o círculo de imagem fique centralizado no visor. Como a distância focal é muito encurtada, a câmera, provavelmente, deverá ficar em modo macro. Quase tudo dentro da cena permanece em foco. Só não compre uma caríssima olho de peixe apenas para brincar com sua câmera compacta. A gambiarra gera forte aberração cromática (franjas coloridas) e não substitui o uso apropriado da olho de peixe em uma câmera grande.
Dica adicional aventureira: já que você está se divertindo em colocar coisas na frente de sua objetiva, experimente também com um fundo de copo de vidro, objetivas de câmera reflex invertidas, lupas, olho mágico, lentes de óculos escuros ou de grau e placas de acrílico colorido. Experimente um espelho de mão curvo, do tipo usado em maquiagem. Vale tudo para descobrir um belo efeito artístico. Sempre com cuidado para não tocar na lente de sua objetiva!
DICA 10 – Organize as fotos no PC
Se o bicho da fotografia mordeu você a ponto de gerar centenas de fotos novas por semana, e parece que seu PC vai explodir de tantas imagens, você precisará de uma estratégia para guardar as fotos de uma forma escalável e permanente.1) “Escalável” quer dizer que não importando a quantidade de fotos que você tire e armazene, elas sempre devem estar organizadas e disponíveis para serem imediatamente encontradas para quando você precisar de uma foto de determinada pessoa ou local. Conheço muita gente que não utiliza nenhum programa especializado para fazer a ingestão das fotos no computador. Simplesmente espeta a câmera ou o cartão de memória no USB do PC e arrasta os arquivos de fotos para o Desktop ou para a pasta de imagens em Documentos. Até aí, não há problema nenhum. Mas, na maioria das vezes, a pessoa não se importa em nomear ou colocar uma ordem por data nas fotos. Depois, não consegue achar nada quando precisa, pois os nomes dos arquivos das fotos consistem em códigos sem contexto nenhum, como “DSC00275” ou “P1030174”.
Eis uma receita infalível para evitar essa dor de cabeça: crie em sua pasta de fotos subpastas cujos nomes serão sempre compostos de duas séries de dois algarismos. Funciona assim: os dois primeiros algarismos são o ano e o segundo par representa o mês. Portanto, a pasta para agosto de 2008 é chamada “0808”, a pasta para setembro é “0809” e assim por diante. Dessa forma, quando você listar no computador o conteúdo da pasta de imagens, as subpastas nomeadas dessa forma já ficarão auto-organizadas. Uma parte do problema, que é a ordem cronológica, você já resolveu. Se precisar dividir as fotos por dia, também, basta criar dentro das pastas dos meses as pastas dos dias, nomeadas com apenas dois algarismos – de 01 a 31 – e, dentro delas, guardar as fotos tiradas nos respectivos dias.
E se quiser caprichar ainda mais, pode acrescentar aos nomes dessas pastas os lugares, pessoas e eventos. Mas isso apenas se você decidir por continuar descarregando as fotos diretamente, pois os programas de edição oferecem recursos para anexar esses dados às próprias fotos.
2) “Permanente” significa que você não pode perder arquivos digitais por causa de falhas técnicas. Para isso, se valerá das cópias de segurança (backups).
Preste atenção na diferença que existe entre backup e arquivamento, porque muita gente confunde os dois. No backup, você tem o arquivo original e uma cópia dele gravada em outro lugar. No arquivamento, você tira o arquivo de um lugar e transfere para outro. Assim sendo, se você gravou as suas fotos em um DVD e apagou-as do HD, a gravação não se qualifica como backup.
Se esse DVD der problema de leitura depois, você perde as fotos e a cópia deixa de cumprir sua função. O ideal é fazer gravações repetidas dos dados e, se for possível, em ao menos dois meios diferentes, como um DVD e um HD externo ou em DVDs de marcas diferentes. Todo o investimento em preservação de dados é importante.
Veja também
Entenda as objetivas
Por que você precisa da estabilização
O Mito do Megapixel
Câmeras fotográficas: principais tipos
Pequeno glossário da fotografia digital
Opinião dos Especialistas: Fotografia Digital
Fotografe com filmeVocê quer mesmo aprender a tirar fotos como um artista da imagem? Quer revitalizar seu olhar, depois de passar anos fotografando com câmeras de bolso digitais? Ou quer redescobrir sua antiga paixão perdida pela fotografia? Compre uma câmera SLR de filme usada, algumas objetivas de foco manual, pratique e divirta-se muito.Nada a ver? Absurdo? Pense de novo. Uma câmera analógica mais antiga de nível profissional é relativamente barata; oferece uma qualidade de imagem excepcional; conta com uma ampla variedade de objetivas compatíveis, muito além do que qualquer compacta pode oferecer; exige controle somente para os parâmetros técnicos essenciais; faz o fotógrafo concentrar-se no momento do clique e no procedimento da composição; ensina a economia de meios, harmonia e respeito pelo equipamento; não requer constantes recargas de bateria e descargas da memória; filmes são encontráveis em qualquer supermercado; e uma reflex de filme tem um charme insuperável que só aumenta com o tempo. O maior benefício de praticar com filme, naturalmente, é que o equipamento refina as suas habilidades. Inspira um olhar mais cuidadoso e sofisticado sobre os assuntos fotográficos. A foto digital em si mesma não tem nenhuma culpa, mas é fácil acomodar-se com a facilidade de uso das compactas ou, ao contrário, perder-se entre as dezenas de parâmetros ajustáveis das profissionais. O maior risco de usar uma câmera computadorizada que tenta pensar por você, seja amadora ou profissional, é ficar eternamente preso no estilo “documental” de basicamente registrar o que se viu e onde se esteve e nada mais. Além disso, por mais avançadas e inteligentes que sejam as digitais, elas não conseguiram substituir o prazer mágico do som de um disparo mecânico e a descoberta dos segredos da abertura e ângulo das mais diversas lentes. Procure uma câmera SLR, fabricada entre 1976 e 1983, em bom estado de conservação, mais um jogo de três objetivas: a normal de 50 mm, uma teleobjetiva de até 200 mm e uma grande-angular de 28 mm. Se for para ficar em uma objetiva, pegue a de 50 mm, que normalmente é a que vem originalmente instalada na câmera. Tudo isso sai mais barato que uma compacta digital simples e custa uma fração do preço de uma profissional digital. Quando chegar a hora de upgradear para uma digital de nível profissional, você se sentirá em casa… ou como em seu PC. Modelos de câmeras recomendáveis, com bom suporte e objetivas fáceis de encontrar: Pentax K1000, ME e MZ; Canon A1, AE, T80 e T90; Nikon de praticamente qualquer modelo começado com F; Olympus OM. |
Publicado originalmente na edição 10 - agosto de 2008.
http://www.revistawindowsvista.com.br/node/1225
Assinar:
Postagens (Atom)
